Curta sobre o oceano: uma realidade que você precisa conhecer

Curta sobre o oceano: uma realidade que você precisa conhecer

19, maio 2016 em Psicologia 0 Compartilhados
Curta sobre o oceano

Este emocionante curta começa com a tepidez de uma poesia sutil. Mergulhamos em um mundo de brancos luminosos, de um cinza envolvente que nos arranca memórias meio tristes, mas nas quais temos que avançar entre o leito marinho de algas que dançam a música para descobri-la: a nossa baleia.

Não se trata de uma baleia qualquer, é um adorável marsuíno. Elas são menores do que um golfinho e vivem principalmente nas águas frias do Báltico. No nosso curta, a pressentimos de imediato, acompanhada de sua cria. Ambas nadando, dançando e movendo-se com sua barbatana dorsal característica, triangular e pequena, bem pequena.

O oceano é mais antigo do que as montanhas, mais velho do que as árvores e do que a sua frágil pele de ser humano. É onde vive a memória da Terra, sua essência e suas belas guardiãs de olhar sábio: as baleias.
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O título deste curta é “The last memory” (A última memória) e nele, Oliver Latta nos traz de forma delicada e magistral, e em pouco mais de três minutos, uma pequena história com início e fim que não deixa ninguém indiferente.

Sua intenção era unicamente mostrar ao mundo uma coisa que acontece todos os dias, e queremos que você também saiba através deste nosso espaço para que a voz das nossas baleias, os habitantes mais sagrados do oceano, não se percam no mar do silêncio.

A “última memória do oceano”, uma história que não deveria ter um fim

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O que você pensaria se disséssemos que estima-se que hoje restam apenas 300 marsuínos no mar Báltico? Bem, na verdade essa é a triste realidade de um oceano que está perdendo aos poucos cada um de seus antigos habitantes.

O nosso oceano é um legado que nos foi premiado como o bem mais precioso do planeta que carrega sua cor, que o reveste com magia e doçura. No entanto, nós, que não somos mais do que meros inquilinos por um tempo breve, temos nos empenhado em deixá-lo vazio ano após ano, século após século.
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Os marsuínos, também conhecidos como “toninhas” por serem cativantes e pequenos, estão à beira da extinção. 
De acordo com um relatório da “União Internacional para a Conservação da Natureza” (UICN), é muito provável que eles sejam a próxima espécie marinha a desaparecer.
Os dados são muito alarmantes.

  • Os marsuínos são muito vulneráveis à atividade de pesca. A grande maioria deles morre nas grandes redes de arrasto, onde ficam presos na companhia de outros peixes.
  • É um tipo de pesca indiscriminada que atualmente não tem perspectiva de mudança.
  • Um dado que nos deixa quase sem fôlego é que em 1994 estimava-se que a população de marsuínos era de cerca de 170.000 exemplares, mas a cada ano morriam quase 8.000. Lamentável.
  • Na verdade, a situação é tão grave que em muitas regiões eles são considerados “animais mitológicos”, visto que já não é comum vê-los.

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Um lampejo de esperança…

Há alguns anos, tem sido utilizada uma técnica simples com a qual se espera poder salvar os marsuínos, ou ao menos retardar o seu desaparecimento. De que maneira? Os sons que os próprios marsuínos emitem quando vivem situações de alarme ou medo são gravados e depois reproduzidos em dispositivos instalados nas redes de pesca.

Além de evitar que eles fiquem presos, isso também impede que eles se aproximem dessa zona de perigo onde caem as redes de arrasto. Atualmente existem muitas empresas de pesca utilizando o método, mas não todas, uma vez que o investimento é bastante elevado.

Enquanto isso, o marsuíno do Báltico, este tipo de cetáceo geneticamente diferente dos outros, está prestes a desaparecer do oceano.

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Sua pele cinzenta e suave, seu canto triste de lamentação, como se fosse uma canção de ninar serena, nunca voltará a ser ouvido nas águas frias destes oceanos do Norte, onde a maioria se indignou com eles, onde a pesca, a caça e a exploração de petróleo e consequente contaminação estão fazendo com que eles desapareçam.

Afinal, muitos dos nossos deuses dos mares não serão mais do que fantasmas de ontem, seres da mitologia a meio caminho entre o sonho e o esquecimento. Não podemos ignorar o que a pesca intensiva está provocando nos mares, o que essas caças selvagens às nossas baleias, golfinhos e tubarões está causando em nosso ecossistema marinho.

Não permita que o oceano seja um palácio vazio sem vozes, sem a nobre presença das nossas baleias, das nossas belas criaturas marinhas. Sem elas, parte da nossa essência ficará órfã, e já não teremos legado algum para oferecer aos nossos netos.
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