Educar significa dar opções, informar para que possam escolher

Educar significa dar opções, informar para que possam escolher

Abril 23, 2016 em Psicologia 0 Compartilhados
Educar as crianças

Uma das tarefas mais bonitas, necessárias e importantes para a nossa sociedade é sem dúvida a de educar as crianças. Todos nós, direta ou indiretamente estamos empenhados na educação das gerações futuras. Mas, qual é o objetivo real da educação?

O sistema de ensino atual deixa muito a desejar, pelo menos no aspecto de valores e realização pessoal. Ele é um atentado contra a criatividade porque incentiva a competitividade e a automatização.

Há muito o que aprender e questionar em relação ao ensino e o que significa educar. Qual é o significado da educação? Por que simplesmente nos preparamos para passar nas provas? Os professores estão preparados para ensinar os alunos a “aprender a aprender” ou a memorizar e reproduzir informações sem refletir sobre elas?

Educar para aprender a viver

Seja como pais ou como educadores, temos a responsabilidade de proporcionar para os nossos filhos uma educação que desenvolva as suas habilidades, levando em consideração a sua individualidade, o seu ritmo de aprendizado, seu temperamento, peculiaridades e dificuldades.

Educar é libertar. A educação promove um processo de autoconhecimento, nos ajudando a compreender as razões dos nossos medos e como encará-los.

A educação é valiosa porque oferece a oportunidade de aprender a viver: aprender a escolher entre as oportunidades e opções que se apresentam, aprender a questionar e filtrar as informações que recebemos e aprender a liberar o desejo de recompensa que gera medo e conformismo.

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Potencializando a liberdade criativa e a independência

Para encontrar o sentido da educação é necessário livrar-se do modelo educacional que impede o desenvolvimento do pensamento crítico e independente. A educação só tem sentido quando o raciocínio e os questionamentos sobre as ideias preconcebidas são motivados e incentivados.

O papel dos educadores é fortalecer a autonomia dos jovens para que tenham confiança em si mesmos e aprendam a lidar com as responsabilidades. Pelo lado acadêmico, devem incentivar a capacidade de raciocínio, ajudando-os a ver os problemas em sua totalidade, para que sejam capazes de encontrar as suas próprias soluções e critérios pessoais.

Todas as crianças possuem muitos talentos e potencialidades, o que está relacionado com a inteligência em diversas áreas. O psicólogo Howard Gardner nos fala das inteligências múltiplas, e nos ajuda a entender que não existem pessoas mais inteligentes que as outras, mas que desenvolvem tipos diferentes de inteligência.

O sistema de ensino atual não leva em conta essa ideia; ele favorece alguns tipos específicos de inteligência  e se esquece das outras. Isto não penaliza somente as crianças, mas também a sociedade que é privada de conhecer talentos incríveis, que estão escondidos porque não tiveram a oportunidade de se manifestar.

Com respeito a criatividade, Ken Robinson diz que “os educadores a desperdiçam impiedosamente” e fogem dela porque valorizá-la e incentivá-la seria muito trabalhoso. Dessa forma, a inovação é limitada pela repetição, promovendo o medo de cometer erros.

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A educação correta nos libertará

A educação deve estar isenta das conveniências políticas, interesses econômicos e da manipulação para domesticar as pessoas e transformá-las em robôs: pessoas sem motivação, sem interesses e conformistas.

A educação correta ajuda o jovem a encontrar sua vocação, suas motivações e interesses. O objetivo é acompanhá-los e ajudá-los no processo de autodescobrimento que respeite e identifique suas diferenças; aquelas características que o tornam único. Além disso, não é somente desenvolver o seu potencial, mas ajudá-los a construir uma nova ordem social para que possam criar novas formas de viver.

A responsabilidade de oferecer uma educação que contribua para a liberdade é dos pais e dos professores. Tudo está em nossas mãos; somos os responsáveis pela criação de uma nova sociedade: mais tolerante, respeitosa e comprometida. Uma sociedade que não leve em conta somente o raciocínio lógico, mas também o aspecto afetivo e emocional; uma visão holística e integral do indivíduo.

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