Nenhum nó pode ficar amarrado para sempre - A Mente é Maravilhosa

Nenhum nó pode ficar amarrado para sempre

outubro 26, 2016 em Psicologia 1 Compartilhados
Nenhum nó pode ficar amarrado para sempre

O abatimento mental e físico que um problema ou um acúmulo de problemas nos causa também pode nos introduzir em uma nuvem de confusão que nos faz pensar que esse momento nunca passará e que nunca sairemos desta situação. No entanto, não há mal nenhum que dure 100 anos: o nó acaba por, finalmente, se desfazer.

A verdade é que tudo acaba ficando pesado e, salvo problemas que vão além do nosso alcance, a grande maioria das questões que nos preocupam e nos provocam ansiedade e mal-estar acabam encontrando sua solução: lembre-se de que se os problemas se multiplicam, as soluções também podem se multiplicar.

Um nó que fica preso na garganta

Sentimos uma pressão no peito de tal forma que parece que alguém está nos apertando continuamente e o estômago está se encolhendo. Junto a isso, os músculos do esôfago se contraem, a garganta fica bloqueada e nossa boca fica seca. O que acontece é que os problemas nos levam a episódios de ansiedade caracterizados por sintomas atordoantes.

“Se ao escalar uma montanha na direção de uma estrela o viajante se deixar absorver demais pelos problemas da escalada, ele está se arriscando a esquecer qual é a estrela que o guia”.
-Antoine de Saint-Exupery-

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Em situações de alto nível de estresse emocional, o corpo reage se colocando em estado de alerta: uma sensação de incômodo angustiante que precisa ser resolvida. Nos encontramos dentro da nuvem de confusão da qual falamos acima, e não conseguimos ver uma forma de sair dela.

A verdade é que nem todos nós sentimos igualmente as dificuldades que enfrentamos, mas todos nós temos pedras no caminho e preocupações que gostaríamos de evitar. Há pessoas que conseguem ultrapassar os obstáculos de forma eficaz e outras que veem o nó de seus problemas maior do que elas mesmas: se você é como esse tipo de pessoa, convido-lhe a continuar lendo.

Existe um processo para desfazer o nó

Cada nó tem uma imensidão diferente, e o que por fora pode parecer fácil, por dentro pode ser um abismo: todos nós passamos pelas mesmas situações, mas nem todos lidamos com elas da mesma forma. Em todo caso, ter um problema vai sempre nos fazer enfrentar um processo que vai nos ajudar a superar.

Enfrentar o nó que nos impede de seguir adiante exige quatro fases importantes: definir exatamente o que está acontecendo conosco, saber claramente que precisaremos de foco para encontrar uma solução, avaliar quais opções temos e nos esforçar para aplicar a decisão para que possamos aprender com ela.

 “Enfrentar, sempre enfrentar, é o modo de resolver o problema.

Enfrentá-lo!”

-Joseph Conrad-

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Toda alteração exige calma e serenidade, e se não temos isso, é imprescindível que comecemos a procurá-las: só assim veremos com clareza quais opções temos e qual é a que mais pode nos beneficiar para que possamos sair de onde estamos. O grosso do processo é, portanto, a fase da análise das vantagens e desvantagens de cada possível solução.

Quando desfazemos o nó

Qualquer nó pode ser desfeito e isso acontecerá no momento em que conseguirmos fazer com que o  corpo relaxe: derrotar o problema supõe entender como ele nos afeta, como vimos anteriormente, para então conseguirmos aplicar a solução e aprender com o que vivemos.

Todo momento ruim tem seu aprendizado e toda dor é necessária para encontrar um equilíbrio emocional: ainda que os problemas nos façam pensar que estar mal em nosso estado de humor não leva a nada, na verdade nos ajudará a termos consciência de que somos mais fortes do que pensamos.

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Além disso, o mais importante dessa questão não é apenas o aprendizado, mas sim olhar o nó de longe e percebermos que fomos capazes de desfazê-lo: quando os problemas passam e encontramos soluções para eles, passamos a vê-los de forma mais fácil, diferentes e distantes.

“A maioria dos meus problemas pareciam ser complicados, 

– continuou confessando o Tio –

mas uma vez encontradas as soluções, eles pareciam ser bastante simples.”

-Spencer Johnson-

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