Estou me sentindo estagnado: como seguir adiante?

Todos nós já passamos por uma fase em que temos a sensação de que tudo é nebuloso. Assim, não temos clareza suficiente para progredir ou referências poderosas o suficiente para sair desse bloqueio.
Estou me sentindo estagnado: como seguir adiante?

Última atualização: 12 maio, 2022

Adversidades, problemas e desafios são elementos cotidianos; no entanto, às vezes, mesmo que nada dê errado, nada dá certo. São essas fases em que o tempo parece estar um pouco congelado, pois não conseguimos finalizar nenhum projeto, ao mesmo tempo em que a esperança e a motivação desaparecem. Por isso, se o que você está pensando é: “estou me sentindo estagnado”, vamos dar algumas ideias que podem ser úteis para você.

Em primeiro lugar, é preciso que você saiba que esse é um sentimento muito comum e que todos nós já passamos por isso em algum momento. A autorrealização faz parte das necessidades humanas; ou seja, precisamos crescer, evoluir e nos expandir e, quando isso não acontece, podemos sentir uma grande frustração e desconforto.

Além disso, as pressões não são apenas internas. O ambiente geralmente nos impele a nos mover e nos lembra do que ainda temos que alcançar. Nunca é o suficiente: quem se casou é pressionado a ter um filho e quem já é pai é pressionado a ter dois. Se estiver desempregado, será repreendido por não ter emprego e, se já tiver, por não conseguir uma promoção. Diante dessa realidade, é interessante parar e fazer algumas reflexões.

O que posso fazer se estou me sentindo estagnado?

Se você está passando por essa situação desagradável, sugerimos que você leve em consideração as seguintes orientações.

Mulher pensando
Diante da sensação de estagnação, é aconselhável rever quais são os nossos objetivos e valores de vida.

1. Valide suas conquistas

Se estou me sentindo estagnado, é porque estou olhando para os próximos passos, mas perdi de vista o caminho que percorri. Por isso, neste momento, mais do que nunca, é fundamental recapitular e relembrar tudo o que conquistamos, os objetivos que já alcançamos e valorizar o trabalho que fizemos para chegar onde estamos.

Temos o mau hábito de fazer comparações nas quais saímos perdendo, mas ignoramos aquelas que destacam as nossas qualidades, a nossa coragem e os nossos êxitos. Certamente, em muitos aspectos, já somos o tipo de pessoa que admiramos, já somos aquela versão melhorada com a qual sonhamos anos atrás.

Portanto, reserve um momento para fazer uma lista das virtudes que você possui, dos desafios que superou e das áreas da sua vida nas quais houve uma mudança notável. No final, o seu autoconceito terá aumentado.

2. Aceite este momento da vida

Embora nossa tendência natural seja a evolução e o crescimento pessoal, não podemos pretender nos manter em constante movimento. Há etapas de reflexão, recapitulação, organização de ideias e estabilização, que são tão necessárias quanto as etapas de mudança.

Portanto, pare de nadar contra a corrente e de resistir e aceite o momento da vida pelo qual você está passando, bem como a realidade diante dos seus olhos. Viva-a sem julgamento e sem rejeição, sem pressa de pular para o próximo capítulo, pois são os momentos em que plantamos que nos permitem colher posteriormente.

3. Defina seus objetivos

Aceitar é necessário, mas é diferente de se resignar. Assim, deixe de perceber este momento como uma derrota e um bloqueio e pense nele como um ponto de partida. A tranquilidade atual (essa que tanto te irrita) é o que te permite perceber as áreas em que você quer fazer mudanças.

Tenhamos em mente que, se estou me sentindo estagnado, é porque percebo que minha vida está parada, mas que parou em um ponto que não me satisfaz. Caso contrário, eu simplesmente estaria desfrutando com gratidão o que me cerca e não consideraria a necessidade de seguir adiante.

Mas, para seguir adiante, é importante que você defina os seus objetivos com base em três perguntas: o que eu quero? Qual é a distância entre esse objetivo e a minha situação atual? Quais passos posso dar para me aproximar dele?

Para simplificar essa tarefa, você pode usar a roda da vida. Esta é uma ferramenta muito útil para identificar quais áreas estão funcionando bem e em quais precisamos colocar a nossa atenção para que possamos progredir.

4. Identifique os medos que te limitam

Este último passo é essencial se você quiser sair do bloqueio em que se encontra. Afinal, há algo claro: se você está insatisfeito com a sua situação atual e sabe o que quer, mas não está se movendo nessa direção, há medos que te limitam.

Estes podem ser de natureza muito diversa: medo do fracasso, do ridículo ou da rejeição daqueles ao nosso redor; medo de perder dinheiro, de não ser bom o suficiente para conseguir… Em muitos casos, há uma grande falta de merecimento (não vou em direção aos meus objetivos porque, em nível inconsciente, sinto que não mereço uma vida melhor) ou uma série de crenças limitantes (“é preciso se contentar”, “a vida é sacrifício”, “não se pode ter tudo” ).

É possível identificar esses medos e pensamentos e trabalhá-los em nível individual; porém, com o suporte profissional adequado, o caminho será muito mais simples e gratificante.

Mulher pensando
Muitas vezes, existem diversos medos e preocupações que agem como obstáculos e limitam nossas vidas.

Estou me sentindo estagnado, mas vou seguir adiante

Em última análise, sentir-se estagnado não significa que você realmente esteja. Possivelmente, esta é apenas uma fase de transição, para a qual você verá vai olhar daqui a alguns anos e perceber claramente o valor que ela teve para o seu progresso. No entanto, até esse momento chegar, tente aproveitá-la.

Esclareça suas ideias, reorganize suas prioridades, dê a si mesmo o valor e o crédito que merece pelo caminho que percorreu e tenha certeza de que seguirá adiante. Antes de mais nada, dê o primeiro passo. Esse é o mais difícil, pois envolve a superação de medos e bloqueios, mas a ousadia é o único segredo para seguir em frente.

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  • Bernal, A. (2002). El concepto de «Autorrealización» como identidad personal. Una revisión crítica. Cuestiones Pedagógicas. Revista de Ciencias de la Educación, (16).
  • Menéndez, J. L. (2011). Principios del coaching. Bubok.