Nunca se arrependa de ser uma boa pessoa - A Mente é Maravilhosa

Nunca se arrependa de ser uma boa pessoa

Março 22, 2017 em Psicologia 18974 Compartilhados
Nunca se arrependa de ser uma boa pessoa

Não se arrependa de ser uma boa pessoa. Quantas vezes já pensamos que não vale a pena ser uma? Algo sempre acontece contra você; os bons gestos não são sempre acompanhados de reconhecimento. E não é só o reconhecimento, muitas vezes você percebeu que os seus gestos não foram nem mesmo percebidos pelo outro.

Quando o nosso gesto de bondade não é percebido pelas pessoas, a frustração e a impotência machucam o nosso corpo e os nossos sentimentos. Especialmente quando essa situação se mantém ao longo do tempo e acontece com as pessoas que mais amamos. No entanto, as pessoas que gostam de cuidar e fazer o bem não devem perder esse instinto de “amor” e cuidado com outro somente porque não é percebido pelos demais.

“A bondade é o único investimento que nunca falha”.
 – Henry David Thoreau –

A “teoria do mundo justo” torna explícito um viés cognitivo que todos nós usamos de uma forma ou outra para processar a informação. Muitas vezes nós esperamos receber a mesma atenção que damos aos outros, como se fosse uma operação matemática exata. Nós alimentamos a esperança de que sempre teremos o que merecemos, mas isto nem sempre acontece. Que bom seria se este mundo fosse um ecossistema justo, com leis claras que nos dissessem com antecedência o que devemos esperar. No entanto, não é assim.

A dificuldade de ser uma boa pessoa em um mundo que não é justo

O mundo não é justo. O mundo nos surpreende com o seu equilíbrio de forças e a escala de prioridades dos seus habitantes. Alguns deles colocam o seu interesse pessoal acima da justiça, enquanto outros demonstram uma sensibilidade especial com os erros e grosseria das pessoas. Muitos deles punem (consciente ou inconscientemente) a bondade dos outros, e reverenciam comportamentos que nascem da maldade ou do ódio.

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Na verdade, muitas vezes acreditamos que as pessoas boas serão recompensadas ​​e as más serão punidas. Mas não existe essa tal lei na vida real. A vida nos surpreende com a sua casualidade e aleatoriedade. Esta ideia errônea gera muitas expectativas que não correspondem à realidade. É como se ficássemos imaginando o que vai nos acontecer.

“Ninguém pode fazer o bem em uma determinada área da sua vida e fazer o mal em outra. A vida é um todo indivisível”.
 – Mahatma Gandhi –

A vida não é justa neste aspecto: existem pessoas boas sofrendo e pessoas más vitoriosas. O mundo, às vezes, parece muito confuso. No entanto, isso não significa que a bondade seja algo sem sentido, que não deve ser valorizada ou reconhecida. É algo especialmente necessário para valorizar os relacionamentos.

A bondade sempre retorna

As boas pessoas trazem luz e brilho para os relacionamentos. Nunca se arrependa de ser bondoso porque as pessoas não percebem e não apreciam a sua bondade. Sempre existirão pessoas que vão apreciar os seus gestos. O mais importante, como você pode imaginar, não é o que os outros reconhecem que somos, mas que você se sinta confortável com o seu próprio modo de amar a vida e as pessoas.

Ser uma boa pessoa é recolher as flechas que lançamos ao mundo com o nosso delicado arco. As flechas lançadas sempre revertem em estados de paz e tranquilidade. Na medida em que o que fazemos é “de coração” e sem esperar o reconhecimento dos outros, conseguiremos nos sentir bem com a nossa bondade e não nos arrependeremos de nada. Acredite que ela tem o poder de nos reconfortar, inclusive na parte mais profunda do nosso ser.

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“Você verá que os sofrimentos dos homens são o resultado das suas escolhas; procuram o bem longe deles, quando na realidade ele está dentro do seu coração “
 – Pitágoras de Samos –

Quando ajo com o coração, estou sendo justo comigo mesmo e com o outro. No entanto, se queremos alguma coisa do outro, podemos pedir. Talvez você se reconheça neste exemplo: Há pessoas que, para obter amor e atenção dos seus parceiros, são muito detalhistas com eles. E quando os seus parceiros não devolvem o gesto, se irritam e culpam o outro por não retribuir.

Às vezes disfarçamos a manipulação com uma bondade sem limites

Muitas vezes a manipulação se disfarça de uma terna bondade e envolve mal-entendidos, discussões e um gasto de energia excessivo que poderia terminar com uma declaração honesta e simples das reais intenções.

Se eu quero que o outro seja detalhista, eu posso pedir. Mas terei que aceitar se ele agir de uma forma forçada e pouco natural. Você quer isso?

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Talvez seja melhor para a nossa saúde mental aceitar que o outro, provavelmente, não vai mostrar o seu apreço exatamente da forma ou no tempo que gostaríamos. Não devemos perder a autenticidade, ser uma pessoa boa implica não se importar por receber algo em troca ou não.

Se você é uma pessoa boa somente para conseguir algo em troca, seja honesto consigo mesmo e aja de uma forma mais genuína, sem recorrer a essas pequenas manipulações que acabam gerando muito sofrimento para si mesmo e para o outro. Além disso, você nunca deve se arrepender de ser uma boa pessoa. A bondade sempre retorna na forma de paz interior.

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