Dicas fundamentais para educar pessoas responsáveis

· julho 9, 2015

Saber o que se deve fazer e o que não se deve fazer em cada momento é algo que todos aprendemos ao longo da vida. O ser humano vive em contínuo processo de aprendizagem, mas é na infância que se instalam as bases da educação e da personalidade. É a fase em que se planta a semente que crescerá no dia de amanhã. Uma base sólida de segurança, autoconfiança e sentido de responsabilidade será fundamental para alcançar a felicidade na vida adulta.

Ter controle sobre a própria vida e sobre nossas ações, sabendo onde estão os limites e valorizando nossa capacidade para conseguir as coisas são, sem dúvida, os valores que todo pai e mãe desejam incutir em seus filhos. Mas, como fazê-lo?

Em várias ocasiões caímos no erro de superproteger as crianças, acreditando que ajudá-las constantemente, supervisionar cada um de seus passos ou fazer as coisas por elas são consequências do nosso amor. Mas nossa missão é educar pessoas para o dia de amanhã; pessoas independentes e maduras que saibam agir por si mesmas. Conscientizar-nos disso e entender como consegui-lo é essencial para que nossos filhos sejam mais felizes.

1. Educar a partir do nascimento

A responsabilidade é uma das virtudes mais importantes do desenvolvimento humano, é o modo mais idôneo de ter controle sobre nossa vida. Não tem sentido começar a incutir essa dimensão em nossos filhos a partir dos cinco ou seis anos. Em absoluto. A responsabilidade deve ser desenvolvida já nos primeiros meses e a partir dos primeiros anos. O que podem tocar e o que não. Os brinquedos devem ser recolhidos depois de brincar. Não podem gritar com os mais velhos. Devem guardar a roupa no armário e deixar a mochila preparada para o dia seguinte. Pequenas coisas que podem ser demonstradas desde o primeiro momento em que as crianças começam a interagir com o meio que as cerca.

2. A necessidade de estabelecer normas claras

Nossa casa e o colégio são claros exemplos da sociedade, e todos sabemos que em nossa sociedade há regras, obrigações e direitos. Estabelecer limites é uma necessidade vital, já que a criança aprenderá desde muito pequena o que se espera dela em cada momento. Viver na incerteza não oferece segurança. Se um dia castigamos nosso filho por não ter organizado seu quarto, mas no dia seguinte deixamos passar, certamente ele não levará nossas normas a sério e não se importará com as consequências ao infringi-las.

As normas devem ser claras e estáveis no tempo. Uma vez que as crianças as respeitarem, estas se tornarão um hábito, algo compreendido e internalizado. A finalidade das normas é que sejam compreendidas e assimiladas, ou seja, embora sejam impostas, devem ser razoáveis. “Entendo que, ao chegar em casa, devo fazer meus deveres para depois ter tempo livre para brincar e assistir televisão”. Ou seja, todas as normas estabelecidas devem ser bem compreendidas pelas crianças. A imposição nunca será bem recebida, mas se as regras forem acompanhadas por uma boa comunicação e a partir de uma perspectiva democrática, tudo será mais favorável.

3. Educação democrática

Conforme mencionamos anteriormente, a necessidade de estabelecer normas e limites é crucial, e de mantê-las de forma coerente ao longo do tempo também. Uma norma não é uma sanção. Arrumar a cama e levantar na hora certa para ir à escola não é um castigo. Há quem pense que é necessário recompensar cada um dos bons atos das crianças, mas a finalidade é que entendam suas responsabilidades e não há motivos para recompensá-las por isso.    

A recompensa deve ser interna, que eles mesmos entendam que estão fazendo as coisas bem. Como consegui-lo? Mais que recompensar, devemos fazer elogios. Comunicar um: “Estou orgulhosa de você” é, por exemplo, o melhor reconhecimento que podemos dar a eles.

Quando as crianças fizerem algo errado ou demonstrarem um comportamento pouco responsável, também não é indicado utilizar um castigo muito punitivo. Seguiremos utilizando a educação democrática: devemos ensiná-los como podem melhorar, pensar com eles antes de estabelecer uma “lei”. Fazê-los perceber por que seu comportamento precisa melhorar. A medida que demonstrem responsabilidade, iremos concedendo-lhes mais direitos, mais oportunidades.

Ser responsável é uma demonstração de maturidade e, sem dúvida, esta é a chave do nosso papel como pais. Criar filhos responsáveis, independentes e maduros para que se integrem perfeitamente à sociedade, sendo felizes em um mundo que compreendem e no qual possam desenvolver-se perfeitamente.