O hábito de deixar para o amanhã que nunca chega

O hábito de deixar para o amanhã que nunca chega

Rafaela Félix 19, janeiro 2017 em Psicologia 2744 Compartilhados
O hábito de deixar para o amanhã que nunca chega

“Amanhã eu faço”. “Ainda falta muito tempo.” “Não estou com vontade de fazer agora.” “Eu prefiro deixar para última hora…” e assim por diante. Bem, esses típicos comportamentos podem revelar que você está procrastinando.

Procrastinar significa adiar, deixar para depois, postergar algo que é necessário ser feito. A procrastinação envolve também se ocupar de outros afazeres mais atrativos para adiar as tarefas que realmente devem ser realizadas.

Várias pesquisas apontam que o ato de procrastinar é inerente ao ser humano, ou seja, faz parte dele. Entretanto, é um ato que pode se tornar um hábito e causar prejuízos a si mesmo e aos seus relacionamentos. A procrastinação traz diversas consequências emocionais e sociais, como culpa, ansiedade, desânimo, tristeza, desorganização do tempo, podendo até mesmo resultar em conflitos familiares e profissionais.

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Este hábito envolve milhões de pessoas. Quem nunca postergou? Entretanto, muitas delas não se dão conta do ocorrido e do que a procrastinação pode gerar. Uma das formas de reconhecê-la é avaliar a sua rotina, como têm sido suas horas, se você tem conseguido se organizar e realizar as tarefas que são necessárias dentro do tempo previsto, ou tem deixado para o último momento, se tem sentido culpa por não conseguir fazer o que deveria, resultando em diversas consequências como citado acima.

Como lidar com a procrastinação?

Quando falamos de um evento emocional, não palpável, não há uma regra a ser seguida, mas há alguns caminhos podem te ajudar. Um dos primeiros passos é realizar um cronograma semanal da sua rotina, com os horários de seus compromissos e de suas atividades corriqueiras.

Após colocar tudo no papel, faça uma reflexão de como tem dividido seu tempo, em que tem desprendido mais energia, quais atividades precisa melhorar, acrescentar ou diminuir em seu cronograma. Pois sua rotina pode estar sobrecarregada ou solta demais. Organização é essencial neste primeiro passo.

É necessário ter tempo livre também, lembre-se disso! E é claro, tentar colocá-lo em prática de forma saudável, trazendo benefícios e não mais um peso em sua rotina. Seja realista e verdadeiro com você mesmo, não boicote as atividades que são importantes, evite deixar pra depois, mantendo o pensamento de que se revolvo hoje, me sobra mais tempo para fazer outras coisas que desejo.

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Outra forma para lidar com a procrastinação é determinar um tempo para realizar as tarefas que lhe são necessárias e, ao final, ter um momento livre para fazer o que você goste.

Por exemplo: preciso fazer um trabalho da faculdade ou terminar um relatório do serviço. Limito um tempo razoável e coerente para realizar estas atividades. Quando terminar, vou poder assistir um seriado, ou ler um livro, ou descansar (algo que você goste).

É como uma forma de recompensa que você vai determinando para seu cérebro até se acostumar com as novas rotinas. Algumas pesquisas apontam que para você conseguir mudar algo na sua vida (alimentação, rotina, projetos, atividade física, estudos…) é necessário praticar o que deseja pelo menos durante 30 dias para que seu organismo se habitue ao novo e aquilo se torne algo rotineiro.

Não deixe para depois o que você precisa fazer hoje. O acumulo de afazeres vai reforçando ainda mais a procrastinação e causando falta de motivação e culpa. É um círculo, uma coisa vai levando à outra. Da mesma forma, se você começar mudando o mínimo necessário, isto também o levará a outras mudanças.

Rafaela Félix

Psicóloga clínica, CRP: 06/119392, terapeuta de família e casal, acompanhante terapêutica, palestrante, mediadora e integrante da Oficina de Pais no Cejusc de Araçatuba. https://www.facebook.com/psicologarafaelafelix/

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