Educar significa dar opções, informar para que possam escolher

Educar significa dar opções, informar para que possam escolher

abril 23, 2016 em Psicologia 535 Compartilhados
Educar as crianças

Uma das tarefas mais bonitas, necessárias e importantes para a nossa sociedade é sem dúvida a de educar as crianças. Todos nós, direta ou indiretamente estamos empenhados na educação das gerações futuras. Mas, qual é o objetivo real da educação?

O sistema de ensino atual deixa muito a desejar, pelo menos no aspecto de valores e realização pessoal. Ele é um atentado contra a criatividade porque incentiva a competitividade e a automatização.

Há muito o que aprender e questionar em relação ao ensino e o que significa educar. Qual é o significado da educação? Por que simplesmente nos preparamos para passar nas provas? Os professores estão preparados para ensinar os alunos a “aprender a aprender” ou a memorizar e reproduzir informações sem refletir sobre elas?

Educar para aprender a viver

Seja como pais ou como educadores, temos a responsabilidade de proporcionar para os nossos filhos uma educação que desenvolva as suas habilidades, levando em consideração a sua individualidade, o seu ritmo de aprendizado, seu temperamento, peculiaridades e dificuldades.

Educar é libertar. A educação promove um processo de autoconhecimento, nos ajudando a compreender as razões dos nossos medos e como encará-los.

A educação é valiosa porque oferece a oportunidade de aprender a viver: aprender a escolher entre as oportunidades e opções que se apresentam, aprender a questionar e filtrar as informações que recebemos e aprender a liberar o desejo de recompensa que gera medo e conformismo.

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Potencializando a liberdade criativa e a independência

Para encontrar o sentido da educação é necessário livrar-se do modelo educacional que impede o desenvolvimento do pensamento crítico e independente. A educação só tem sentido quando o raciocínio e os questionamentos sobre as ideias preconcebidas são motivados e incentivados.

O papel dos educadores é fortalecer a autonomia dos jovens para que tenham confiança em si mesmos e aprendam a lidar com as responsabilidades. Pelo lado acadêmico, devem incentivar a capacidade de raciocínio, ajudando-os a ver os problemas em sua totalidade, para que sejam capazes de encontrar as suas próprias soluções e critérios pessoais.

Todas as crianças possuem muitos talentos e potencialidades, o que está relacionado com a inteligência em diversas áreas. O psicólogo Howard Gardner nos fala das inteligências múltiplas, e nos ajuda a entender que não existem pessoas mais inteligentes que as outras, mas que desenvolvem tipos diferentes de inteligência.

O sistema de ensino atual não leva em conta essa ideia; ele favorece alguns tipos específicos de inteligência  e se esquece das outras. Isto não penaliza somente as crianças, mas também a sociedade que é privada de conhecer talentos incríveis, que estão escondidos porque não tiveram a oportunidade de se manifestar.

Com respeito a criatividade, Ken Robinson diz que “os educadores a desperdiçam impiedosamente” e fogem dela porque valorizá-la e incentivá-la seria muito trabalhoso. Dessa forma, a inovação é limitada pela repetição, promovendo o medo de cometer erros.

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A educação correta nos libertará

A educação deve estar isenta das conveniências políticas, interesses econômicos e da manipulação para domesticar as pessoas e transformá-las em robôs: pessoas sem motivação, sem interesses e conformistas.

A educação correta ajuda o jovem a encontrar sua vocação, suas motivações e interesses. O objetivo é acompanhá-los e ajudá-los no processo de autodescobrimento que respeite e identifique suas diferenças; aquelas características que o tornam único. Além disso, não é somente desenvolver o seu potencial, mas ajudá-los a construir uma nova ordem social para que possam criar novas formas de viver.

A responsabilidade de oferecer uma educação que contribua para a liberdade é dos pais e dos professores. Tudo está em nossas mãos; somos os responsáveis pela criação de uma nova sociedade: mais tolerante, respeitosa e comprometida. Uma sociedade que não leve em conta somente o raciocínio lógico, mas também o aspecto afetivo e emocional; uma visão holística e integral do indivíduo.

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