Covarde não é quem recua - A Mente é Maravilhosa

Covarde não é quem recua

Gil Epifânia dezembro 30, 2016 em Psicologia 1007 Compartilhados
Covarde não é quem recua

Quem já não recuou diante de uma situação, uma resposta ou decisão? Certamente todos nós em algum momento, ainda que tenha sido só uma vez na vida. As razões que podem nos levar a recuar são sem dúvidas inúmeras, e particulares a cada um.

É muito comum notar a falsa interpretação feita do ato de recuar como uma atitude de covardia. Em uma definição geral, covarde é alguém que deixa de agir por fraqueza, indecisão, falta de coragem.

Recuar, em uma definição mais abrangente, é mudar de ideia, ceder, hesitar, retirar. Tendo claras estas definições, fica mais fácil entender que recuar não é um ato de covardia e sim de coragem, inteligência, em que também se faz presente a emocional; é uma percepção apurada de que não é o momento de falar ou agir frente ao que não consideramos adequado, ou quando não nos sentimos  preparados.

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Aprendemos desde a nossa infância que não enfrentar as situações da vida é um ato de covardia. Associamos então que sempre que tivermos a necessidade de recuar, estamos sendo covardes diante das nossas próprias necessidades.

Acabamos criando um grande conflito em nós diante da possibilidade de recuar, porque não queremos ser vistos como covardes. É impossível não enfrentarmos situações onde o melhor a fazer é recuar para repensar, avaliar novas estratégias, nos reservar e até recompor as forças para depois voltar com mais chances de acertar. O covarde não recua, mas foge de uma situação pela qual ele não se interessa mais porque já teve todas as suas vantagens sem se preocupar com nada, ou até mesmo por medo de enfrentar ou se expor em uma opinião.

Quando recuamos ao dar uma resposta em uma conversa ou até uma discussão, estamos usando a sabedoria, reservando-nos o direito de não dizer o que poderá vir a ser mal-interpretado, ou porque queremos simplesmente avaliar melhor o que responder.

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Não tomar nenhuma decisão em um momento duvidoso é um ato sensato, e não covarde

Recuar é, sem nenhuma dúvida, um bom sinal de maturidade, sabedoria e muita coragem, não tendo nada a ver com desistir ou se acovardar. Enquanto usarmos desse método como meio de avaliar uma situação certamente acertaremos mais, ao invés de insistir pra não sermos vistos como covardes.

Gil Epifânia

Gil Epifânia, escritora, poeta, palestrante e fundadora do Projeto Perdão e Gratidão, pesquisadora espiritualista, designer em moda. Natural da Bahia, reside em São Paulo Capital. http://gilepifania.blogspot.com.br/ www.facebook.com/gilepifaniaescritora

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