Estou apaixonado: será que todos se apaixonam da mesma forma?

18 Maio, 2020
Às vezes, quando nos apaixonamos, surgem muitas dúvidas... Será que a outra pessoa sente o mesmo por mim? E se ele me ama, faz isso com intensidade ou talvez eu seja apenas um capricho temporário? Nem todas as pessoas se apaixonam da mesma forma.
 

Estou apaixonado. Ao longo de nossas vidas, dizemos essa frase em mais de uma ocasião. Esse sentimento, essa autoafirmação que fazemos com uma mistura de surpresa, ansiedade e felicidade contida, geralmente é acompanhada por uma dúvida: será que a outra pessoa sente o mesmo por mim? Será que ele me ama com a mesma intensidade com que eu o amo?

Gostaríamos que, nessa questão de amor, tudo fosse semelhante, equilibrado, 100% correspondido. No entanto, às vezes encontramos pequenas dissonâncias que nos enchem de ansiedade. Há quem ame e precise do outro em excesso; há quem precise menos. Outros amam pela metade, porque preferem um amor reciclável para usar e jogar fora.

Felizmente, são muitos aqueles que amam de maneira madura e responsável, aqueles que sabem que amar não é concordar com tudo, mas tentam chegar a um acordo; fazem de um relacionamento uma jornada de crescimento e descobertas.

Platão dizia que onde o amor reina há muitas leis, mas na realidade, em termos de relacionamentos afetivos, são necessárias muitas regras e decretos explícitos para que essa aventura entre duas pessoas funcione.

 

Quando se pergunta se todos nos apaixonamos e amamos da mesma maneira, a resposta é “não”. Cada um o faz de uma maneira, o que não significa que sejamos incompatíveis.

Mulher preocupada

Estou apaixonado: a psicologia do amor

O campo da psicologia estuda esse tópico há décadas. Compreender os mecanismos pelos quais as pessoas são capazes de experimentar a maior felicidade e, em outros casos, a tristeza ou decepção mais devastadora é algo que interessa várias áreas do conhecimento. A neurociência, filosofia e sociologia também estudam esse tema há algum tempo.

Uma das contribuições mais curiosas e interessantes foi, sem dúvida, deixada pelo psicólogo John Lee em seu famoso livro The Colors of Love. Segundo esse especialista em amor e sexualidade da Universidade de Toronto, quando alguém diz a si mesmo “estou apaixonado”, poderia pensar em uma série de cores.

 

Para o Dr. Lee, o amor verdadeiro contém as cores primárias (azul, vermelho e amarelo) porque, de certa forma, também é definido por três ingredientes básicos: paixão, compromisso e respeito.

Por outro lado, existem paixões definidas apenas por “cores secundárias”, como aquelas que buscam apenas a sexualidade, que desejam apenas controlar ou aquelas que veem o amor como um jogo. Nestes últimos casos, se apaixonar será um risco, pois resultará somente em infelicidade.

Vejamos mais teorias a respeito de como nos apaixonamos pelas pessoas e quais são os fatores que nos diferenciam.

Estou apaixonado

Amor à primeira vista / Amor em fogo lento

“Me apaixonei assim que o vi”, “Me apaixonei pouco a pouco, quase sem perceber, ao longo deste ano”. Os tempos também definem a linguagem do amor. Há quem se apaixone depois de alguns segundos ao ver aquela imagem fascinante, por ser cativado por um gesto ou por um modo de se expressar em que a autoconfiança e o mistério estão contidos em partes iguais.

 

Outros, no entanto, precisam que os ponteiros do relógio andem mais devagar. São pessoas que, depois de meses ou anos de amizade, descobrem que o carinho é mais profundo, mais carente e cheio de matizes. O tempo é um fator que nos diferencia uns dos outros quando nos apaixonamos.

Pessoas que procuram preencher os seus vazios / Pessoas que não precisam de nada e encontram

Há quem, no amor, caminhe como um explorador em busca de alguém muito específico. São perfis com grandes carências, tanto de autoestima quanto de autoconceito. Essas pessoas desejam encontrar quem possa reforçar e nutrir cada um de seus vazios, e procuram almas gêmeas que se tornam suas outras metades; portanto, são vítimas de franco-atiradores emocionais.

No caso oposto, existem aqueles que simplesmente não precisam de nada. São pessoas que caminham pela vida sendo receptivos e se sentindo completos, autoconfiantes, prontos para aproveitar o dia a dia. Para essas pessoas, o amor não é buscado, é encontrado e, quando isso acontece, é sempre vivido com alegria e de maneira madura.

 
Jovem com luzes

Estou apaixonado pela sua aparência / A sua conversa tocou meu coração

Existem paixões que entram diretamente através dos olhos. E sim, às vezes é possível descobrir que por trás daquele rosto perfeito também há uma pessoa excepcional. Em outros casos, a paixão vem com o dia a dia em que as conversas e a cumplicidade construídas no ritmo do WhatsApp tecem aquela magia onde um amor intenso finalmente surge.

Há infinitos modos e mecanismos pelos quais esse sentimento aparece. Embora dizer “Estou apaixonado” possa assustá-lo e enchê-lo de entusiasmo em partes iguais, a coisa mais importante vem depois.

Não importa se o que mais nos fascina nessa primeira fase é a aparência ou a quantidade de hobbies e paixões que temos em comum. Cada um atravessa o limiar do amor à sua maneira. O decisivo vem depois, quando já vivemos um no coração do outro. Esse será o momento em que tudo fará sentido e realmente nos colocaremos à prova, mostrando coragem, comprometimento e responsabilidade.