Curiosidades sobre a teoria do inconsciente de Freud

Curiosidades sobre a teoria do inconsciente de Freud

dezembro 7, 2015 em Curiosidades 21 Compartilhados
A teoria do inconsciente de Freud

Freud representa o auge da crítica e, ao mesmo tempo, a sua decadência. A sua teoria psicanalítica provocou grandes rejeições e debates sobre a validade do método, mas o que não podemos criticar é o avanço que ela causou na filosofia, na psicologia e na medicina científica.

Pseudociência ou ciência, como cada um quiser considerá-la; Freud inaugurou a linha de pensamento baseada na destruição do conceito do eu mediante o estudo do inconsciente. Esta influenciou de forma fundamental todas as disciplinas do século XX.

Curiosidades da mente segundo Freud

1. Desejo e repressão: como seres humanos que somos, todos temos desejos e repressões que nos vemos obrigados a controlar frente à sociedade, de certa forma. Inclusive, às vezes, não somos conscientes disso, e alguns dos atos que podem ser considerados mais racionais são dirigidos pelo nosso inconsciente.

Em muitas situações nos comportamos da forma como a cultura na qual vivemos imersos aceita, e não como na verdade achamos que seríamos felizes. Os desejos são frustrados nestas situações porque são vistos como imorais, ilegais ou indignos.

A curiosidade que deriva dese comportamento está na contradição que ele provoca em nós mesmos e que emerge de forma subliminar em sonhos, fantasias ou lapsos. Por que somos tão limitados pelo que os outros pensam sobre nós?

O poder do inconsciente

2. Ego, id e superego: o próprio Freud amplifica a sua teoria exposta em 1915 sobre a mente humana e explica em 1923 que ela se divide em três partes. Por um lado, temos a parte consciente do sujeito, o “ego”, aquilo que somos de forma controlada e limitada; por outro lado, o “id” é o inconsciente regido pelo princípio do prazer. Por fim, está o “superego” fundamental em nosso desenvolvimento como pessoas.

Este “superego” se compõe das normas morais que vamos interiorizando desde que somos crianças, e que termina entre a culpa e a moral.

3. Loucura: do mesmo jeito que acreditavam na antiguidade, a mente humana precisa de harmonia. Já não falamos das células do cérebro que equilibram os quatro humores, mas sim das três partes da mente mencionadas. Segundo Freud, o desequilíbrio provoca neuroses ou psicoses.

A curiosidade ou a importância que esta afirmação teve na época está na consideração da loucura afastada de uma lesão mental ou orgânica.

Curiosidades da teoria do inconsciente e o início do método psicanalista

1. Força da linguagem: quando um paciente quer se submeter a um estudo do seu inconsciente por algum tipo de problema, a cura recai na palavra. A linguagem é um lugar onde é possível reconhecer o conflito interior, pois a pessoa fala de qualquer tema sem restrições.

2. Associação livre: mediante à linguagem o paciente expressa conteúdos que, para ele, ainda são inconscientes, que ele não reconhece de forma superficial através do seu “ego”.

3. Interpretação do sonho: se uma das formas através das quais os nossos desejos se manifestam é por meio dos sonhos, estes precisam ser estudados. Os sonhos permitem que os traumas e os conflitos venham à tona para que possam ser resolvidos. Somos aquilo que sonhamos e sonhamos aquilo que somos.

Os sonhos e o inconsciente

4. Papel do psicanalista: exatamente este último ponto é o que o psicanalista está preparado para realizar. Ele permite o estudo consciente da inconsciência da pessoa.

– Você se importaria em dizer ao seu subconsciente que se tranquilize?
– É o meu subconsciente. Você se lembra? Não posso controlá-lo.

– Nolan, Inception –

5. A cultura: é um meio de configurar o sujeito assim como ela mesma é configurada por ele. Uma retroalimentação. Cada época tem as suas peculiaridades e suas maneiras de ser que devem ser estudadas pelo psicanalista para entender quais são os efeitos no paciente.

6. O Complexo de Édipo: esta talvez seja a maior curiosidade da teoria do inconsciente. Freud apontou nas suas pesquisas que o homem se move por instintos e um deles é conhecido como o “assassinato do pai”. A figura da mãe se transforma na reveladora, na essencial, e um dos desejos do sujeito é a substituição da figura do pai.

A cultura, como dissemos, tem um forte papel na realização do “ego”. Desta forma, ela é a encarregada de fazer com que o desejo não se realize, levando à moral e à religião. A repressão e o complexo de Édipo podem chegar a ser patológicos.

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