De tempos em tempos

· junho 22, 2017

De tempos em tempos é necessário trocarmos nossa pele, nossa roupagem. É imprescindível renovarmos nossos sonhos, assim como se renovam as águas dos rios.

É necessário buscarmos novos horizontes, adquirirmos novos aprendizados e os colocarmos em prática. Dessa forma, tiramos nossos planos e nossos projetos do mundo intelectual e os concretizamos no mundo real.

É necessário repensarmos nossa trajetória de vida. Façamos uma faxina naquilo que já não nos faz feliz e não combina com o que buscamos e nos tornamos.

tempos para mudança

É necessário deixarmos nossas marcas, nossos traços, nossos passos nas areias do Universo. E, no percurso, toquemos o coração das pessoas que cruzarão nossos caminhos. Procuremos, principalmente, coragem em nós mesmos e saiamos da apatia, do marasmo em que nos colocamos.

É necessário amarmos, aproveitarmos mais os dias, as horas, os minutos… Não devemos dar as costas ao amor que bate a nossa porta.

É necessário que sejamos honestos com nossos desejos e com nosso coração. Paremos de nos boicotar e patinar na mesmice, e deixemos que a vida siga seu curso naturalmente, apesar de todos os pesares. É necessário não atrofiarmos nossa faculdade de nos surpreender com a vida, com os seres humanos, com as belezas proporcionadas pela natureza, com cada manhã que se descortina pela nossa janela… Admiremos o que nos rodeia como se fosse único, último.

É necessário cultivarmos a esperança em dias melhores. Não percamos a fé em um mundo mais pacífico, mais humano, mais justo…  Façamos a escolha de ser felizes todos os dias. Busquemos o que nos faz rir, o que nos deixa realizados, plenos…

tempo para se transformar

Acolhamos mais do que rejeitemos. Não criemos impedimentos para tornar a vida mais leve e ter com quem compartilhar nosso caminho.

Deixemos o passado no passado para contar uma nova história. Coloquemos mágoas e culpas para trás para dar lugar à esperança. Liberemos nossas emoções para que estas fluam e nos tornem mais acessíveis e humanos.

Permitamos que alguém de quem não podemos prescindir parta. Entender, compreender, perdoar e abrir mão também são atos de amor. Saibamos que o que queremos nem sempre é possível. Na verdade, queremos muitas vezes, mas nem sempre podemos; e podemos tantas outras, mas não queremos.

Conscientizemo-nos de que a vida é aqui e agora. Apressemo-nos, pois talvez não haja tempo de viver o que gostaríamos. O futuro é cada segundo que ainda não vivemos.