5 feridas da alma que se curam, mas deixam cicatrizes

5 feridas da alma que se curam, mas deixam cicatrizes

Abril 22, 2016 em Emoções 2663 Compartilhados
Feridas da alma deixam cicatrizes

Em todo o tempo que passou desde que chegamos ao mundo, ocorreram inúmeras coisas. Algumas boas e outras nem tanto. Carregamos uma bagagem de experiências que, por mais que tentemos impedir, estão sempre conosco.

Tomamos posse delas quando queremos voltar a lembrar das coisas que nos fizeram felizes. Para outras, não esquecemos, mas tentamos ter uma “amnésia seletiva” pela dor que nos causam. É preciso ter orgulho de sua bagagem individual, mesmo que jamais pensássemos em carregá-la com determinados acontecimentos que, talvez, nos gerem sofrimento…

Essa bagagem tem mais sabedoria sobre você do que qualquer livro e qualquer opinião. Sabe dos demônios que você arrasta desde criança e quantas vezes eles lhe fizeram mal. As vezes em que você se sentiu perfeita em algum lugar e as vezes em que você sentiu que um lugar era tudo menos seu… É a bagagem de suas vivências, de suas experiências mais íntimas…

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Todas as experiências fazem parte do que você é agora, e algumas vezes você se sentirá feliz e em outras profundamente triste. Nestes momentos tristes nossas feridas se abrem, causadas por um dano ao nosso ser…

Talvez pensássemos que eram apenas cicatrizes, mas algumas vezes elas voltam a arder porque sua natureza é a de chamar a nossa atenção, porque talvez este dano esteja acontecendo novamente em nossa vida.

Por isso, existem inúmeras feridas que vamos curando, mas que nunca terminam de cicatrizar. Falaremos sobre elas a seguir.

Feridas que deixam cicatrizes

A humilhação

Somos humilhados quando alguém ataca nossa dignidade como pessoa de diversas maneiras. É uma forma de nos denegrir como pessoa, seja de forma privada ou de forma pública; sendo esta última a mais dura.

As consequências de se sentir humilhado repercutem diretamente na autoestima, na confiança nos outros e na esperança no que você faz e espera do mundo. Quando alguém te humilha, você sente como se tivessem te arrebatado algo que já te pertencia, e a pessoa o fez da forma mais cruel possível.

A humilhação pode acontecer pela sua aparência física, nível econômico, sexo, raça, nível intelectual, doença, etc. Pode ser um ataque claramente identificável ou um tratamento vexatório ao longo de determinado tempo. É uma das situações mais difíceis de superar, pelas implicações psicológicas que gera em nós.

A decepção

Quando uma pessoa nos decepcionatodas as esperanças e expectativas que tínhamos depositadas nela e em nossa relação caem por terra. É uma mistura de choque, raiva, surpresa e dor. Talvez seja alguém da nossa família, um amigo de infância, um colega de trabalho ou simplesmente alguém que considerávamos uma boa pessoa, incapaz de trair certos princípios com respeito a nós ou com o mundo em geral.

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Podemos nos sentir frustrados por essa decepção e até mesmo deprimidos, e evidentemente nossa capacidade de voltar a confiar nos demais como antes será reduzida, ou até mesmo eliminada.

A traição

Quando uma pessoa nos trai, geralmente sentimos que o que ela disse em relação a seus sentimentos por nós não só era mentira, mas se caracterizava por ser exatamente o contrário.

Normalmente quando nos traem, é porque primeiro ganharam toda a nossa confiança. Acreditamos em sua palavra até o final e acreditávamos que todas as suas ações eram honestas e sinceras, mas descobrimos que é justamente o contrário.

A primeira sensação? A incredulidade. Em seguida pode surgir a ira, o pranto, o sentimento de ter feito papel de bobo. No entanto, não devemos esquecer que a pessoa traída sentirá o acontecido no momento e se lembrará algumas outras vezes desta traição, mas a pessoa que cometeu a traição carregará este peso em sua consciência e sua reputação será influenciada por isso.

Às vezes este fato não consola, mas temos que pensar que a bondade normalmente é recompensada e a falsidade castigada, em algum momento, para podermos seguir em frente…

A indiferença

Muitas pessoas dizem que o que mais dói é a indiferença, mas esta pode ser ainda pior quando vai dirigida a uma pessoa que não merece. Ignorar alguém é não dar valor à pessoa, agir como se ela não existisse, e isso dói…

Pode existir uma indiferença planejada para causar mal a outra pessoa, uma indiferença grupal a alguém ou algo para fazer um mal intencionalmente, ou simplesmente uma atitude que não revela nem rejeição nem aproximação, uma atitude na qual uma pessoa faz caso omisso de tudo o que outra pessoa fala, sente ou diz.

Quando sofremos de indiferença por parte de pessoas próximas, sem que nos deem uma explicação, nos sentimos como se não valêssemos nada, como se não fôssemos dignos de uma explicação, uma desculpa ou um aviso de sua mudança de atitude devido a certas circunstâncias.

A pior forma de exercer a indiferença a alguém se traduz na negligência; por exemplo, pais que ignoram as necessidades básicas de seus filhos quanto a comida, carinho ou sustento.

A perda

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Não é um dano intencional, nem algo que seja premeditado como nos casos anteriores. As pessoas que amamos não escolhem morrer para nos causar mal, no entanto, quando desaparecem do mundo, algo do nosso mundo desaparece com eles.

Em um mundo em que, às vezes, é complicado encontrar pessoas honestas e dispostas a amar e ser amadas de verdade, qualquer perda de uma pessoa com estas características que, além de tudo, compartilhou grande parte de sua vida conosco, com o carinho e as lembranças que isso implica, pode ser devastador.

Mesmo que superemos, há certas feridas que voltam a doer quando estamos mais vulneráveis. Em qualquer momento de nossa vida em que nos sintamos perdidos ou tristes, em que não saibamos encaixar certos aspectos de nossa identidade… o fato doloroso de sermos conscientes de que nosso maior consolo nessa situação já não está conosco sempre vai ser duro, por mais tempo que passe.

Créditos da imagem: Bacrote

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