Entendendo a raiva e lidando com ela

· outubro 6, 2016

Amor, alegria, tristeza, raiva, saudade, compaixão… os sentimentos fazem parte de nossa essência e de nossa personalidade. Tanto os positivos quanto os negativos estão presentes em nosso dia a dia e são despertados por fatores internos e externos também.

Por mais que a gente procure ficar longe da raiva, ela surge de maneira inadvertida por diversos motivos. Uma frustração no trabalho, trânsito, uma traição, etc. Até um monge budista pode sentir raiva. A grande diferença é o que fazemos com ela. O primeiro passo para lidar com ela é identificar de onde ela vem e o que a motiva. Bert Hellinger é o idealizador da Constelação Familiar e descreve os seus diferentes tipos:

sentimento de raiva no relacionamento

Os 6 tipos diferentes de raiva

1- Quando alguém o agride ou comete uma injustiça. A reação de indignação permite a sua defesa e que você se imponha, aja a seu favor. Ela é boa, pois o fortalece e também porque ela acaba uma vez que o problema é resolvido. Trata-se de uma raiva com objetivo e foco.

2- Quando você deixa de pegar, pedir ou exigir algo que é seu por direito. Ao invés de tomar uma atitude, você fica irritado e maltrata a pessoa a quem você deveria ter exigido o que é seu. Esta raiva paralisa, incapacita e enfraquece. Ela não vai embora e apenas cresce dentro de você. Outro exemplo desse tipo é quando você a usa como defesa contra o amor. Ao invés de expressar meus sentimentos, desconto raiva e frustração na pessoa. Ela pode ter surgido na infância, quando um movimento afetivo foi interrompido, seja por uma separação, morte, ou qualquer outro motivo.

3- Quando você faz mal a alguém e não quer reconhecer. Através desta raiva você se defende das consequências da culpa e a empurra para outra pessoa. Assim como no tipo dois, esse sentimento substitui a ação e o permite ficar passivo e paralisado.

4- Se alguém lhe dá muitas coisas boas e você sente que não consegue retribuir. É estranho, mas neste caso também surge uma raiva em forma de recriminação. Isso acontece muito entre filhos e seus pais. Essa raiva substitui ações como dar, agradecer e agir, e às vezes pode ser manifestada através de uma depressão. Todos sentimentos paralisantes.

5- Quando você adota a raiva de outra pessoa e a usa contra terceiros. Por exemplo, uma mulher que fica irritada com seu marido, mas reprime o sentimento. O filho pode pegar esse sentimento para si e usá-lo contra o pai. Ou quando você está com raiva do seu chefe, mas não discute com ele, pode chegar em casa e descontar em sua parceira, ou no trânsito, ou com o garçom do restaurante. Você pode até se sentir no direito de agir dessa forma, mas usa uma proporção descabida e sai enfraquecido de tudo isso.

senimento de raiva no trabalho

6- Existe a raiva que é virtude, energia. Trata-se de uma força de imposição, alerta e centrada, que responde a emergências e que, com ousadia e saber, enfrenta o que é mais difícil. A essa raiva não cabe emoção. Quando é preciso, ela usa a força e pode até infligir o mal, mas é uma agressão constituída de pura energia. Ela se manifesta como uma ação estratégica.

Saber identificar esse sentimento ajuda a lidar melhor com ele e usá-lo para o bem, como motivador e um fator de mudança na sua vida. Toda vez que sentir raiva, pare por um momento e analise a situação. Por que se sente assim? Como você pode canalizar essa energia para a ação e não para a paralisação? Aprenda a conviver com os seus sentimentos e veja que eles se transformam em algo bom.
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