Chaves para educar crianças felizes

Chaves para educar crianças felizes

outubro 13, 2015 em Psicologia 13 Compartilhados
Como educar crianças felizes

Existe alguma maneira de garantir a felicidade dos nossos filhos? Não há uma fórmula mágica que nos garanta que as crianças possam se tornar, amanhã, adultos completamente felizes. Mas como pais e educadores, podemos estabelecer algumas bases. Existem pontos de orientação que servirão de partida para desenvolver as habilidades sociais e a segurança emocional das nossas crianças.

Nós também devemos esclarecer um outro aspecto: até a adolescência, os pais vão ser a figura máxima de referência para as crianças. A figura da mãe, do pai, e também dos avós em muitos casos, torna-se o modelo de referência de onde aprende e se espelha. É nessas figuras que se busca segurança através da indispensável relação de apego.

Educando crianças felizes

1 – Comunicação

Não importa que o bebê não consegue nem falar. A educação das crianças começa desde o momento de seu nascimento. Estabelecer rotinas, padrões, hábitos, falando todo o tempo através um tom calmo, mas firme, fará com que a criança aprenda conosco. Responder a todas as perguntas, acalmar as preocupações, perguntar o que pensa, mesmo que ela tenha apenas dois ou três anos. Estabeleça uma interação contínua, onde você é sempre igual. As discrepâncias e contradições causam frustração na criança.

Se nós temos que dar as ordens, que elas sejam firmes e claras. E uma por uma. As ordens devem ser sempre acompanhadas por argumentação e uma boa comunicação. Explique qual o propósito que elas têm, pois a criança deve compreender em todas as fases o que esperamos dela, com coerência e, acima de tudo, sem cair em contradições.

2 – Inteligência emocional

Podemos ensiná-los a ler, a andar de bicicleta, a atravessar a rua e a aprender as capitais de cada país. Mas temos também que focar em seu mundo interno. Falar sobre as próprias emoções vai oferecer habilidades essenciais para o amanhã, não só para que elas compreendam a elas mesmas, mas também para que elas possam vir a entender os outros. É normal que as crianças tenham acessos de raiva, ataques de ira… investigar o que está por trás desses comportamentos irá fazer com que elas entendam o que são e como canalizar as emoções.

Não queremos filhos presos em seus próprios quartos na companhia somente de seus computadores e telefones celulares. Esperamos que eles se relacionem com outras crianças, interajam com o mundo e com eles próprios. Leve-os a falar dos seus problemas, ensine-os a pedir ajuda… e isto é simplesmente alcançado através da confiança de todos os dias.

3 – Educação democrática

As crianças se moverão em contextos diferentes: casa, escola… e elas têm que aprender que, em todos os espaços, existem limites e regras. Deixe isto bem claro, diga a elas o que fazer e o que não fazer. Preveni-los da ideia de que eles têm direito a tudo e que podem ter e fazer tudo evitará a frustração. As crianças com pouca tolerância à frustração tendem a ser as mais infelizes, porque nunca conseguem o que querem.

Para evitar isso, precisamos estabelecer uma educação democrática; as normas devem ser estabelecidas em conjunto, pais e filhos, para torná-las mais compreensíveis. As regras e direitos são sempre negociáveis. As crianças devem nos mostrar que elas são capazes de fazer as coisas, e que podemos confiar nelas e, assim, elas irão amadurecendo pouco a pouco, quando se tornarem conscientes de seus direitos e de seus deveres.

4 – Liberdade, imaginação e respeito

Cada criança irá nascer com um tipo de personalidade e um tipo de necessidade. Tentar mudá-las é um erro. Você pode querer que seu filho se torne médico, por exemplo, mas temos que aprender a conhecer as suas inclinações. Dar-lhes a liberdade de escolher, respeitar suas limitações e também avaliar o seus pontos fortes e fracos. Quando for necessário fazer restrições em relação a qualquer um dos seus comportamentos, não apenas aponte para o que foi errado, mas diga-lhes também como fazer melhor. Respeito e uma boa educação devem cumprir ambos os aspectos: punir os erros, mas com oportunidades de melhoria.

Incentive sempre que possível o uso da imaginação. Proporcione oportunidades de aprendizado, sirva como um guia para ensinar coisas novas que possam inspirá-los. Ofereça a eles liberdade para que eles encontrem os seus próprios caminhos, mostrando que você sempre estará lá para dar o apoio e ajuda quando necessário.

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