O inconsciente, um aliado muito rápido

O inconsciente, um aliado muito rápido

junho 4, 2015 em Psicologia 1 Compartilhados
Neurônios espelho

O inconsciente é um dos pilares fundamentais da teoria de Sigmund Freud. Foi adicionado ao nosso vocabulário se tornando um conceito cotidiano, talvez porque nos permite jogar a culpa no outro e serve como uma desculpa para alguns erros cometidos. Este inconsciente um pouco assustador que a teoria psicanalítica nos mostrava, possuidor de nossos impulsos mais vergonhosos, está dando lugar a uma ideia muito diferente através de estudos recentes, tanto da neurologia quanto da psicologia.

Cada um de nós é consciente de sua existência, embora apenas nos cheguem seus resultados. Por exemplo: imagine que queremos encontrar algo que perdemos e, por mais que o procuremos, não o encontramos; se formos capazes de relaxar e deixar o inconsciente trabalhar, como mágica virá à mente uma mensagem clara que nos diz onde está o que estávamos procurando. Essa informação é coisa do inconsciente.

Duas formas de trabalhar com a informação: o consciente e o inconsciente

Uma das maiores diferenças entre os dois é a velocidade. Digamos que precisaríamos de uns 4 anos da nossa vida se usássemos o consciente para fazer as comparações que o inconsciente é capaz de analisar em cerca de 10 minutos.

É um grande aliado na hora de tomar decisões, porque pode mobilizar grandes quantidades de informação que nos permite decidir com base em vários critérios. Também nos permite realizar tarefas complexas facilmente, como dirigir, ler, comunicar-nos… e ainda ajuda a controlar as nossas emoções e a distinguir as daqueles ao nosso redor.

Cada vez estamos mais certos de que a maioria das coisas que fazemos ao longo do dia é tarefa do inconsciente. Esta afirmação pode nos deixar um pouco tontos. O que acontece com a consciência, com a liberdade de escolha? Seria bom nos tranquilizarmos; tudo o que ficou armazenado no inconsciente passou antes pelo consciente e faz parte da nossa experiência e da nossa maneira de fazer e viver a vida.

São conhecimentos que foram introduzidos dentro deste formato porque assim são mais úteis. O que seria de nós se tivéssemos que pensar em todas as coisas que fazemos? Faça um teste, se quiser, com alguma tarefa elementar e verá como ficamos atrapalhados: tente subir uma escada pensando no que faz e como o faz.

O inconsciente é um bom aliado. O que nos dá medo é que não sabemos como ele elabora a informação. Só podemos receber seu trabalho depois de terminado, e é muito possível que este desejo de controle que nos domina seja o que nos ofusca diante da sua maneira de proceder.

Seria adequado não esquecer que o inconsciente se limita a nos dar a informação elaborada; depois, nós temos o direito de usá-la ou não. Se tivermos consciência de sua utilidade e nos dermos conta de que ele é um aliado extraordinário, começaremos a confiar em suas capacidades e a cooperação se tornará cada vez mais produtiva e sólida, facilitando assim o sucesso em nossos objetivos.

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