Cardiomiopatia de Takotsubo ou coração partido: estresse que dói

maio 23, 2020
Existe uma conexão entre a razão e o coração, e um grande descontentamento pode provocar o que é conhecido como síndrome do coração partido, ou cardiomiopatia de Takotsubo.

Quem nunca ouviu a frase: “ele (ou ela) partiu meu coração”? Quem nunca se sentiu identificado com aquelas canções que falam sobre quebrar a alma e partir o coração em mil pedaços? Bom, acontece que esta não é apenas uma maneira de falar: realmente existe uma síndrome do coração partido, a cardiomiopatia de Takotsubo.

Trata-se de uma doença cardíaca que ocorre quando uma pessoa sofre um forte estresse emocional e físico. Pode aparecer em pessoas totalmente saudáveis, que não apresentam nenhuma outra doença.

O coração para de bombear sangue em uma de suas partes, que fica, de certa forma, paralisada. Isso provoca um distúrbio cardíaco, apesar do restante do coração continuar funcionando corretamente.

A força do amor

Cardiomiopatia de Takotsubo: fatores importantes

Embora, como em todas as patologias, esta também possa ocorrer em outras circunstâncias, considera-se que há uma série de premissas que podem condicionar a ocorrência do coração partido:

  • Há muito mais casos em mulheres do que em homens. Portanto, as mulheres seriam uma população de risco para essa patologia.
  • Foi observado que, uma vez superada a barreira dos 50 anos, é mais provável que as pessoas sofram dessa síndrome.
  • As pessoas com distúrbios neurológicos têm um risco maior.
  • As pessoas diagnosticadas com um transtorno de ansiedade também teriam um risco maior.

Apesar disso, é possível apresentar um quadro de coração partido sem a presença de nenhuma das circunstâncias acima.

Sintomas de um coração partido

De acordo com vários estudos científicos, os sintomas que acompanham a cardiomiopatia de Takotsubo são bastante semelhantes aos de um ataque cardíaco. Alguns destes sintomas são:

  • Dificuldade para respirar.
  • Dor no peito.
  • Hipotensão.
  • Sopros e arritmias.

É muito importante que, diante de qualquer tipo de sintoma, você procure um centro médico para atendê-lo.

É preciso ter muito cuidado com isso, pois se esta situação não for tratada adequadamente, poderá levar o paciente à morte; por isso, é muito importante recorrer a profissionais que avaliem o que está acontecendo.

Por que essa doença ocorre?

Não podemos dizer que existe uma origem válida para todos os casos. No entanto, como indicamos anteriormente, qualquer tipo de situação de estresse intenso, tanto emocional quanto físico, pode comprometer o sistema cardiovascular.

Alguns dos gatilhos mais comuns são:

  • Morte de um ente querido.
  • Discussões violentas.
  • Acidente de trânsito.
  • Violência.
  • Estresse no trabalho.
  • Más notícias.
  • Asma.
  • Ataque de epilepsia.

Tratamento da cardiomiopatia de Takotsubo

Segundo vários estudos, não se pode dizer que existe um tratamento específico para a cardiomiopatia de Takotsubo. Assim, o que é feito em muitos casos é usar medicamentos originalmente destinados à intervenção para tratar transtornos de ansiedade.

Por esse motivo, em certos casos são recomendados determinados exercícios físicos e mentais, como a terapia ou meditação, para que o corpo permaneça em equilíbrio e se recupere.

Mulher com o coração partido

Os amantes de Teruel: um caso de coração partido

Há muitas lendas que, ao longo da história, nos mostraram que certas pessoas morreram de amor porque não podiam suportar a impossibilidade de um final feliz. Um bom exemplo disso é a lenda dos amantes de Teruel.

Diz-se que esta história realmente aconteceu, ou que pelo menos teve um paralelo com a lenda. Vários estudos históricos apoiam a existência de Isabel de Segura e Diego de Marcilla.

Embora a história diga que Diego morreu de amor por Isabel, do ponto de vista médico, isso só poderia ser justificado pela síndrome do coração partido; ninguém morre de amor, mas a morte pode acontecer como consequência de um forte impacto emocional.

No entanto, isso aconteceu há muito tempo, no século XIII. Hoje, como dissemos acima, esta é considerada uma patologia tratável. Com o tempo, a pessoa pode se recuperar e voltar à normalidade.