Flexibilidade mental para ser feliz

· outubro 13, 2018

Se você aprender a ser flexível, poderá escolher a postura que melhor se adapta aos seus interesses. Porque o verdadeiro poder humano é nutrido pela flexibilidade mental, e não pelas abordagens que, quando terminadas, perdem toda a sensibilidade diante do que acontece. Afinal, a felicidade é movimento e sempre responde à mente que sabe se dirigir à si mesma, que aceita suas emoções, que se conecta, que cuida de seu foco e tem objetivos claros.

Quando falamos de flexibilidade mental, é muito comum visualizar imediatamente uma floresta de bambu. No meio de uma tempestade ou de um ciclone, se dobra diante de cada golpe de vento e água para retornar depois à posição inicial. A metáfora é bastante ilustrativa, mas a verdadeira magia do bambu não está em sua propriedade flexível: está em sua resistência.

“O cérebro tem muito mais possibilidades e energia do que pensamos. Por que, em vez de nos dedicarmos a adormecê-las, não nos empenhamos em potencializá-las?”
-Jenny Moix-

Assim, nossa saúde depende não apenas do que fazemos, mas também do que pensamos, além de outros fatores, como a genética, nos quais não nos aprofundaremos. Assim, algo que às vezes não percebemos é o quanto nosso equilíbrio emocional e psicológico é fraco. Nesse sentido, nossa mente pode não ser o lugar mais tranquilo para se viver. Nela podem morar muitos medos, obsessões, tristezas, diálogos negativos…

Como Jenny Moix explica em seu livro ‘Minha Mente Sem Mim’, devemos estar conscientes de que a felicidade autêntica não engloba apenas o chão que nossos pés pisam. Boa parte de nossas possibilidades de bem-estar reside na saúde de nossos processos mentais. Seguindo esta linha, podemos dizer que somente se formos capazes de aprender a ser mais flexíveis daremos forma a uma abordagem mais resistente a qualquer desafio ou adversidade.

Flexibilidade mental para ser mais feliz

Ser flexível para experimentar menos emoções negativas

Quem percorre seu dia a dia com um enfoque mental rígido e inflexível irá se deter inexoravelmente diante de qualquer obstáculo, sob ameaça de ser destruído. Dessa forma, uma mente que não sabe se adaptar, relativizar ou controlar seus pensamentos automáticos não é feliz.

São muitos os estudos científicos que sustentam uma realidade: as pessoas psicologicamente flexíveis estão em condições de desfrutar de uma melhor qualidade de vida. Essa abordagem lhes permitirá administrar melhor suas emoções, responder de forma mais criativa às dificuldades e desfrutar de relações sociais muito mais positivas e enriquecedoras.

Ser flexível também nos torna mais eficazes. Essa capacidade coloca ao nosso alcance recursos para nos adaptarmos e reagirmos diante de eventos inesperados ou novos.

Treinar nossa flexibilidade mental para sermos felizes

Ser flexível para ser feliz. Este deveria ser, sem dúvida, um dos nossos lemas diários. No entanto, quando levamos praticamente metade da vida imersos na locomotiva mental da preocupação, da ansiedade, da insegurança ou daqueles férreos esquemas herdados que tanto nos condicionam, é muito difícil mudar de hábitos, de abordagens, de vida…

Gostaríamos de levar as coisas de maneira diferente, relativizar, treinar nossa flexibilidade mental para sermos mais resistentes diante das mudanças e adversidades, mas como fazer isso? Bom, como dizem, nem sempre é bom se concentrar apenas nos resultados, naquilo que queremos ser ou conseguir. Objetivos mais próximos permitirão que nos recompensemos com mais frequência, enquanto implementamos diferentes estratégias.

Abertura

  • Deixemos de pensar em termos absolutos, que o oposto do branco é preto, que na vida ou você está comigo ou está contra mim. Vamos banir esses esquemas em que há apenas duas caixas: uma onde está o que é bom e outra onde está o que é mau.
  • Vamos nos atrever a descobrir o mundo de nuances que se abre entre os dois polos. Pouco a pouco, vamos perceber que estávamos errados em muitas coisas, que a realidade é cheia de detalhes, riquezas, abordagens, aprendizado, pontos de vista…

O momento presente

  • Nossa mente gosta de divagar, adora fugir para o ontem, para o que um dia foi, poderia ser ou não foi. Também tem o mau hábito de viajar para o futuro sem uma máquina do tempo para antecipar mil catástrofes, mil desastres e infortúnios.
  • Coloquemos os freios, vamos encurtar essa mente tão viajante e aprender a seduzi-la com o momento presente, com o aqui e agora, onde acontece o que realmente importa.

Dente-de-leão representando a flexibilidade

Conecte-se ao que realmente importa

Ter flexibilidade mental implica, por sua vez, não perder de vista nossas raízes. Significa estar ligado aos nossos valores e ao que realmente importa. Desta forma, será mais difícil que a corrente de julgamentos e opiniões dos outros nos arraste.

Para concluir, poucas competências e habilidades podem ser mais benéficas do que a flexibilidade psicológica. É uma maneira de resistir muito melhor às oscilações inesperadas (mas recorrentes) que tendem a surgir ao longo do nosso ciclo de vida. Aprofundar e adquirir ferramentas adequadas sobre este assunto pode nos ajudar a ter uma melhor qualidade de vida.