A intimidade é a base do relacionamento

A intimidade é a base do relacionamento

5, setembro 2015 em Emoções 16 Compartilhados
intimidade
“Na segurança que oferece a intimidade, cumprem-se alguns dos desejos mais belos. Loucas imaginações que têm a ver com inquietudes confessáveis somente à luz de velas da confiança e do amparo, que oferecem a segurança de que não seremos julgados”
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Em um relacionamento, a intimidade é algo fundamental. Embora alguns possam pensar que esta palavra se limita ao contexto sexual, ela também implica outras questões tais como a confiança, a cumplicidade ou o fato de saber bem o que o outro quer.

Nesta oportunidade, nos centraremos um pouco na rotina sexual, aquela que ocorre embaixo dos lençóis (ou em qualquer lugar da casa, já que sabemos que para a paixão não há lugar nem horários). Se quer melhorar a intimidade com seu parceiro, talvez seja o momento de fazer um pequeno esforço para conseguir isto.

Lembre-se de que, como primeira condição “sin equa non”, ambos devem concordar que mudanças são necessárias para que a relação melhore. Se um dos dois, em algum momento, não sente desejo, está muito cansado, ou neste dia prefere fazer outra coisa, talvez você tenha que esperar até que os dois se encontrem em verdadeira sintonia.

A intimidade no sexo implica várias questões, desde o prazer e as sensações do outro até a maneira como nos sentimos no momento. Isso não tem a ver com o que as mulheres ou os homens mais gostam , mas sim com encontrar um ponto de equilíbrio onde as duas pessoas se sintam bem.

Para melhorar a intimidade do casal, um dos passos indiscutíveis é prestar atenção ao que se sente e, ao mesmo tempo, se ocupar do que o outro está experimentando. Pensa que é impossível? Claro que não!

Melhorar a intimidade com o seu parceiro

Embora pudéssemos dizer que uma coisa é fazer amor e outra é fazer sexo, sabemos que também é bom alternar entre a paixão e o romance. Isso faz muito bem ao casal e melhora a experiência íntima.

O contato visual durante o encontro sexual é importante para aumentar o nível de cumplicidade e também para saber o que está se passando com o outro. Se você fechar os olhos para sentir mais prazer estará perdendo algo vital: observar o seu parceiro. Não se trata de fazer isto sempre, mas de encontrar um equilíbrio.

Lembre-se de que o sexo é a maneira perfeita para se conectar com a pessoa que escolhemos.

Talvez nestes momentos o tato seja o sentido mais importante, mas há outros, como a visão, a audição, o olfato e, inclusive, o paladar. Todos eles em determinados momentos podem dar um extra de excitação e prazer que nunca tínhamos experimentado até então.

A intimidade não surge apenas quando temos relações sexuais, mas também quando temos que falar de sexo. Se falamos de outras coisas com o nosso parceiro, por que não falar também de sexo?

Ninguém tem o poder de ler a mente de ninguém e há coisas que, se não colocadas em palavras, nunca serão comunicadas. Assim, em muitas ocasiões nosso parceiro ficaria encantado em nos dar prazer, mas não fomos capazes de criar a riqueza de intimidade para que fosse possível tal comunicação.

Não é uma pena?

Por outro lado, algumas pessoas têm mais vergonha de olhar nos olhos, na intimidade, do que de tirar a roupa; é como se desta maneira elas se sentissem verdadeiramente expostas e frágeis. Uma fragilidade que, por alguma razão, lhes causa temor.

Vencer essa sensação pode dar lugar a uma comunicação maravilhosa e, por extensão, seu parceiro poderá lhe dar ainda mais prazer do que você imaginava.

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Muitas vezes, sem querer, somos nós mesmos os que colocamos correntes em nosso próprio prazer.
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Já que estamos falando de medos e de inseguranças, uma das maneiras de aumentar a intimidade com nosso parceiro é permitir que ele ou ela “nos veja”. Especialmente as mulheres, que são as que têm mais complexos quanto a seu corpo e não querem deixar a luz acesa ou escolher certas posições nas quais se sentem mais vulneráveis.

Assim como em outros aspectos do relacionamento é necessário um crescimento para que algo se desenvolva plenamente, no âmbito sexual não poderia ser diferente. Este crescimento passa pela intimidade que, por sua vez, passa pela confiança.

Uma confiança que, como um bom prato, precisa de tempo para ser preparado, e nem sempre dispomos deste tempo em nossas agendas. É um investimento que, com frequência, menosprezamos ou esperamos que se produza naturalmente, quando na realidade é impossível que algo aconteça quando é a última de nossas prioridades.

O fato é que não há nada de errado com o fato de planejar os momentos de intimidade. Isso deve ser assim quando estamos conscientes de que, temporariamente, não damos lugar para que isto surja espontaneamente.

O melhor de tudo é que isso irá repercutir em seu dia a dia, já que, como comentei antes, a intimidade do casal não surge simplesmente do contato sexual, mas também no ato de se conhecer, saber o que o outro deseja, dar prazer e deixar que ele faça o mesmo, assim como procurar saber (e encontrar) o que ambos gostam.