O fascínio perigoso dos amores clandestinos

O fascínio perigoso dos amores clandestinos

junho 24, 2016 em Emoções 1 Compartilhados
O fascínio perigoso dos amores clandestinos

O amor cresce e se transforma com mais força quando acompanhado de uma dose, grande ou pequena, de impossibilidade. As paixões nunca são tão ardentes como quando elas são atravessadas por alguma proibição. E se você tem que manter o segredo, muito melhor. Há um encanto perigoso nos amores clandestinos…

Mas assim como o inseto que voa em torno da chama acesa às vezes acaba se queimando, os amores proibidos também podem acabar mal. Às vezes, eles simplesmente seguem um adeus romântico, mas na maioria dos casos deixam alguns dos envolvidos com grandes feridas que demoram muito tempo para serem curadas.

Os amores clandestinos

Se um amor deve permanecer em segredo, em geral é porque por trás dele há uma razão muito poderosa. Na maioria das vezes, para não dizer sempre, o que está por trás é um terceiro com o qual existe um compromisso amoroso. Normalmente os amores clandestinos são os amores nos quais existem pelo menos três pessoas envolvidas. Às vezes quatro. Às vezes mais.

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Um compromisso anterior não é a única razão para que os amores se tornem clandestinos. Às vezes há alguma conveniência, como acontece com as pessoas famosas que devem manter seus relacionamentos escondidos para evitar a perda de seguidores. Às vezes há outros tipos de pressões, da família, do trabalho ou social, que exigem um sigilo no relacionamento.

Esse tipo de amores, em qualquer caso, são clandestinos porque eles são proibidos de alguma maneira. E é justamente esse elemento de proibição que acrescenta um tempero especial a esses afetos. A relação não pode se desenvolver de uma maneira “normal”. É necessário inaugurar uma espécie de “vida paralela”, a fim de manter esse amor.

O fascínio do proibido

Qualquer proibição é, ao mesmo tempo, um convite. Isso acontece porque na mente humana a proscrição ativa o desejo. Você não fica mais interessado em um filme se souber que ele foi proibido em vários países? Você não observa com mais interesse uma porta que diz “Proibido passar”? Você não deseja ser um daqueles que podem passar?

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O proibido tem uma atração natural porque revela, em primeiro plano, algo que não se tem. Assim, é precisamente essa falta (que se torna evidente com a proibição) que dá origem ao desejo. Portanto, a proibição e o desejo são a cara e a coroa da mesma moeda.

Quando se trata de amor, as coisas ficam ainda mais efervescentes. A proibição se torna um combustível para a chama, embora esta seja muito tímida no começo. Os obstáculos se transformam em estímulos e os riscos acabam sendo vistos como desafios desejáveis. O próprio perigo da relação apaixona mas cuidado! Pode ser que de tanto brincar com o fogo, ele acabe consumindo a gente.

O perigo dos amores clandestinos

O primeiro perigo que um amor clandestino enfrenta é, obviamente, que seja descoberto. Supõe-se que se é escondido é porque as consequências de revelá-lo podem ser muito graves. Nada está escondido entre o céu e a terra e há muito poucos casos em que a verdade permanece em segredo por muito tempo.

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É claro que muitos amantes também vivem essas revelações com uma certa emoção. Eles traem o compromisso que têm com o seu parceiro, mas inconscientemente querem ser  “pegos no flagra”. Tudo isso é parte de um jogo complicado para testar o limite do parceiro oficial ou menosprezá-lo para ajustar essas contas que todos relacionamentos têm pendentes em um grau maior ou menor.

O segundo grande perigo é brincar, literalmente, com os seus próprios sentimentos e os dos outros. No charme do risco pode estar a verdadeira e única causa do relacionamento. Não é o amor que os conecta, mas sim a intenção de desafiar o proibido. O problema é que neste “jogo” quase sempre todos os envolvidos se machucam.

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Finalmente, o perigo dos amores clandestinos é que, quando chega a hora da verdade, eles não nos permitem crescer nem tornam a nossa vida mais proveitosa. Eles acabam sendo capítulos nos quais nos comportamos como crianças que não querem obedecer. Mas quando tudo está à vista, o que resta é simplesmente ter provado o fascínio do proibido… E muito tempo perdido com esse prazer aparente.
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