5 frases de Stanley Milgram

Stanley Milgram fez pesquisas importantes na área da psicologia social. Hoje descobriremos como ele pensava através de algumas das suas frases.
5 frases de Stanley Milgram

Última atualização: 20 Março, 2021

Atualmente, Stanley Milgram é conhecido como um dos psicólogos sociais mais importantes da história. Ele realizou diversos trabalhos e experiências sobre a obediência. O mais famoso foi publicado em 1974 e é intitulado Obedience to Authority (Obediência à Autoridade). Devido ao trabalho deste autor e sua importante pesquisa, neste artigo iremos mostrar algumas das frases de Stanley Milgram.

Em cada uma das frases de Stanley Milgram descobriremos um pouco do seu ponto de vista, mas também uma perspectiva diferente sobre o modo de agir das pessoas que nos convida a refletir. Por exemplo, hoje nos perguntamos: qual é a linha que separa a obediência da submissão? São questões que ainda estão sendo abordadas em artigos recentes, como Internet, amigos e bactérias: a sombra alongada de Stanley Milgram.

1. A importância do apoio mútuo

“Quando um indivíduo deseja se opor à autoridade, ele faz o possível para encontrar apoio para a sua posição em outros membros de seu grupo. O apoio mútuo entre os homens é o baluarte mais forte que temos contra os excessos de autoridade”.

Essa é uma das primeiras frases de Stanley Milgram que fala sobre o importante peso do grupo. Isso é algo que podemos afirmar com base em nossa própria experiência, mas também porque foram feitas contribuições importantes por outros estudiosos a esse respeito.

Muzafer Sheriff, considerado um dos fundadores da psicologia social, trabalhou o conceito de grupo e determinou uma espécie de “interdependência”. No caso de Milgram, o grupo e o apoio que ele sugere trazem força e determinação para enfrentar os abusos nos quais a autoridade às vezes recai. Uma crítica clara, sem dúvida alguma.

Trabalho em equipe

2. Os fundamentos da obediência nas frases de Stanley Milgram

“A essência da obediência consiste no fato de uma pessoa se ver como um instrumento para realizar os desejos de outra pessoa e, portanto, não mais se considerar responsável pelos seus atos”.

Esta segunda frase de Stanley Milgram fala de um conceito que está presente na grande maioria de suas obras: a obediência. Com essa frase, Milgram tenta nos fazer entender como obediência e submissão parecem ser a face de uma mesma moeda.

Quando uma pessoa obedece – reconhece uma autoridade – ela frequentemente se torna o instrumento (fantoche) de outra pessoa – a autoridade. Em muitos casos, não é um processo consciente, mas ocorre uma transferência de responsabilidade. As pessoas sob a influência de uma autoridade acabam depositando nessa pessoa parte ou toda a responsabilidade de seus atos.

De alguma forma, é como se a pessoa deixasse de ser quem é para se abandonar aos desejos e caprichos de quem lhe ordena. No entanto, Milgram mostra como “uma pessoa se vê como um instrumento”, o que não significa que ela seja.

3. É necessário agir

“Somente em ação você pode perceber plenamente as forças operacionais no comportamento social. Por isso sou um experimentalista”.

Com esta terceira frase, Stanley Milgram se refere ao seu interesse em demonstrar as engrenagens do comportamento social por meio de estudos e experimentos. Este autor, que se autodenominava “experimentalista”, defendia que são os testes, os erros e os acertos que melhor respondem às questões sobre o comportamento das pessoas.

Isso nos lembra Aristóteles. Um grande filósofo da Grécia clássica que, na sua época, introduziu o que era conhecido como ciência ou pesquisa experimental. Uma forma de verificar os fatos e chegar às conclusões mais precisas possíveis.

4. A evasão dos mandatos dos outros

“Algum sistema de autoridade é um requisito de toda a vida comunitária, e apenas o homem que vive isolado não é forçado a responder, seja por desafio ou submissão, aos mandatos de outras pessoas”.

Esta é outra frase de Stanley Milgram com a qual ele afirma que um sistema de autoridade é, se não indispensável, uma característica para viver em comunidade. Seguir uma série de regras parece ser a maneira de estabelecer uma determinada ordem. Quem pode escapar disso?

Milgram diz com sua frase que uma pessoa que vive isolada pode escapar, de alguma forma, das normas que regem qualquer comunidade. Estando fora dela, não é obrigada a responder ou submeter-se ao comando de ninguém. Isso também pode nos lembrar do filme Into the Wild (Na Natureza Selvagem).

Na Natureza Selvagem

5. O elo intermediário nas frases de Stanley Milgram

“É fácil ignorar a responsabilidade quando você é apenas um elo intermediário em uma cadeia de ação”.

Nesta última frase de Stanley Milgram, o autor fala sobre o conceito de elo intermediário em uma cadeia de ação. É fácil fechar os olhos para as consequências finais das ações que são realizadas quando elas não afetam diretamente a pessoa que está nesta posição.

Por exemplo, quem trabalha em uma grande empresa, mas não tem consciência de que a viabilidade da empresa depende do desempenho de seus empregados, pode acabar prejudicando as próprias condições de trabalho ou até mesmo perdendo o emprego.

O que você achou dessas frases de Stanley Milgram? Qual delas chamou mais a sua atenção? Esperamos que algumas delas o façam refletir sobre o conceito de obediência, um dos termos que está presente na grande maioria das obras e estudos deste autor.

It might interest you...
Biografia de Stanley Milgram e o seu experimento sobre a obediência e a autoridade
A mente é maravilhosaLeia em A mente é maravilhosa
Biografia de Stanley Milgram e o seu experimento sobre a obediência e a autoridade

Conheça a biografia de Stanley Milgram, um polêmico psicólogo social cujo legado e experimentos estão entre os mais importantes na área.



  • Canto Ortiz, Jesús M., & Álvaro, José L.. (2015). Más allá de la obediencia: reanálisis de la investigación de Milgram. Escritos de Psicología (Internet)8(1), 13-20. https://dx.doi.org/10.5231/psy.writ.2015.0701
  • Martínez Tejeda, Gustavo. (2017). Los desafíos grupales de la cooperación en la educación. Polis13(1), 113-142. Recuperado en 31 de marzo de 2019, de http://www.scielo.org.mx/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1870-23332017000100113&lng=es&tlng=es.
  • Rettberg, Angelika. (2017). Genocidas, situaciones y responsabilidades: Una revisión de The Killing Compartments: The Mentality of Mass Murder (2015) de Abram de Swaan y A Dreaming Child de Gakire Dieudonné (2016). Colombia Internacional, (90), 251-255. https://dx.doi.org/10.7440/colombiaint90.2017.09