Crianças altamente sensíveis: crianças de luz

Crianças altamente sensíveis: crianças de luz, crianças de coração

março 14, 2016 em Emoções 10108 Compartilhados
Crianças altamente sensíveis

Têm-se escrito muito sobre a alta sensibilidade desde os anos 90, quando Elaine N. Aron abordou um novo traço de personalidade. Um que era capaz de ver o mundo sob uma perspectiva mais íntima, sensível e pessoal: a partir do coração. Desde o interior mais profundo de uma pessoa.

Desde então, organizaram-se congressos, publicaram livros, artigos, revistas, foram criados grupos nas redes sociais e, inclusive, foi produzido um filme sobre o tema titulado “Sensitive”. Dizem que cerca de 20% da população vive, sente e age desta forma, portanto, a busca pelo melhor modo de educar as crianças altamente sensíveis se torna cada vez mais importante.

Grande parte dessas pessoas chegam a idade adulta sentindo-se diferentes. É como se o barulho cotidiano soasse para elas uma melodia diferente, mais doce, mais bela, mas também mais triste, e que somente elas sabem captar, só elas intuem.
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Foi a partir dos anos 90 que o mundo começou a tomar conhecimento da alta sensibilidade“, ficando claro que são milhões de pessoas que têm passado a sua infância, adolescência e parte da sua maturidade sem saber por que  se sentiam tão diferentes do resto.

Atualmente, por conta da ampla informação e a repercussão que alcança o tema da sensibilidade, é importante que sejamos capazes de identificar as crianças que possuem esse tipo de personalidade. Educar não é uma tarefa simples, mas é mais fácil lidar com uma criança que desde cedo tem consciência de si mesma.

Identificar as crianças altamente sensíveis

jovem tocando violino

Para alguns pais pode ser complicado, “queixam-se muito, perguntam muito”. No entanto, em uma aula, uma criança altamente sensível não chama atenção, não é problemático e nem terá a oportunidade de passar em um teste para reconhecer as suas capacidades, sua intuição, sua sensibilidade.

A alta sensibilidade não se encaixa tanto nas sociedades modernas. As crianças não gostam de competir, não gostam da imediatismo e nem do barulho das massas. As crianças altamente sensíveis gostam de brincar com as estrelas, meditar com a música, passear sozinhas…
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É também tarefa dos pais e das mães reconhecer os sinais da alta sensibilidade em seus filhos. Não buscamos corrigir absolutamente os seus comportamentos ou “normalizá-los”. A ideia é identificá-los para que possam ser ajudados e compreendidos.

É necessário reconhecê-los para oferecer-lhes orientações, para que saibam a que se devem essas inconsistências que podem vir a sentir no dia a dia. Por exemplo, verão que são muito mais maduros que os seus próprios amigos, e que às vezes o mundo parecerá desafinado e guiado por um egoísmo extremo.

Crianças altamente sensíveis

Devemos orientar, atender, comunicar, escutar, transmitir-lhes o nosso apoio e calor… Porém, antes é importante saber identificar as crianças altamente sensíveis e quais são as características que melhor as definem:

  • A alta sensibilidade traduz-se também em sensibilidade física. O seu limiar de dor é mais baixo, até a fricção da roupa pode incomodar a criança. Quando bebês, costumam chorar muito ao escutar ruídos fortes.
  • São crianças muito maduras, e isso pode ser detectável através da profundidade das suas perguntas.
  • Percebem o estado de ânimo dos adultos. Estão atentas às expressões, aos gestos…
  • Essa maturidade pessoal faz com que se sintam diferentes dos seus companheiros de classe.
  • Estão atentas aos detalhes do dia a dia.
  • Devemos ter em mente que ser altamente sensível não significa ser introvertido.
  • Gostam de ficar sozinhos.
  • Sentem paixão pela música, pela arte, pela natureza.
  • Se interessam pelos problemas sociais.
  • Sentem-se feridos com facilidade, qualquer palavra ou gesto os afeta gravemente.

3 pilares educacionais para crianças altamente sensíveis

Crianças altamente sensíveis

Ser diferente é uma arma de poder

Não devemos tornar uma criança o que ela não é, muito menos tentar “normalizá-la”. Temos que aceitar as suas características e fazê-la enxergar que sentir a vida com essa intensidade não é uma desgraça, mas um dom. O mundo possui nuances únicas que só ela pode ver. Faça-a perceber que o mundo é um lugar seguro. Se ela se sentir bem consigo mesma, a vida brilhará para ela, porque ela possui luz, é especial e bastante forte contra as adversidades.

Reforce a sua autoestima

Confie nela, dê-lhe autonomia através de reforço positivo e aprovação. Demonstre que a sua capacidade pode permitir que realize qualquer coisa, que possui um grande número de qualidades e potencialidades. Desenvolva o seu sentimento de autoeficácia.

Prepará-las para as adversidades

Sabemos que são somente crianças, entretanto, também somos conscientes de que se dão conta de muito mais coisas que os outros. Sentem em maior grau o desprezo, o egoísmo, o silêncio e as más ações. Isso é algo que vamos ter que trabalhar a cada dia, podendo ser feito através da inteligência emocional:

  • Se os demais não agem como eu, não significa que não gostam de mim ou não me aceitam. Eles sentem de outra forma que não é melhor ou pior. Só diferente.
  • É importante que aprendam a lidar com a frustração, a tristeza e as decepções. Ao longo de sua vida experimentarão mais de uma decepção, sofrerão, e todas essas emoções transbordarão. É importante que aprendam o quanto antes como gerenciar essas emoções.
Quando as crianças altamente sensíveis descobrem o seu autêntico ser, o equilíbrio chegará a cada dia nas suas vidas. Portanto, serão pessoas autênticas, maduras e felizes por viverem a vida com o coração, por possuírem luz própria.
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Imagens por Cortesia de Mercer Mayer, Ida Rentoul e Melanie Delon

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