Estou exausto e não sei por quê: causas que você deve conhecer

outubro 10, 2019
Frequentemente, por trás desse cansaço sem explicação que rouba nosso ânimo e nossa vontade, se esconde a fadiga mental, assim como a exaustão emocional de quem acumula um excesso de preocupações, tarefas e pressões, e vem descuidando de si há muito tempo.

 “Estou exausto, cansado como se tivesse corrido uma maratona, como se sobre mim caísse todo o peso do mundo”. Essa frase, como uma lamentação, é pronunciada por um grande número de pessoas todos os dias.

Porque o cansaço sem explicação que nos domina com frequência não se deve, em grande parte dos casos, a um esforço físico. Por trás dessas realidades se esconde, majoritariamente, a fadiga mental.

Algo que se torna, sem dúvida, tão chamativo quanto evidente é a íntima relação entre o nosso corpo e a nossa mente. Há momentos em que nada é tão prazeroso quanto chegar em casa depois de ter praticado esporte, depois de terminar nossa jornada de trabalho satisfeitos por tudo o que fizemos.

Esse tipo de cansaço, no qual a mente se sente bem, não dói, não pesa, nem nos deixa exaustos. O corpo se recupera rapidamente e sentimos uma harmonia interna.

No entanto, há épocas em que até o simples fato de sair para fazer compras ou ir jantar com os amigos representa um esforço descomunal.

São situações que podem evidenciar, em alguns casos, a presença de algum problema subjacente. Um fato que merece nossa atenção. Vamos conhecer mais informações sobre esse assunto a seguir.

 “Quando alguém diz ‘Não aguento mais’, do que está farto? Da própria vida. Do tédio. Do cansaço sentido quando se olha no espelho pela manhã.”
-Henning Mankell-

Homem exausto

Estou exausto: o cansaço sem explicação

Quando estou exausto, em geral, sei qual é o motivo por trás dessa exaustão. Fatos como ter realizado um grande esforço, ter cumprido um horário mais rígido do que o normal, ter feito uma viagem com várias escalas, etc., são fatores evidentes que explicam a exaustão.

Portanto, ninguém tem dificuldades de identificar o porquê desse cansaço físico que nos deixa sem forças e recursos.

No entanto, há épocas em que ficamos presos em um tipo de mal-estar físico e até mental, cuja causa nem sempre está tão clara. A origem dessa realidade se encontra, quase sempre, na fadiga mental.

O que é a fadiga mental?

A fadiga mental nem sempre é o resultado dessas coisas que deram errado. Nem sempre tem a ver com os problemas, as decepções ou as adversidades do dia a dia.

No caso do cansaço sem um motivo aparente, a causa costuma estar na quantidade de coisas que fazemos e enfrentamos sem termos sequer tempo de descansar ou, até mesmo, de pensar nelas como deveríamos.

Um exemplo. Muitos de nós levantamos pela manhã com o piloto automático ligado: tomamos café da manhã, levamos as crianças para a escola, vamos ao trabalho, voltamos… Todas essas tarefas são realizadas quase por inércia.

Fazemos uma coisa depois da outra sem descansar, sem refletir sobre elas de maneira adequada. Não deixamos espaço para a reflexão, nem para o relaxamento, e tudo isso tem seu preço.

Quais fatores originam a fadiga mental?

A fadiga mental não aparece de um dia para o outro. Ela é, na verdade, o resultado cumulativo de vários fatores. São os seguintes:

  • O excesso de compromissos: nós nos comprometemos a fazer mais coisas do que realmente podemos fazer.
  • O “tenho que”. Se pensarmos bem, é comum que na nossa mente as frases que começam com “tenho que fazer isso, tenho que entregar aquilo…” tenham muito poder. Essas obrigações mentais nos deixam em estados de grande exaustão mental.
  • Perfeccionismo. Essa é outra dimensão que, de algum modo, vem a ser complementar do “tenho que”. Cada coisa que fazemos deve ser realizada de forma perfeita, rápida e eficaz. Algo que, sem dúvida, leva não apenas ao cansaço, mas também à frustração.
  • Falta de descanso. Essa é o fator mais decisivo de todos. A falta de descanso, a ausência de momentos para relaxar e, inclusive, não conseguir dormir bem à noite são coisas que podem fazer com que nos perguntemos: “Como estou exausto se acabei de sair da cama?”
Jovem estressada no trabalho

“Estou exausto”: estratégias para enfrentar a exaustão mental

Wayne Dier, em seu famoso livro Seus Pontos Fracos, disse que quando estamos casados, o melhor é fazer coisas diferentes.

No entanto, algo que deveríamos evitar é reclamar do nosso estado com outras pessoas porque, nesse caso, acabamos transmitindo nosso desânimo aos outros. Certamente, eles também estão lidando com suas realidades interiores.

De algum modo, sempre há uma razão por trás do cansaço, e devemos investigá-la para fazer mudanças. A inércia e a reclamação só vão tornar crônico esse estado incômodo. Portanto, vamos ver quais estratégias deveríamos aplicar no dia a dia.

  • Devemos estabelecer momentos de descanso ao longo do dia. É necessário, além disso, separarmos um mínimo de duas horas para nós mesmos. Podemos dedicar esse espaço de tempo para pensar, relaxar, manter nossos hobbies em dia…
  • Saber diferenciar o que é importante e o que é secundário é outro fator básico.
  • Comprometer-se com o autocuidado. Você merece cuidar de si, se mimar, se permitir. Precisa cuidar do seu corpo e da sua mente.
  • Identifique seus padrões mentais de autossabotagem. Frases como “tenho que fazer isso ou não vou conseguir”, “tenho que fazer o mais rápido possível”, “os outros esperam que eu…” são dimensões que corroem nossa autoestima e nosso bem-estar.
Mulher meditando em montanha

Para concluir, outra estratégia adequada e efetiva é, sem dúvida, a meditação. Se nos habituarmos todos os dias a dedicar, aproximadamente, 20 minutos a essa prática, notaremos benefícios ao longo das semanas.

Portanto, devemos levar em conta a importância de conhecer e trabalhar essa exaustão mental e emocional que, por vezes, pode alterar por completo a nossa qualidade de vida. Não deixemos para amanhã o mal-estar que sentimos hoje.