Como enfrentar a autocrítica

· julho 29, 2018

Quando realizamos uma atividade pela qual somos apaixonados e exercemos muita pressão sobre nós mesmos, é comum nos sentirmos ansiosos para alcançar o sucesso. No entanto, muitas vezes não conseguimos alcançar os nossos objetivos. É então que temos que enfrentar a autocrítica, já que somos os primeiros a nos julgar negativamente por nossos fracassos.

Quando desejamos modificar o nosso comportamento ou outras questões relacionadas à nossa aparência, as atividades que realizamos ou as nossas relações interpessoais podem ser vítimas de autocrítica. Isso ocorre, sobretudo, quando queremos alcançar nossos objetivos e evitar as possíveis falhas. Além disso, esse sentimento carrega uma autoexigência implícita que pode levar à autocrítica destrutiva. Nesses casos, nos esforçamos duramente para nos mostrarmos desejáveis ​​para o mundo, nos exigindo mais do que podemos dar.

Dicas para enfrentar a autocrítica

A autocrítica levada ao extremo pode ter consequências negativas para a nossa saúde mental. Também pode afetar negativamente nossa maneira de nos relacionar, já que esperamos atender a muitas expectativas. Muitas vezes essas expectativas são, inclusive, inexistentes. Então, se ela é tão prejudicial, como devemos enfrentar essa autocrítica para nos amarmos mais?

1. Você é o seu pior crítico

Entenda que a pressão que sentimos vem exclusivamente de nós e é algo complexo e penoso inicialmente. Provavelmente, as pessoas ao nosso redor não têm expectativas exageradas sobre nós e, no entanto, pensamos constantemente sobre a opinião delas.

Devemos entender que esse tipo de pensamento que envolve os outros procede, sobretudo, da nossa insegurança e, ao mesmo tempo, de uma sensação de sermos perfeitos. O fato de nos criticarmos constantemente em relação aos sucessos pessoais, à aparência ou à qualidade de nossas relações não faz nada além de nos intoxicar emocional e mentalmente.

Mulher autocrítica

Perdoe-se por ser tão duro consigo mesmo

Essa mecânica pode facilmente se transformar em um círculo vicioso: podemos nos julgar negativamente, criticando-nos. É então que devemos aprender a discernir entre as críticas construtivas e destrutivas: enquanto criticar a nós mesmos por questões sem importância constitui uma atitude tóxica, criticar esta dinâmica é uma maneira construtiva de perceber que não estamos indo bem. Perdoe a si mesmo pelos seus erros e use-os para aprender.

Treine-se para superar o medo da rejeição

Os seres humanos são seres sociais, então a maioria das nossas ações envolve os outros. Para que a estrutura social funcione, precisa de cooperação e aceitação. Portanto, um dos grandes medos consiste em não aceito pelos outros.

Deixar de fazer parte desta estrutura provoca muita ansiedade nas pessoas muito exigentes consigo mesmas. Devemos nos treinar para entender que nem todas as pessoas vão nos aceitar, e que isso não é um problema.

2. Aprenda a entender seus ciclos

Ninguém é feliz constantemente, nem sempre sente que seus sucessos o alimentam. Todas as pessoas passam por ciclos, afetados por problemas internos, como hormônios, ou externos, como as relações interpessoais. É muito comum experimentar altos e baixos emocionais no nosso dia a dia, por isso não devemos nos julgar tão severamente se estivermos em um momento ruim.

Quando isso acontece e temos que enfrentar a autocrítica, é necessário que pensemos sobre o que estamos vivenciando naquele dia, naquela semana ou naquele mês. Essa má experiência afeta as nossas conquistas e o nosso estilo de vida, por isso devemos tê-la em mente como a causa do nosso desconforto. Além disso, investigar o motivo dessa autocrítica também nos dará pistas sobre a existência dessa necessidade oculta em nosso comportamento.

Reflita: pense nas suas conquistas

Quando isso nos acontece e sentimos que, apesar de termos identificado a causa, continuamos nos sentindo tristes ou com raiva de nós mesmos, podemos realizar este exercício. Se voltarmos no tempo e pensarmos em tudo que fizemos bem, nas recompensas ou no orgulho que nossos entes queridos tiveram em um momento de sucesso, nosso humor vai melhorar, já que podemos nos ver em situações semelhantes.

3. Faça o que te faz feliz

O fundamental é dedicar nosso tempo a aquilo que nos traz felicidade, já que esse tipo de atividade exigirá menos esforço e seu cumprimento será assegurado.

Mulher respirando ar puro

Completar as tarefas ajuda muito a enfrentar a autocrítica por nos dar razões para amar e apreciar a nós mesmos. Escolher um emprego que nos enche de felicidade, permanecer ativo ou interagir com pessoas positivasnos ajudará neste sentido.

Ninguém vai nos amar da forma como podemos amar a nós mesmos. Precisamos encontrar a felicidade em nós mesmos, na aceitação de todo o nosso ser, com nossas virtudes e defeitos. Somos os únicos que sabemos como nos fazer felizes, e isso é algo para apreciar e valorizar.