Por que nos apaixonamos por uma e não por outra pessoa?

· junho 10, 2015

As pessoas são um fascinante conglomerado de atitudes, crenças, desejos e aspirações. Compreender por que nos apaixonamos por um homem ou uma mulher e não por outros é um desafio que chamou a atenção dos psicólogos durante muito tempo. As emoções se arraigam em nosso cérebro de uma maneira difícil de compreender, mas são elas que entram de um modo implícito e quase mágico em nós mesmos, em nossa personalidade e em nossos desejos.

A atração se baseia, às vezes, em necessidades das quais não somos conscientes; em aspirações e desejos que, de cara, parecem definidos em um tipo de pessoa e não em outra.

Vamos ver mais detalhadamente…

O cérebro apaixonado

Ao questionarmos esses processos que acontecem em nosso cérebro quando estamos apaixonados, a magia perde um pouco do seu encanto para se deslocar para um mundo mais frio, onde nos vemos determinados pela química, por uma mistura maravilhosa de neurotransmissores capazes de nos causar a sensação tão conhecida de “estar nas nuvens”. A endorfina, encefalina e feniletilanina são as responsáveis pela nossa euforia e felicidade; são elas que nos dão uma injeção de emoções positivas. No entanto, o que ativa esses processos, que faz com que nosso cérebro se fixe em um tipo de pessoa e não em outra?

Por que nos apaixonamos

1ª Teoria: Nos Apaixonamos por Semelhança familiar

Às vezes, somos atraídos por pessoas com quem nos sentimos bem porque nos lembram, em algum aspecto, nossos progenitores. Isso nos traz segurança e confiança. Sentimos atração porque nos são familiares, e estar com essas pessoas nos dá uma sensação de afinidade agradável.

2ª Teoria: Nos Apaixonamos por Correspondência

Outra teoria é a de correspondência, segundo os cientistas. Na hora de nos apaixonarmos, pesa muito o fato de compartilhar experiências similares e ter passado pelas mesmas coisas, ter gostos e valores semelhantes. É um bom modo de escolher um companheiro(a) para a nossa vida em todos esses aspectos, que torna nossa existência mais fácil e apaixonante. É outro tipo de afinidade muito enriquecedora.

3ª Teoria: Nos Apaixonamos por Admiração

Às vezes, a admiração por alguém se traduz em amor. É essa pessoa que nos serve de espelho e nos mostra virtudes, aspirações ou dimensões que sempre desejamos para nós mas que, por algum motivo, não conseguimos. É aqui, por exemplo, que aparecem as atrações pelas pessoas que são muito diferentes de nós: às vezes somos atraídos por pessoas seguras de si, extrovertidas e empreendedoras, enquanto nós somos mais inseguros e um pouco tímidos. Os opostos se atraem porque, no fundo, se complementam e preenchem as necessidades de cada um.

4ª Teoria: Nos Apaixonamos por Questão de química e glândulas

Muitos estudos assumem a importância dos chamados feromônios. São substâncias secretadas por algumas glândulas presentes nos lábios, nas axilas e no pescoço, graças a um órgão chamado vomeronasal, independente do sentido do olfato. É um odor que cria sensações, algo único em cada pessoa e que, de alguma forma, também nos determina.

Essas são as teorias mais habituais que são estabelecidas na hora de falar da paixão e de explicar por que nos apaixonamos por um determinado tipo de pessoa e não por outro. Se são as pessoas certas ou não, isso o tempo nos dirá e nós mesmos vamos perceber, quando essa fase cega da paixão perder a sua intensidade, suas nuvens… fazendo com que enxerguemos a realidade.