Julgar alguém é definir a si mesmo

A pessoa que julga diz mais sobre si mesma do que pretende dizer sobre o outro. Vamos falar sobre isso em detalhes.
Julgar alguém é definir a si mesmo

Última atualização: 06 abril, 2022

Somos pessoas, todas diferentes e únicas. Por isso, temos certos padrões de comportamento, uma personalidade específica e um interior muito significativo que dá sinais de quem somos. No entanto, essa particularidade também nos permite julgar os outros.

É muito fácil questionar os outros e que os outros nos julguem. No entanto, o fato é que a pessoa que julga diz mais sobre si mesma do que pretende dizer sobre o outro. Ou seja, se eu julgar alguém por ser hipócrita, talvez eu devesse ver em que aspectos da minha vida eu sou hipócrita. Inclusive, talvez eu possa até mesmo precisar aprender a ser mais flexível e a respeitar os outros da forma como eles são.

Eu respeito como você é e não te julgo

É difícil escapar da simplicidade com que podemos julgar os outros. A variedade de pessoas que podemos conhecer é tão grande quanto o dano que podemos causar ao falar sobre elas sem primeiramente conhecê-las. E também quando as conhecemos e não as ouvimos.

De fato, meus gostos não são iguais aos seus, certamente não vou agir da mesma maneira que você agiria no meu lugar e, muito provavelmente, as coisas não me afetam da mesma forma que te afetam.

Mulher com calçado diferente

É por isso que uma relação saudável se baseia no respeito e na tolerância, ainda que a relação seja estritamente cordial. Partilhamos a nossa vida com as pessoas de quem gostamos pelo que elas realmente são e gostaríamos que nunca mudassem, por nada desse mundo.

Se alguém já te disse que você é especial, a pessoa não estava enganada. Você é especial por causa da sua maneira particular de ver o mundo e de viver nele.

Saber sobre tudo isso é saber que julgar alguém equivale a não entender por que aquela pessoa é de determinada maneira. Afinal, não sabemos o que a outra pessoa viveu, o que fez com que se tornasse assim, ou o quanto ela pode ficar magoada porque a criticamos sem um motivo justificado.

Eu gosto de ser como sou e não quero que você me julgue

Julgar é como jogar uma moeda para o alto e ver de que lado cai: o alvo pode ser outra pessoa ou pode ser você. E, se for você, não vai ser nada agradável que falem de você de forma irresponsável. Nesses casos, sempre dizemos que para entender o outro é preciso se colocar no seu lugar, mas, quando nos julgam, ninguém age dessa forma.

“Você sabe meu nome, mas não minha história. Você ouviu o que eu fiz, mas você não passou pelo que eu passei. Você sabe onde estou, mas não de onde eu vim. Você me vê eu sorrindo, mas você não sabe o que já sofri. Pare de me julgar”

-Anônimo-

Ficamos nos sentindo incompreendidos, desanimados e, às vezes, talvez a nossa autoestima possa ser prejudicada. Gostamos que as pessoas pensem em nós de forma positiva, que se importem conosco e nos aceitem.

Não importam os defeitos ou as coisas sobre as quais os outros têm outra perspectiva. O que sabemos é que nos sentimos felizes por ser assim, agir assim e viver assim. Portanto, precisamos que as pessoas que nos amam valorizem isso mais do que qualquer outra coisa secundária.

mulher feliz

Julgar os outros nos define

Já dissemos que o mesmo dano que você pode causar também pode ser causado a você; por isso é igualmente importante conhecer e que te conheçam. A chave para isso é que nos conhecemos através das nossas ações.

Ou seja, se julgamos os outros frequentemente, o mais normal é que nos conheçam por isso e que sejamos julgados. Mas também pode acontecer que esse não seja o caso e que você se sinta julgado sem merecer.

Assim, se você se sente julgado por alguém neste momento, pense que não há razão para que essa pessoa te prejudique. Não se deixe afetar por aquilo que alguém que não está tentando te entender possa dizer sobre você. Nem todos vivemos as experiências da mesma maneira ou as sentimos da mesma forma.

Essa pessoa que agora te julga provavelmente está falando mais sobre si mesma do que sobre você. Por isso, você tem que se manter forte e apenas se deixar aconselhar, nunca julgar. E, se você ainda continuar a se sentir mal com isso, lembre-se de que, quando alguém julga como você anda, você sempre pode emprestar os seus sapatos.

“Conheço muito bem a minha própria história, por isso sou o único que pode me julgar, criticar e aplaudir sempre que eu quiser”

-Anônimo-

Pode interessar a você...
Espelho: o reflexo de cada um
A mente é maravilhosa
Leia em A mente é maravilhosa
Espelho: o reflexo de cada um

Somos o “convexo” ou “não reversivo”. Somos julgadores também de nós mesmo, uma vez que ao olharmos no espelho, nos deparamos com nosso reflexo.