Lei do mínimo esforço para gerenciar o estresse

maio 8, 2019
A lei do mínimo esforço para gerenciar o estresse nos lembra que, às vezes, menos é mais. Ela nos convida a fluir em nossa realidade, a economizar energia, a concentrar a atenção no que é realmente importante.

A lei do mínimo esforço para gerenciar o estresse pode ser muito útil se a aplicarmos de maneira efetiva. Trata-se de um recurso muito simples baseado no livro As Sete Leis Espirituais do Sucesso, de Deepak Chopra. De acordo com esta abordagem, devemos seguir um caminho vital que nos permita economizar energia, fluir de maneira relaxada em nosso cotidiano e nos conectar com o nosso próprio ser.

É muito possível que a frase “lei do mínimo esforço” nos evoque outras ideias. Pode ser que venha à nossa mente a imagem daquelas pessoas que, em seu dia a dia, se limitam a fazer o básico para seguir em frente. No entanto, a ideia a que nos referimos não tem nada a ver com aqueles que se limitam ao mínimo.

A abordagem a que nos referimos, embora parta do campo da espiritualidade, tem, sem dúvida, um grande interesse no campo da psicologia. A razão para isso está nesse conceito inspirador que pode nos ajudar a criar novas abordagens, a priorizar, a eliminar hábitos que não ajudam, a focar no aqui e no agora para investir em bem-estar.

“Onde quer que vamos no meio do movimento e atividade, vamos levar conosco a quietude. Desta forma, o movimento caótico que nos rodeia nunca nos esconderá a porta de acesso à fonte da criatividade, o campo da pura potencialidade”.
-Deepak Chopra-

Chaves para a lei do mínimo esforço para gerenciar o estresse

Chaves da lei do mínimo esforço para gerenciar o estresse

Dentro das sete leis espirituais para alcançar o sucesso de acordo com Deepak Chopra, a quarta é a do mínimo esforço. Para entender sua transcendência e o modo como ela pode nos ajudar, vale a pena pensar na seguinte ideia: visualizar o mundo natural. Tudo o que acontece neste vasto mundo surge sem esforço aparente, valendo-se da inércia natural.

Tudo é espontâneo, o sofrimento é residual: o vento que balança as folhas, as flores que brotam, o rio que flui entre as rochas e seus leitos. A natureza é o equilíbrio, é um mundo que flui de acordo com seu próprio ritmo e seus ciclos. No entanto, as pessoas muitas vezes se veem aprisionadas em rotinas e perspectivas limitadas. Criamos nossas próprias prisões pessoais, submetendo-nos a rotinas e preocupações que criam sofrimento.

Não force, às vezes você tem que se deixar levar

Deixar-se levar não significa se perder. A lei do mínimo esforço para gerenciar o estresse nos convida a colocar em prática as seguintes ideias:

  • Muitas vezes, você investe muito esforço e energia em objetivos e pessoas que não lhe agregam nada. Ainda mais, em vez de gerar bem-estar, aumentam as preocupações.
  • Além disso, é comum que nos esforcemos em forçar certas dimensões com as quais apenas ficamos exaustos. Nos empenhamos, por exemplo, em sermos os melhores em nosso trabalho. Queremos agradar a todos. Investimos tempo, sonhos e até mesmo a nossa saúde em objetivos que nem sempre são os certos. Tudo isso acaba gerando uma grande ansiedade.

Diante de todas essas realidades, o mais apropriado é deixar-se levar. Essa ideia deve ser entendida a partir da perspectiva do flow, um termo introduzido pelo psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi em seu livro Fluir (Flow): Uma psicologia da Felicidade.

Seria uma questão de não forçar nada em nossa vida, de deixar de lado o que gera sofrimento, porque o ideal é buscar inspiração, ser receptivo ao ambiente, conectar-se com nós mesmos e investir energia em outro tipo de produtividade: a que nos gera bem-estar e satisfação.

Homem caminhando entre plantações

Aceitação, um pilar da lei do mínimo esforço para gerenciar o estresse

A segunda chave da lei do mínimo esforço para administrar o estresse é a aceitação. Uma maneira de aliviar pressões, preocupações, tensões e ansiedades é aceitar tudo que não podemos mudar. Em nosso dia a dia há realidades infinitas com as quais nos deparamos quase todos os momentos. Fatos, dinâmicas e pessoas com as quais temos atritos e diferenças.

Assuma que nem tudo pode estar sob seu controle. Tome consciência de que neste mundo sempre haverá projetos que podem sair melhor, equilíbrios que podem ser mais estáveis. Se você der este passo, encontrará a calma. No entanto, lembre-se: aceitação não é rendição. É entender que existem realidades distantes da sua. O melhor, portanto, é aceitar esses fatos e continuar investindo em nós, convivendo com as dissonâncias que sempre ocorrerão entre nossos atos, valores, desejos e aspirações.

Você, e só você, é responsável pela sua vida

Ao aceitar as coisas como elas são, você descobrirá outro aspecto: que você, e só você, é responsável ​​pela sua vida. Uma vez que assumimos essa calma interior, onde entendemos que todos são livres para escolher seu caminho, se comportar e pensar como quiserem, descobriremos que também temos esse poder. No entanto, é um poder que carrega uma grande responsabilidade.

Você é o dono absoluto do tipo de vida que mais gosta. Você é livre para se desprender de tudo aquilo que não o define, que não lhe agrada e que lhe traz sofrimento. Mas você é responsável, por sua vez, por todas as escolhas que faz nesse processo que tem como finalidade garantir o seu bem-estar.

Não vale a pena reclamar, nem culpar os outros pelo que acontece com você. Você comanda o leme do seu destino. Pense nisso. Tente aplicar no dia a dia, e de forma correta, a lei do mínimo esforço para gerenciar o estresse.

  • Chopra, Deepak (1994) Las siete leyes espirituales del éxito. Edaf
  • Csikszentmihalyi, Mihaly (2011) Fluir (Flow): Una psicología de la felicidad. Kairós