Novos hábitos: tudo é muito difícil antes de se tornar muito fácil

Tudo é muito difícil antes de se tornar muito fácil

Abril 20, 2018 em Psicologia 0 Compartilhados
Novos hábitos: tudo é muito difícil antes de se tornar muito fácil

Todos nós já desejamos incorporar novos hábitos em nossas vidas, mas acreditamos que “isso é muito difícil”! Tantas vezes acabamos deixando de lado o novo para continuarmos com o “velho”. Em vez de continuarmos tentando, jogamos a toalha com uma facilidade espantosa. Nós não percebemos que tudo é muito difícil antes de se tornar muito fácil.

Aprender algo novo e incorporar novos hábitos no dia a dia é muito positivo. No entanto, apesar de estarmos cientes disso, é difícil sair da rotina e introduzir algumas mudanças. É difícil deixar a zona de conforto, aquela que construímos ao longo dos anos. Mas, se olharmos para trás, perceberemos que nada foi fácil para nós desde o começo. Tudo, absolutamente tudo, exigiu esforço e dificuldade para começar.

O processo de aprendizagem

Se olharmos para os nossos primeiros anos de vida, perceberemos que aprendemos a andar, a falar, a somar e a subtrair, a escrever… Podemos nos imaginar jogando a toalha nesses momentos? Foi muito difícil aprendermos tudo isso: caímos, cometemos erros, tivemos dificuldades para internalizar o conhecimento… No entanto, agora tudo isso é fácil.

“Difícil é uma palavra à qual muitas vezes nos apegamos para não tentarmos o possível”.
– Anônimo –

Mulher com borboletas

No início, muitos desafios parecem complicados porque temos que passar por um processo de aprendizado. Um processo que requer força de vontade, motivação, desejo e as metas que queremos alcançar. Vamos pensar na época em que tiramos a nossa carteira de habilitação. Como foi difícil no início, aprender tantas coisas ao mesmo tempo! No entanto, agora fazemos quase tudo sem pensar, automaticamente.

Mesmo errando, precisamos continuar tentando. Não devemos abandonar um projeto pela metade. Com o passar do tempo, parece que resistimos aos processos de aprendizagem. Buscamos o fácil, o que não dá trabalho e o que não traz uma mudança radical para a nossa vida, embora saibamos que isso nos beneficiaria.

Não percebemos que a dificuldade é normal devido à novidade, a falta de conhecimentos e de experiência. No entanto, continuamos dizendo “não posso fazer isso”, “isso é demais para mim”, “é muito difícil”, “não vou conseguir”. Se aprendemos a falar, escrever, dirigir… Por que não seremos capazes de fazer isso? Qual é a diferença?

Árvore com formato de corpo

Todos os novos hábitos são difíceis se dissermos “não consigo”

A diferença está nas desculpas que nos colocamos para não introduzirmos nas nossas vidas o que nos tiraria dessa maneira automática em que às vezes vivemos. Uma forma automática que nos faz experimentar dias “sem graça”, sem novidades, com a certeza do que estamos fazendo porque é sempre a mesma coisa, sem muitos desafios…

No entanto, às vezes somos obrigados a passar por um processo de aprendizagem. Seja para obter a carteira de motorista, fazer um curso que nos obrigam no trabalho ou um mestrado para nos especializarmos em um determinado assunto que nos abrirá mais portas. Nesses casos, apesar da dificuldade, conseguimos perseverar e atingir esse objetivo. Por quê? Porque conseguimos ultrapassar aquele ponto em que deixamos a dificuldade de lado e assumimos o controle do desafio que enfrentamos.

Se abandonarmos o processo de aprendizagem, o difícil nunca se tornará fácil.
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Tudo fica muito difícil se dissermos “não posso” ou “não vou conseguir”. Dessa forma, nós nos autossabotamos, talvez como uma desculpa para não conseguirmos o que nos faria tão bem. Isso acontece quando, por exemplo, tentamos deixar um mau hábito (parar de fumar) ou quando tentamos introduzir algo que mudaria a nossa rotina (meditar todos os dias).

Dizemos a nós mesmos que não podemos fazer isso quando na verdade não é bem assim. Teríamos que assumir que “não é que eu não posso, é que na realidade eu não quero”. Porque na nossa zona de conforto estamos muito confortáveis, sem grandes preocupações, sem grandes esforços. Começar a meditar, ir à academia todos os dias, tentar parar de fumar, se matricular em um curso de redação… Tudo isso implicaria um esforço e uma modificação da rotina diária.

Os labirintos da mente

Sem que percebamos, desistimos de muitos desafios que nos trariam crescimento pessoal e melhoras na nossa própria saúde. Agimos como se não nos déssemos importância, como se nos deixássemos em segundo plano, dando desculpas para não fazermos o que seria tão bom para nós mesmos. Introduzir novos hábitos é algo que “dá trabalho”. No entanto, os benefícios que eles trazem são enormes. Apesar de tudo parecer muito difícil agora, é normal que se torne muito fácil com o passar do tempo.

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