Dê-se uma nova oportunidade – A mente é maravilhosa

Dê-se uma nova oportunidade

Abril 29, 2015 em Emoções 0 Compartilhados
nova oportunidade

Quem nunca teve uma decepção amorosa? Normalmente, quem sofre uma ferida emocional desenvolve uma determinada aversão a se expor a situações parecidas com a que lhe produziu esse sofrimento. Uma dessas situações é o amor.

Assim, especialmente nas fases iniciais da cicatrização da ferida emocional, muitas pessoas se fecham de forma mais hermética e têm dificuldade para recomeçar. No entanto, outras fazem exatamente o contrário e procuram rapidamente alguém para reparar o dano, pensando que “um amor cura o outro”.

3 Maneiras erradas de reagir a um desengano

1. Tornar-se muito exigente: Esta forma de agir consiste em colocar muitas exigências na hora de começar um novo relacionamento com alguém. Às vezes, essas exigências até são realistas, mas outras vezes são exageradas e feitas inconscientemente, a fim de não sofrer de novo; são como mecanismos de defesa.

Muitas pessoas afirmam que são pouco namoradeiras e muito exigentes, mas muitas vezes, por trás desse comportamento, se esconde o medo de sofrer. Assim, elas sempre encontram algo nos outros para sabotar seus novos relacionamentos.

2. Viver no passado: Consiste em não ser capaz de fechar uma fase amorosa anterior. Lembrar-se da pessoa acreditando que não será possível conhecer ninguém igual. O problema com essa maneira de agir é que, ao acreditar não poder conhecer alguém parecido, pode-se cair em inatividade.

No final, pode até ser que a pessoa nunca volte a conhecer alguém parecido, mas isso ocorrerá porque não ela toma a iniciativa de conhecer novas pessoas. Há tantas pessoas no mundo! Sempre é possível encontrar o perfil que combina com a gente, mas para conhecer alguém, você tem que se manter socialmente ativo.

3. A autossabotagem:  Sabotar-se significa ser muito negativo na hora de se definir; não acreditar em si mesmo, diminuir-se, dar desculpas para não realizar alguma coisa, etc… É criar impedimentos para alcançar qualquer objetivo.

Depois de uma experiência ruim, as pessoas com baixa autoestima muitas vezes experimentam sentimentos de culpa e fracasso. São justamente esses sentimentos e pensamentos negativos gerados que tornam difícil que a pessoa volte a ser receptiva a uma situação similar. Isso acontece porque, se a pessoa não se sente valorizada, será difícil que se abra ou se exponha diante do início de uma nova etapa.

Uma nova oportunidade: recuperar a capacidade de amar

Pensamentos e sentimentos têm uma relação muito íntima. Assim, os sentimentos podem variar dependendo da forma como pensamos e podemos gerar sentimentos com nossa forma de pensar. A separação pode nos causar medo, raiva ou tristeza, mas, e aqui está o maravilhoso, podemos criar alegria gerindo nossas lembranças, nossa atenção ou nosso comportamento, para enfrentar todas essas emoções negativas. Seguir em frente não é uma obrigação, mas uma grande oportunidade de conseguir algo melhor. Na verdade, se terminou, foi porque provavelmente não era bom o suficiente.

Saber que podemos ter algum controle sobre nossas emoções e tomar consciência disso é o primeiro passo para poder usar uma das armas mais poderosas que temos. Permitir-nos usá-la é um passo difícil que podemos ou não dar; às vezes, conhecer o grau de controle que podemos chegar a ter pode gerar um grande medo pela responsabilidade que implica.

No fundo, a mente funciona como um eco para as emoções. Assim, se por exemplo, vamos para a montanha em um dia chuvoso e focamos no quanto o caminho está lamacento e no frio que faz, nossas emoções não serão boas, no entanto, se decidimos ignorar o negativo e olhamos a bonita paisagem, sentiremos bem estar e satisfação.

Afinal, nada nesta vida é para sempre, nem mesmo a nossa própria existência. Precisamos permitir que algo que tem que terminar termine, e entender que esse final não faz com que perca o seu valor, mas nos dá a oportunidade de descobrir e iniciar novos projetos. Esta é uma forma de pensar e agir que contribui para que não terminemos perdendo a nossa própria vida.

Foto cedida por Brandon Warren

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