Que ninguém lhe diga como ou para onde voar!

Que ninguém lhe diga como ou para onde voar!

setembro 4, 2015 em Emoções 0 Compartilhados
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Em 1970, Richard Bach publicou um dos melhores romances da história, e que fez pensar várias gerações: “Fernão Capelo Gaivota

É um conto épico de uma gaivota em sua aprendizagem de vida e de voo; um conto sobre o caminho pessoal de superação de uma gaivota que não se conformava apenas em ficar no ar a procurar comida, mas almejava mais.

“Somos livres para irmos onde quisermos e sermos quem somos; a única lei verdadeira é aquela que conduz à liberdade, não há nenhuma outra”, disse Fernão Capelo Gaivota.

Fernão Capelo Gaivota era diferente das outras gaivotas; ele tinha um sonho, um simples sonho, mas para as gaivotas, o sonho dele não era um sonho normal. Ele queria voar, mas não como uma gaivota normal, ele queria voar de maneira especial, com acrobacias e mais acrobacias, altas, à noite, fazer piruetas…

Então, ele teve que quebrar as limitações estabelecidas pelo seu grupo, porque Fernão queria, simplesmente, voar. Ele adorava voar e voar sem conformidade com o que faziam os outros, ele queria alcançar a perfeição.

Os sonhos são parte da natureza humana, pois através deles podemos melhorar, superar os nossos limites e nos livrar do espírito de escravidão que nos foi imposto por uma vida “normal”. Através dos sonhos somos livres, podemos chegar ao céu, tocarmos a beleza e despirmos a alma.

Os sonhos são o motor da existência humana

Nem todos são iguais; existem sonhos quase inatingíveis, e outros simplesmente nos tocam sensivelmente para abrirmos os nossos olhos para uma nova vida. Todos são igualmente válidos, embora alguns possam ser mais difíceis de alcançar do que outros. É normal e humano falarmos sobre eles com os outros, querer saber opiniões e debater pontos de vista. 

No entanto, há momentos em que os conselhos, opiniões e discursos dos outros se tornam uma prisão da qual é muito difícil escapar. Quando os conselhos se tornam quase ordens?

Desde tempos antigos existe um debate sem fim entre aqueles que afirmam que tudo é predeterminado, desde antes do nascimento, e dos que afirmam que escrevemos o nosso futuro e marcamos a nossa vida passo a passo. É um debate sem fim, e será impossível saber, pelo menos neste mundo, como isto funciona realmente.

Apesar deste debate não estar resolvido, é possível controlar o que está em nossas mãos, conduzir os nossos passos e colocar a nossa vida em direção ao destino que tanto queremos.

Sonhar não custa nada, e se transformarmos estes sonhos em metas, sem impor restrições que limitam o nosso desenvolvimento como pessoas, eles podem nos ajudar a alcançar o que chamamos de felicidade“.

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Tão importante quanto a meta é o caminho para alcançá-la

Divirta-se admirando a paisagem até chegar ao seu destino final; veja crescer uma semente que se transformará em uma linda fruta, aproveite o sabor de uma boa refeição, e também de cada degrau superado para alcançar a sua meta.

Aproveitar cada momento, de cada etapa, é essencial. Porque se não aprendermos a apreciar as pequenas coisas, observando-as em sua beleza e no seu tempo, que sentido terá desfrutar de um final longínquo?

Aproveitar estes momentos ajudará a evitar a frustração de não atingir os objetivos quase impossíveis, uma vez que podemos dizer: “Eu lutei”. Alguém sonhou uma vez chegar à lua e quase todos disseram que era impossível, que isto nunca aconteceria, que esta pessoa deveria se dedicar a coisas “normais”, colocar os pés no chão e parar de sonhar.

Muitos tiveram esse sonho. Esses sonhadores sempre tiveram por perto voluntários para cortarem as suas asas. “Não pense nisso”, “Oriente sua vida para algo real”, “Você já é adulto”, “Trabalhe e não sonhe”, “Deixe seu mundo de conto de fadas” e uma série de outras coisas… parece familiar?

Graças à persistência, o sonho foi se transformando em algo real até que um dia, em 1969, Neil Armstrong, diretamente da lua disse: “É um pequeno passo para um homem, mas um salto enorme para a humanidade”

A vida vai nos dando valores, objetivos. Cumpriremos alguns e outros não. Permita-se inspirar, preencher as lacunas dos seus sonhos, daquilo que o faz pensar, meditar, mas não deixe os sonhos ou a realidade dos outros entupir, limitar, apagar e cancelar os seus.

E Fernão Capelo Gaivota nos ensinou que a única limitação que podemos ter é a de não tentar realizarmos os nossos sonhos. E cuidado com os seus medos, pois eles adoram roubar sonhos.

Voa gaivota, voa, voa em direção aos seus sonhos.

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