Meditação e outras técnicas para ajudá-lo a ser mais feliz

Meditação e outras técnicas para ajudá-lo a ser mais feliz

Fevereiro 10, 2017 em Psicologia 0 Compartilhados
A meditação e outras técnicas para ajudá-lo a ser mais feliz

Se você já passou ou está passando por um momento de crise, eu o convido a ler este artigo onde falaremos sobre diferentes técnicas que podem melhorar a sua qualidade de vida. Essas técnicas podem complementar o tratamento farmacológico que o médico lhe prescreveu ou, se não estiver doente, darão um novo impulso a sua vida. Citaremos aqui algumas terapias como a meditação, reiki, musicoterapia

Faremos um breve relato sobre essas terapias e o impacto que causam ou não no nosso bem-estar físico e psicológico. Seguindo essa linha, definiremos de forma resumida o que entendemos por bem-estar e como ele difere do conceito de saúde.

O que são terapias não medicamentosas

A abordagem tradicional das doenças se faz através de medicamentos, ou seja, nos momentos de crise, mal-estar ou doença, resolvemos tudo tomando alguns comprimidos. Felizmente, essa maneira de pensar evoluiu muito nos últimos anos: em muitos casos, o tratamento com medicamentos é necessário, mas não é o suficiente. É necessária a utilização de outras técnicas para melhorar a qualidade de vida do paciente. A meditação é uma prática cada vez mais utilizada para complementar o tratamento farmacológico.

“O melhor médico é aquele que conhece a inutilidade da maior parte dos medicamentos”.
– Benjamin Franklin –

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Dessa forma, é interessante considerar até que ponto estas técnicas não farmacológicas têm potencial para afetar a qualidade de vida e a saúde do paciente através do impacto que produzem no seu sistema imunológico. E, em caso afirmativo, a sua possível aplicação nos centros de saúde e a inclusão dentro dos programas terapêuticos existentes.

“A saúde não é tudo, mas sem ela, todo o restante é nada”.
-A. Shopenhauer – 

Embora as investigações a respeito dessas técnicas seja algo recente e até mesmo perturbador, em 1977 Engel propôs a necessidade de um modelo médico biopsicossocial. Ele afirmava que todos os fenômenos importantes relacionados com a saúde possuem aspectos biológicos, psicológicos e de caráter social.

“O conceito de terapias não medicamentosas tem sido usado há décadas para se referir a intervenções na saúde sem a utilização de medicamentos que pretendem melhorar a qualidade de vida das pessoas saudáveis ou doentes”.
-CRE Alzheimer –

O que é bem-estar?

Podemos dizer que bem-estar é um conjunto de atitudes e comportamentos que melhoram a qualidade de vida e ajudam a alcançar a saúde do corpo e da mente (Donatele, Snow &Wilcox, 1999). É um processo ativo utilizado para melhorar o nosso estilo de vida em todas as suas áreas.

“A saúde é um estado completo de bem-estar físico, mental, social e, não somente a ausência da doença”.
– OMS, 1948 –

As terapias que não utilizam medicamentos ajudam as pessoas a promoveram a sua própria saúde através de hábitos saudáveis que resultam de uma adaptação e integração adequadas das dimensões física, espiritual e emocional. Dessa forma, você pode experimentar um grande bem-estar, estando doente ou não.

Não há remédio que cure o que a felicidade não cura”.
– Gabriel Garcia Márquez –

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Estas descobertas são de grande importância tanto para os médicos quanto para os pacientes: são novos caminhos que oferecem a possibilidade da utilização do tratamento psicológico para a prevenção de doenças.

“É mais importante saber que tipo de pessoa tem uma determinada doença do que saber que tipo de doença uma pessoa tem”.
– Hipócrates –

Como o estresse nos afeta?

A nossa personalidade e as experiências emocionais têm muita influência sobre a nossa saúde e são uma forma importante de associar a doença ao estresse psicológico. O estresse psicológico afeta o nosso sistema imunológico acarretando uma série de doenças.

“Um bom médico trata a doença; um grande médico trata o paciente que tem uma doença”.
– Willian Osler –

As dores, o estresse, o divórcio, são situações muito estressantes e podem gerar sentimentos negativos como a depressão, o medo e o desespero. Essas situações ativam o nosso sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso autônomo (SNA), alterando o funcionamento do sistema imunológico e diminuindo as defesas do corpo.

Atualmente existem várias técnicas para gerenciar os efeitos do estresse. Alguns estudos demonstram que a associação do tratamento convencional com a aplicação de terapias alternativas como a musicoterapia, a meditação, o reiki, a ioga, a visualização, a atividade física e a psicoterapia, minimizam os efeitos causados pelo estresse e aumentam o bem-estar.

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Conecte-se com o seu interior através da meditação

Você medita? Duvida da sua eficácia? Gostaria de conhecer os estudos realizados com as terapias alternativas? Vamos responder a algumas questões, mas existem muitas técnicas que podem ser utilizadas com bons resultados, como por exemplo o reiki, a musicoterapia, a acupuntura e a risoterapia.

“O riso é o único remédio sem efeitos colaterais”.
– Shanonn L. Alder –

Atualmente, existe uma grande influência das práticas orientais como a meditação e a ioga em nossa sociedade. Yadav e seus colaboradores realizaram um estudo com 86 pacientes com doenças crônicas, e no tratamento de todos os participantes foram incluídos exercícios de ioga, discussões em grupo e informações sobre o gerenciamento do estresse. Os estudos mostraram uma queda nos níveis de cortisol, o aumento das beta-endorfinas, a redução dos níveis de interleucinas e da necrose tumoral após 10 dias de tratamento.

De acordo com vários estudos realizados, podemos sintetizar as seguintes afirmações:

– As terapias não farmacológicas mostram um aumento da imunoglobulina que afeta o bem-estar do paciente, seja como uma terapia de base ou como terapia complementar ao tratamento medicamentoso.

– Também foi comprovado que as terapias reduzem o estresse através da diminuição dos níveis de cortisol.

-No entanto, existem limitações por ser um campo que ainda requer muitas pesquisas; é preciso levar em conta as diferenças individuais e os tipos de doença. Não temos documentação de referência suficiente quando realizamos novos estudos.

Por isso, em vários estudos podemos ficar confusos. Seria um efeito placebo gerado pelas expectativas positivas do terapeuta e da esperança de cura do próprio paciente?

Felizmente, atualmente existem muitos estudos sobre as terapias alternativas e cada vez mais as pessoas conseguem se beneficiar com a sua prática.

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