Efeito rebote: aliviar a dor deixada por um antigo amor

Efeito rebote: aliviar a dor de um antigo amor

19, dezembro 2016 em Psicologia 448 Compartilhados
O 'efeito rebote': aliviar a dor deixada por um antigo amor

Se você tiver decidido ler isto, é porque você pertence ao grupo grande de pessoas que tiveram o coração partido pelo menos uma vez em sua vida. Você também pode ter começado um novo relacionamento com alguém e tem dúvidas sobre o que sente: estaria eu vivendo o famoso efeito rebote? Ou, o que é tão prejudicial quanto, pensará ele ou ela que eu sou o prego para tirar o anterior?

Você tem bem claro: já passou poucas e boas e não quer nunca mais passar por isso de maneira desnecessária. O que acontece é que você sabe que o amor sempre começa com entusiasmo espontâneo, com olhos fechados e todas as esperanças possíveis para a felicidade; e, no entanto, a confusão reina na sua cabeça. Algo não está certo.

Como saber se estou em um relacionamento rebote?

O amor é incontrolável e imprevisível, por isso pode terminar, e nem sempre o faz como gostaríamos. No entanto, quando o amor começa ele tem a virtude de ser especial: os membros do casal ficam cegos um para o outro, se enchem de perfeições e não há margem para as dúvidas.

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O conhecido efeito rebote envolve muitas das novas uniões que se formam após o fim de um longo relacionamento: aqueles que costumam nascer ao longo do ano seguinte ao do fim de uma união anterior. Além disso, os relacionamentos rebote são caracterizados por terem uma curta duração e apresentam uma certa instabilidade entre as pessoas que o compõem.

Isso acontece porque a pessoa não passou pela fase de luto necessária depois de uma perda emocional importante. Isto é, ela não teve tempo de assumir o que aconteceu ou curar feridas tão recentes e, pelo contrário, foge de aceitar a situação buscando uma nova experiência que torne o processo mais fácil.

As consequências do efeito rebote

Como bem apontou Ernesto Perez, um prego não tira outro prego. Visto que nós somos pessoas com sentimentos, precisamos do tempo suficiente para entender o que acontece com a gente e dar o espaço necessário em nosso interior. Na verdade, cada pessoa que passa por nossa vida tem o seu lugar em nossos corações, e é um erro tentar substituí-la por outros.

É um erro porque nós nos enganamos ou podemos enganar o outro, até mesmo usá-lo: as relações rebote são uma máscara que esconde uma falsa maneira de aliviar as necessidades pessoais. No fundo o que fazem é colocar mais peso ao fardo que a perda significou para nós.

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As consequências do efeito rebote caem, portanto, sobre esse novo amor, mas acima de tudo, sobre nós mesmos: é obrigatório deixar que a dor se manifeste para evitar o sofrimento posterior e, assim, dar-nos outra oportunidade amorosa.

Se, por outro lado, você acha que é a outra pessoa que se encontra nesta situação, tenha muito cuidado. Observe e saiba bem o que ela realmente sente, caminhe devagar e entregue-se somente quando tiver certeza de que o vínculo que foi criado é saudável para ambos: tenha em mente que talvez ele ou ela não esteja bem o bastante para decidir o que quer ainda .

Aprenda a viver com você mesmo

Conforme apontamos, o efeito rebote é apenas um caminho de seguir adiante de maneira equivocada porque, se você tem um vazio recente após o término com alguém, apenas você mesmo pode aliviar o desconforto e se recompor.

Temos de aprender a viver na solidão, ainda mais em tempos em que as circunstâncias nos golpeiam duramente. Esconder de nós mesmos o sofrimento e a angústia não vai nos ajudar a avançar, muito menos pensar que dependemos dos outros para ser felizes.

Deixe de lado a ideia de que você não é realmente capaz de amar, supere o seu passado sem apagá-lo e não dê qualquer passo em frente até que esteja pronto para fazer isso. Assim, gradualmente, você vai encontrar novamente o equilíbrio e o amor.