Crianças boas e bem-educadas serão adultos com os mesmos dons

· novembro 20, 2016

Vivemos em um mundo onde a guerra convive com a paz, no qual existem pessoas que não hesitam em colocar as vidas de outros a serviço do seu próprio benefício, incluindo a morte dessas como um preço razoável por tal benefício. Um mundo do qual participam os adultos, no qual as crianças aprendem.

O que diferencia as crianças e os adultos é a inocência. Os dois machucam, mas as crianças o fazem sem conhecer as consequências e sem aceitar o preço dos seus atos. Contudo, o mesmo não acontece com os adultos, que geralmente são conscientes do dano que irão causar com seu jeito de agir e, ainda assim, agem.

A maioria das crianças nasce com uma certa predisposição ao cuidado dos outros, especialmente o cuidado da sua família. Um tipo de bondade, com um mecanismo de ajuda constante e um altruísmo que ninguém lhes ensinou. Está nas mãos dos seus pais e tutores fazer com que, quando percam parte da sua inocência, sendo este um processo lógico e natural, tal predisposição permaneça.

Dicas para manter a bondade nas crianças

Tolerância e paciência (ensinar e ter)

Um dos pontos chave para fazer com que as crianças cresçam sem frustrações é a paciência, com a qual fazê-las ver o que precisam fazer ou o que se espera delas a cada momento, para com isso gerar um sentimento na criança não de imposição, mas sim de conversa adulta e madura. Precisamos ser tolerantes com elas para que possam sentir que têm certo controle das situações, sem deixar que se limitem.

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Estas duas chaves, a paciência e a tolerância, serão internalizadas por elas de tal modo que possam mantê-las como bandeira no contato diário para com o resto dos seres humanos. Uma sociedade paciente e tolerante é uma sociedade compreensiva e respeitosa.

Obrigado, por favor e sinto muito

Precisam ser internalizadas três expressões que farão delas pessoas educadas e amáveis: obrigado, por favor e sinto muito.

Elas precisam aprender a agradecer, entender que obtêm o que obtêm porque são dignas disso, não por pura sorte ou azar. Assim lhes ensinaremos que praticamente tudo pode ser alcançado com esforço e dedicação, e que nelas reside o valor pelo qual obtêm o que recebem.

A forma como pedem as coisas fará com que se diferenciem em uma multidão mal-educada, onde se prioriza a rapidez e a obrigação de receber o que se demanda. Um simples “por favor” muda completamente o sentido do que é pedido.

Saber corrigir um erro e saber reconhecer que cometeu uma falha, seja qual for o motivo, as fará aprender constantemente, pelo simples fato da assimilação. O fato de pedir perdão as tornará pessoas honradas e responsáveis pelos seus atos.

Carinho como ferramenta principal

Criar uma intimidade saudável é o que fará a diferença entre uma criança e outra. É preciso criar um aconchego familiar, fonte de consolo e material de consistência para um entorno seguro a partir do qual explorar o mundo e brincar sem medo de nada, pois essa família terá lhe dado a segurança de que sempre terá alguém com quem contar.

Esta proximidade será administrada de forma ainda mais eficaz com a observação atenta onde é fundamental manter a calma: se a criança cai e machuca seu joelho, o cuidador não pode entrar em pânico, deverá acalmá-la e minimizar a sua importância, isso a tranqüilizará e fará com que, nas próximas ocasiões, ela praticamente ria ao cair no parque.

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Precisamos ser conscientes de que o medo não se afasta quando as rodeamos de presentes, mas sim quando lhes passamos a nossa confiança nos outros, no mundo. Se passamos para as crianças que o mundo é um lugar cheio de perigos, não há de se estranhar que dali a alguns anos estaremos diante de um adulto temeroso e dependente emocionalmente, especialmente diante dos obstáculos.

A educação da bondade

Existem muitas pesquisas onde podemos ver como as crianças tendem a ajudar de forma natural, a compartilhar e, em resumo, a ser socialmente saudáveis e bondosas. É possível preservar isto ao longo do tempo, afastando a possibilidade de se contaminar com os maus exemplos sociais que nos rodeiam.

Para conseguir que a sua tendência natural permaneça, é preciso agir com eles como esperamos que sejam no futuro, e com isso teremos lançado o melhor adubo para cultivar essa sensibilidade pelos outros que não as deixará agir com maldade.