O que você quer? Uma pergunta dolorosa em momentos difíceis

· julho 1, 2018

Todos nós passamos por momentos difíceis em nossas vidas. Por exemplo, o fim de um relacionamento, uma demissão do trabalho ao qual estamos acostumados, sofrer um acidente inesperado que agora nos limita em muitos aspectos da vida… Tudo isso vai nos obrigar a fazer uma pergunta dolorosa que nos levará a repensar tudo que até agora dávamos como certo: O que você quer?

Não é fácil dar uma resposta rápida. Na verdade, essa pergunta pode nos surpreender e nos fazer sentir muito perdidos no momento de pensar numa resposta. Porque, afinal, quem se pergunta realmente o que quer? Muitas vezes nos deixamos levar, ligamos o piloto automático e não paramos para analisar se a maneira como estamos vivendo é a que realmente desejamos.

Não fazemos nada disso até que, um dia, acontece algo que nos obriga a fazer. É como se até aquele determinado momento estivéssemos em uma zona de conforto, da qual somos violentamente expulsos. Algumas pessoas agradecem por essa situação e começam a viver aproveitando a vida, o que antes não faziam.  Mas outras se mantêm durante muito tempo no mesmo lugar em que pararam. Não conseguem avançar nem retroceder, e aí se consomem.

Escada que termina em nuvem no céu

O que você quer? Uma pergunta dolorosa e determinante

Talvez estejamos nos perguntando o motivo pelo qual a dolorosa pergunta “O que você quer?” é tão difícil. O motivo está no fato de que ela é determinante. De alguma maneira, vai representar uma mudança e, como todos sabemos, muitas pessoas não são muito partidárias das mudanças.

Embora as mudanças não representem nada negativo, o que as provocou nos casos de que estamos falando são circunstâncias negativas. Portanto, nossa visão se recobre de uma negatividade absoluta na qual nada do que possa vir a acontecer será positivo.

Vamos pegar o exemplo de uma mulher que sofreu um acidente de trânsito e perdeu uma perna muito jovem. Seu nome é Paola Antonini. Atualmente ela é modelo, tem um canal no Youtube e inspira muitas pessoas que a seguem, tenham sofrido uma amputação ou não.

A história de superação de Paola Antonini

Se pesquisarmos um pouco mais sobre a história dessa jovem, vamos descobrir que depois de ficar quase uma hora esperando a ambulância após o acidente, estando plenamente consciente do que havia acontecido e sentido uma dor incomensurável, a única coisa que ela desejava era continuar viva.

A recuperação foi muito difícil. A prótese doía. Mas, pelo menos, ela podia andar! Paola se fez a pergunta dolorosa depois da operação: O que eu quero? Hoje em dia ela viaja muito, sempre está com um sorriso no rosto e compartilha palavras de encorajamento com os outros, mas também consigo mesma. Para ela, o acidente não foi uma desgraça, foi uma oportunidade de redirecionar sua vida e vivê-la de uma maneira muito mais intensa.

Um término, um acidente, um problema ou uma demissão podem ser avisos para valorizar a vida.

Dar o passo na direção da mudança dói

Tendo chegado a esse ponto, pode ser que “O que você que?” não seja uma pergunta realmente dolorosa. Talvez a parte dolorosa seja a mudança e seguir em frente quando algo tiver perturbado a nossa vida. No entanto, muitas mudanças são positivas e nos obrigam a deixar para trás padrões de comportamento que não nos beneficiavam.

O fato de terminar um relacionamento pode ser uma oportunidade para colocar um fim na dependência emocional que nunca quisemos enxergar. Se somos demitidos, talvez seja o momento de empreender, de realizar aquele projeto para o qual nunca “tínhamos tempo”. Cada um de nós deve descobrir aquilo que adiava e que deixava de lado, aquilo que na verdade nos aprisionava e, pela primeira vez, deixar o medo de lado e realizar o que no fundo gostaríamos de fazer.

Mulher sentada na grama com fumaça colorida

É verdade que no começo será difícil, mas a resposta para a pergunta “O que você quer?” pode estar bem clara dentro de nós. O problema é que nossos medos nos impedem de agir. Nos momentos difíceis é necessário parar, tomar um tempo para sentir a dor e tomar uma decisão que seja benéfica para nós. Não evitar a dor, não escapar dela; dar o passo e superar a situação fará com que a dor desapareça e se transforme em esperança, paz e tranquilidade.