Vamos imaginar que não temos data de validade

· fevereiro 22, 2018

Vamos imaginar que não temos data de validade, que tudo que acontece agora pode acabar ou não. Vamos imaginar que vamos apreciar tudo o que temos sem pensar no que virá depois. Feche os olhos, concentre-se e conecte-se com a sua criança interior. Começamos?

Imagine que não há fim, estamos imersos no infinito e, portanto, podemos olhar o mais distante horizonte. Sem limites temporais, nossos medos se dissipam e é mais fácil atirar-nos naquilo que um dia sonhávamos. Ver somente a luz de todo o bem que está por vir.

Vamos imaginar também que somos capazes de dar o nosso melhor, mas não por medo de que acabe, mas porque realmente queremos e gostamos. No trabalho, no nosso tempo livre, com a nossa família, amigos, e quando os dois estão a sós. Vamos amar como se não houvesse amanhã, cantar como se a canção fosse eterna e dançar como se não houvesse final e nem fôssemos envelhecer.

Vamos imaginar que o prazo não está escrito, não há nenhuma data de expiração. Deixe a criança criar e o adulto fazer, ambos como parte da mesma pessoa. Imaginemos sem limites, sem restrições, sem pensar no final, somente no que está acontecendo. Joguemos sem marcar o fim.

Imaginar que não temos data de validade

O prazo de validade marca a si mesmo

Não podemos começar algo com medo do fim, e mesmo que saibamos quando acabará, deveríamos arriscar. O importante não é o que acontecerá, mas como. No entanto, na maioria das vezes nos esquecemos disso. Vamos arriscar como se não houvesse data limite, porque  o “como” da história pode mudar o “que” do que acontece no final.

A vida dá mil voltas e a cada dia acontecem coisas maravilhosas que mudam todos os planos que tínhamos. Não podemos deixar de tentar algo porque achamos que sabemos o que vai acontecer. Deixemo-nos invadir pela incerteza e arriscar como se não soubéssemos como vai terminar, como se a magia pudesse fazer com que o caminho desenhe novas trilhas.

Às vezes o prazo de validade se define sozinho, mas não podemos esquecer que cada decisão, não importa se é grande ou pequena, determina um novo rumo. Vamos desenhar novos começos e deixar que as coisas aconteçam, vamos deixar-nos levar para aproveitar cada momento e assim dar o melhor de nós mesmos. Porque o presente é a única coisa que temos em nossas mãos.

Casal passeando na natureza

A data de validade é coisa de produtos, não da vida

Expiramos quando morremos por dentro, não quando deixamos de respirar. Nós mesmos marcamos nossa data limite quando vivemos cada dia igual ao dia anterior, quando antecipamos tudo o que vai acontecer e nada nos surpreende. Expiramos quando não aproveitamos as lindas nuances do dia a dia.

A mágica do jogo é essa; sabemos como começa e as regras que temos, mas não podemos imaginar como acabará, porque tudo acontece em seu próprio tempo. Você pode recordar, perder, ganhar, mas desistir não é uma das melhores opções.

Portanto, desafiamos você a imaginar e a começar algo que não sabe como terminará, e se em algum momento souber, que não seja influenciado por isso. Queremos desafiá-lo a desenhar algo novo todos os dias, algo que não conheça e que o impressione. Desafiamos você a deixar fluir, a mudar de planos e começar cada dia sem saber como ele irá acabar.

Imaginemos que não temos data de validade, que podemos desejar como se todos os dias fossem melhores que o anterior, aproveitar como se fosse a primeira vez, dar sempre o nosso melhor…