Sua maneira de pensar define seus sentimentos

Sua maneira de pensar define seus sentimentos

24, julho 2016 em Psicologia 2092 Compartilhados
Sua maneira de pensar define seus sentimentos

Somos seres pensantes e sencientes. Nossa maneira de pensar determina nossos sentimentos, e dependendo do que nos provoca, a tomamos como prova de verdade daquilo que pensamos. Isso é uma capacidade incrível, mas também pode nos prejudicar.

“Dependendo de como falarmos com nós mesmos, viveremos de uma maneira ou de outra, e o mundo que perceberemos será um ou outro.”
-Óscar González-

O que veio antes: o pensamento, a emoção ou o sentimento?

Para responder a esta pergunta, primeiro devemos definir de forma breve três conceitos:

  • Pensamento: capacidade que as pessoas têm de formar ideias e representações da realidade em sua mente.
  • Emoção: são expressões psicofisiológicas, biológicas e de estados mentais.
  • Sentimento: estado de ânimo ou disposição emocional em relação a uma coisa, um fato ou uma pessoa.

É tênue a linha que separa nossa capacidade de pensar e de sentir, e a emoção se encontra no meio do caminho entre eles.

Em nosso dia a dia e devido ao uso que fazemos da nossa linguagem, em muitas ocasiões utilizamos estes três conceitos como se fossem sinônimos, mas a verdade é que pensar, emocionar-se e sentir são coisas muito diferentes.

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Somos seres racionais. Isso não implica que as emoções e os sentimentos sejam alheios e não influenciem a nossa personalidade, nossa maneira de interpretar o mundo, a tomada de decisões e a forma como fixamos nossas ideias.

Nos preocupamos com nossas emoções e esta é uma capacidade humana que não devemos afastar de nossas vidas. A razão sem emoção nem sentimento não tem sentido.

Os sentimentos são mais duradouros que as emoções, mas as emoções são mais intensas que os sentimentos

Entender como esta relação funciona em nós é fundamental para fomentar nossa inteligência emocional, nossa maneira de nos relacionarmos com nós mesmos e com os demais e, finalmente, para melhorar a nossa saúde mental.

A emoção está associada à personalidade e à motivação das pessoas. As emoções são de menor duração do que os sentimentos, e são as que nos motivam a agir. São mais intensas do que os sentimentos, mas duram menos.

O sentimento vem do verbo “sentir” e faz referência a um estado de ânimo afetivo, geralmente de longa duração, que se apresenta no sujeito como um produto das emoções. Os sentimentos são o resultado das emoções.

Vejamos um exemplo:

Estou praticando ioga. É uma atividade da qual eu gosto e que me faz sentir bem. Já estou praticando há algum tempo e foi um processo de aprendizagem no qual tive dias piores e dias melhores.

A verdade é que, de forma objetiva, meu desempenho na atividade foi melhorando a um bom ritmo, e sou capaz de fazer posturas que, inicialmente, me pareciam impossíveis.

Ontem fui novamente a uma aula e foi um dos dias em que minha atividade foi de baixo rendimento. Não consegui fazer posturas que dias atrás conseguia realizar sem problemas.

Meu pensamento disse: “sou um desastre, isso não é para mim.”

Minha emoção me transmitiu: “estou com raiva de mim mesmo.”

Meu sentimento posterior ao longo do resto do dia foi: “me sinto triste e desanimado.”

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A quem devo ouvir?

O exemplo anterior, dependendo de como o analisarmos, determinará a ideia que tenho sobre mim mesmo, a motivação para seguir indo às aulas e a minha atitude na aula seguinte.

Se penso que sou um desastre, por acaso significa que sou assim somente porque não consegui realizar um exercício? Significa que sou um desastre por um único mau movimento? Por acaso o aprendizado não ocorre através da tentativa e do erro?

Se minha emoção é de raiva, significa que se me irrito comigo mesmo o que penso está certo? Por acaso esta emoção diz algo realmente verdadeiro sobre mim? Sentir uma emoção confirma o que pensamos?

Se, afinal, me sinto triste: significa que isso realmente foi importante para mim? Por acaso tudo o que sentimos é certo? Este é o sentimento fruto do que eu penso?

Aqui está a chave de tudo:

Nem tudo o que pensamos é certo. As emoções, em muitas ocasiões, não confirmam o que pensamos. Não é por que sentimos algo que significa que seja verdade.
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O que podemos fazer para melhorar?

Quando você se pegar dizendo “se me sinto assim, então com certeza…”, descubra o pensamento automático que acompanha a emoção que você sente e pergunte-se: o que pensei para começar a me sentir assim? Tenho provas para crer que isso será assim para sempre?

Trata-se de questionar a nós mesmos e refletir para que de vez em quando não acreditemos nas histórias que contamos a nós mesmos.

A maneira como vemos o problema é o verdadeiro problema.
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