Olho por olho e o mundo acabará cego

Olho por olho e o mundo acabará cego

Abril 1, 2016 em Psicologia 22 Compartilhados
Olho por olho e o mundo acabará cego

Certamente estamos de acordo que as pessoas erram pelo simples fato de serem pessoas. Todos nós cometemos erros e todos nós, alguma vez, já nos deparamos com uma situação da qual pensávamos que saberíamos sair. Inclusive mais de uma vez tomamos a decisão de agir conforme a regra do ‘olho por olho, dente por dente’.

Quem nunca fez mal a alguém? A grande diferença que nos faz ser pessoas melhores do que somos está na atitude que tomamos a respeito disso.

“Nunca é tarde para pedir perdão.

Nunca é tarde para começar outra vez.

Nunca é tarde para dizer que eu errei.”

-Anônimo-

Entre as palavras mais famosas de Gandhi, poderíamos incluir aquelas que usamos para dar nome ao artigo e que usamos para falar de rancor, vingança ou perdão, por exemplo. Essas palavras nos tocam estritamente no nosso contato direto com as pessoas que nos rodeiam e, por isso, definem a direção de muitas reflexões que podemos ter diariamente.

Mulher arrependida em um precipício

O erro não é seu, mas poderia ser

Errar, como já dissemos, é totalmente humano. O mundo em que vivemos nos obriga a estar à altura de relações que estão continuamente pedindo a nossa atenção, por isso é muito mais difícil mantê-las e conservá-las.

Consequentemente, este último fato nos leva a cair mais facilmente em situações nas quais não estamos à altura das circunstâncias ou nas quais falhamos completamente. Somos mais conscientes dessas circunstâncias principalmente quando as pessoas a que nos referimos são familiares, amigos ou o nosso próprio parceiro.

Neste sentido, o erro, quase inato, pode ser visto a partir de perspectivas diferentes: podemos errar com nós mesmos, com os outros, ou pode ser que os outros errem conosco. Em qualquer um dos casos, seria benéfico ter presente aquela ideia com a qual começamos o texto: ‘olho por olho e o mundo acabará cego’.

O rancor e a vingança só têm uma direção

Quando os outros nos decepcionam ou nos traem, sentimos um enorme vazio que nos vemos obrigados a reparar. Este é o momento em que, antes de tomar uma decisão, seria bom que nos perguntássemos: até que ponto a vingança e o rancor são o caminho certo? Poderia ser eu a estar nessa situação, no sentido inverso?

A consequência de uma atitude negativa é que ela se torna o nosso próprio lastro: a violência gera violência e a vingança implica vingança, é o que dizem.

“Jamais use algo como a vingança para aliviar a sua dor. Simplesmente espere. Aqueles que machucam ou fazem algo de mal acabam por se destruir sozinhos.
-Anônimo-

Portanto, uma atitude de rancor e ódio só tem uma direção, a de prejudicar a nossa própria pessoa: os sentimentos negativos são reforçados e não são nenhuma solução. Se todos nós castigássemos os erros dos outros, se todos nós vivêssemos sob a diretriz de ‘olho por olho’, nunca iríamos crescer como pessoas.

Educar com o perdão para viver

Perante estes sentimentos negativos se encontram a justiça e o perdão que Gandhi propõe: assim como quando estamos no lugar da pessoa que erra nós precisamos urgentemente do perdão do outro, quando é o contrário devemos ser capazes de perdoar.

“Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que ela espera de si mesma.”
-Martha Medeiros-

Mão com um coração

Educar com o perdão para poder viver é fundamental, mais ainda nos momentos em que nos deixam para trás. O esquecimento e o aprendizado começam a partir daí, para seguirmos com a nossa vida e entendermos os erros; pois só assim os outros vão poder superar as pessoas que as deixaram para trás.

Por isso, a expressão olho por olho e o mundo acabará cego faz sentido nas profundezas da existência humana e na sua capacidade de autoaperfeiçoamento. O mundo que nos restaria se não tivéssemos a mesma capacidade de errar e de perdoar seria muito triste e se autodestruiria.

Trata-se de entender, mesmo que às vezes doa, que castigar porque nos castigaram só leva à dor e nunca à felicidade que sempre devemos buscar.

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