Não ame com os olhos vendados por ilusões - A Mente é Maravilhosa

Não ame com os olhos vendados por ilusões

setembro 27, 2016 em Emoções 0 Compartilhados
Não ame com os olhos vendados por ilusões

Quando se trata de falar de emoções, o mais sensato é não tentar explicá-las, porque já sabemos que não podemos controlá-las em toda a sua essência. A única coisa que podemos fazer é senti-las, compreendê-las e moldá-las para que aquelas que podem nos causar danos não nos machuquem. Não queira explicar o que nasce dentro de você, simplesmente tente compreender para não ficar perdido em ilusões.

Nesse sentido, você conhece melhor do que ninguém aquela sensação de tudo ou nada: ou amamos ou não amamos, não pode haver meio termo. Ou seja, qualquer tipo de amor exige sua entrega completa para a outra pessoa, mas o que às vezes esquecemos é que a entrega deve ser também para nós mesmos: não se esqueça de amar a si mesmo enquanto ama outra pessoa.

“E se o coração se cansa de amar, para que serve?”
-Mario Benedetti-

casal com olhos vendados

Quando você se esquece de si mesmo, o que acontece é que você começa a amar a outra pessoa de maneira tóxica e, em muitos casos, isso faz com que você ame com os olhos vendados por ilusões. Então, o que acontece é que você não vê a realidade, mas sim o que imagina que pode ser real.

Nada justifica esse amor repleto de ilusões

Se você se encontra em uma situação como a que descrevemos anteriormente com um familiar, um amigo, um companheiro, e segue mantendo-a, é porque provavelmente sente que a realidade é muito dura. É provável que você tenha preferido – inclusive de forma inconsciente – viver algo que não é real de maneira paralela, abraçando as ilusões.

Entretanto, estas condições não são saudáveis. Lembre-se de que você não é covarde por ter medo, mas tem que ser valente e dar nome a seus monstros: nada justifica esse amor se ele não traz felicidade.

Da mesma maneira, é importante que você saiba que não é bom deixar que se acabem seus espaços e sua independência, porque isso só provoca mentiras e mais mentiras, desconfianças, decepções, e muitas atitudes desnecessárias que você e a outra pessoa não merecem.

Você pode ser você mesmo diante de um amor verdadeiro

Suas emoções dizem como você é em um determinado momento, mas elas precisam estar de acordo com quem você é realmente. De fato, você não quer ser uma pessoa triste que não está bem, não quer ser uma pessoa alegre “de fachada”, não quer ser feliz de mentira, quer ser feliz de verdade.

“Quando não nos abrimos, você a mim e eu a ti, quando mergulhamos, você em mim e eu em ti, quando nos esquecemos, você em mim e eu em ti. Só assim eu sou eu e você é você.”
-Anônimo-
casal se beijando atrás de um buque de flores

Por isso, as relações que você mantêm em sua vida e que são importantes para você devem permitir que você seja quem é de verdade. Nessas relações a reciprocidade é importante: da mesma maneira que você ama por completo, deve ser amado por completo, sempre atento ao limite para não agredir o espaço e a felicidade do outro.

Lembre-se de que para amar de verdade primeiro é preciso ser fiel consigo mesmo e amar a si mesmo sem ilusões.

Tipos de amor que são uma miragem

Há alguns tipos de amor que são como uma miragem, são irreais e não nos permitem sermos nós mesmos. Pelo contrário, esses tipos de amor não nos ajudam a crescer e nos limitam. A seguir, apontamos quais são eles:

  • Amor que busca preencher vazios pessoais: Ninguém tem o dever de “completá-lo”, nem vice-versa. Ou seja, você deve preencher a sua vida, aprender a ser feliz de forma independente, para que assim os relacionamentos sejam reais. O amor não se procura, ele chega na hora certa.
  • Relação de dois: o amor, de qualquer tipo, sempre envolve todos que estão implicados no relacionamento. No momento em que uma das partes falha, a relação está falhando também. Não ame pela metade nem em alguns momentos, seja fiel aos seus sentimentos.

“E uma coisa posso jurar: eu, que me apaixonei por suas asas, jamais vou querer cortá-las.”
-Carlos Miguel Cortés-

casal passeando em praia com flores gigantes

  • Codependência: está claro que os espaços e a independência são absolutamente necessários em qualquer tipo de relação. A codependência só produz relações tóxicas que não levam a nenhum lugar positivo. Não pense que sem seu parceiro você não é ninguém.
  • Idílico: amor baseado em idealizações, tampouco é um amor real. Você precisa amar todas as suas virtudes, mas também todos os seus defeitos. É importante que você aprenda a ser feliz com eles, sem muito esforço.
  • Cada história é diferente: um amor que se compara com outros para se justificar é um amor fundamentado em miragens e erros do passado.
  • Comunicação passivo-agressiva: é o amor que não tem comunicação ou que até tem, mas é agressiva. Isso não é um amor real. É preciso compartilhar, entender e querer entender, escutar e apoiar, ainda que não esteja de total acordo.
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