A época do 'eu te amo', mas sem compromisso - A Mente é Maravilhosa

A época do ‘eu te amo’, mas sem compromisso

5, outubro 2016 em Psicologia 2232 Compartilhados
Compromisso entre duas pessoas

E um certo dia você tem essa pessoa ao seu lado e percebe que já passaram mais horas juntos do que haviam estipulado, que já houve muitos filmes e cobertores, suficientes “nunca tinha vivido isto com ninguém”, suficientes “adoro você, mas sem compromisso”.

Você percebe que tudo começa a ser um pouco mais do que uma simples diversão, e isso faz você se sentir sufocado, faz você sentir que é vulnerável. Percebe que está criando um compromisso e que com isso podem quebrar você, pisá-lo e acabar com seu coração, coisa que você já tem com retalhos de antigas batalhas. Isso faz você desaparecer antes que seja tarde demais.

Não quero compromisso, mas…

“Não posso dizer que o amo, querido, mesmo sentindo, pois isso me torna seu e não sou de ninguém”, em torno disto giram muitos pensamentos de pessoas que nos rodeiam. Querem um dia inteiro e um alguém que as complete, mas não demais para que não se exponham. Costuma-se pensar que um relacionamento faz com que a pessoa deixe de ser ela mesma, que tira a sua liberdade, que ainda restam muitas coisas por fazer e nem todas tem por que ser com outra pessoa, com a mesma pessoa.

Realmente isso é verdade, até certo ponto. Existem pessoas que não querem viver com uma única pessoa, mas há aquelas que simplesmente sentem medo, medo de repetir experiências passadas, medo de se comprometer, medo de amar demais, medo de ser julgado por essas pessoas que a rodeiam e que não sabem amar se não for com duas taças a mais.

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Reflita sobre que tipo de pessoa você é

Está certo aproveitar o que você gosta sem criar vínculos com nada nem ninguém, sem a problemática de ter que dar tudo para uma certa pessoa. Se você tem clareza de que é isto que quer, perfeito, você seguirá assim, e se isto faz você feliz é a melhor escolha.

Mas se o que você sente é medo, não se engane, não engane ninguém, pare, aprenda a estar sozinho e então observe o que rodeia você:

  • Não tema o compromisso, é apenas uma decisão para ficar com a opção que mais o satisfaz, nada além disso.
  • Nem todas as pessoas que você vier a conhecer serão o amor da sua vida, pense bem…
  • O amor não virá a cavalo, nem esperará você em uma torre, simplesmente um dia vocês se cruzarão no trabalho, se olharão, e um mês depois coincidirão, gostarão um do outro e começarão a sentir que se complementam. E este é só o começo.

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  • Logo vocês planejarão uma escapada, uma viagem, uma estrada, e verão que querem  compartilhar experiências e começam a ser colegas desta viagem que é a vida.
  • Vocês se olham e passam pela cabeça palavras como “é você”, “gosto de você”, “começo a te amar”, mas você acha que é muito cedo para sentir o que está sentindo e prefere guardá-lo e com um pouco de egoísmo positivo, aproveitá-lo sozinho. É bom que o conceito de compromisso esteja na sua mente mas de uma forma racional.
  • Você pode perceber que não é quem você deseja ao seu lado como casal, que juntos não são o que você esperava. Mas foi um bom colega de trajetória e sempre deixará esse aprendizado, sem rancor e sem maldade.
  • E se “continuar”, não se preocupe, que o amor fará o seu trabalho e vocês chegarão onde estiverem preparados para chegar, e isto pode ser muito mais adiante do que haviam previsto.

Escolha o seu caminho, mas escolha-o sem medos e sem a sombra do seu passado

A conclusão é de que o amor não é definido nem pela moda, nem pelas tendências, nem pelos amigos, nem pelas opiniões alheias, mas é definido por você, pelos seus interesses e apenas precisamos aprender a nos deixar levar mais além do que a sociedade das redes sociais e das “hashtags” permite.

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Seja feliz com o que você quiser ser feliz, mas que o medo de repetir destroços emocionais, o medo de deixar de ser você mesmo ou o medo do que vão dizer não limite você de sentir, de se vincular ou estabelecer um compromisso com alguém. Os sentimentos são tão instintivos quanto a sexualidade ou a proteção, basta apenas observar o que é próprio do amor de uma mãe pelo seu filho, portanto SINTA, VIVA e DEIXE-SE LEVAR….

Assim, no fim das contas você saberá que se dorme sozinho, com alguém ou com uma pessoa diferente a cada noite, é única e exclusivamente porque você assim o deseja…

“Eu não deveria contar, mas

Quando peço a chave de um hotel

E à meia noite peço

Um bom champanhe francês

E jantar à luz de velas para dois

Sempre é com outra, amor, nunca com você

Você bem sabe o que digo.

Porque uma casa sem você é um escritório

Um telefone ardendo na cabine

Uma palmeira no museu de cera

Um êxodo de andorinhas escuras.

E os beijos que dou me envenenam

E, contudo, quando durmo sem você,

Sonho com você”

-Tradução livre e parcial de “Y sin embargo” (Joaquín Sabina)-

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