Olhei nos olhos dos meus próprios monstros para superar o medo

Olhei nos olhos dos meus próprios monstros para superar o medo

Abril 23, 2018 em Psicologia 0 Compartilhados
Olhei nos olhos dos meus próprios monstros para superar o medo

Olhei nos olhos dos meus próprios monstros e descobri o medo. Aquele medo que paralisa, que vem lá de dentro e agarra com tanta força que fica difícil até mesmo respirar e procurar o ar. Aquele estado no qual ficamos e sentimos os pés pregados no chão, o que torna impossível andar e seguir outro caminho, mas também dói ficar e tentar superar o medo.

Lembre-se de que quando você se torna consciente daquilo que teme, este é o momento em que acontece a maior vulnerabilidade. Mas esse estágio é necessário porque dentro dessa vulnerabilidade podemos encontrar nossas forças para enfrentar o que sabemos a cor, a forma e o tamanho.

Por isso olhei para os meus próprios monstros nos olhos, para poder me armar com todas as minhas forças perante os meus medos. O objetivo era impedir que tudo o que eu havia colecionado até então – os fracassos, a solidão, a incerteza, a rejeição e todas as minhas falhas – não dominassem mais os meus passos. O objetivo era que tudo isso se transformasse nos pilares da construção de uma nova base segura para que eu pudesse enfrentar o medo e o mundo.

Nunca conheci ninguém que fosse completamente seguro de tudo que faz na vida. Mas conheci várias pessoas que fingem exatamente isso. Essas pessoas são as que eu mais tive inveja na vida, porque são as que mais alcançam seus objetivos no final da jornada.
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Olhar profundo

Olhei para os meus próprios monstros nos olhos e conheci a mim mesmo

Estamos acostumados a fugir e a nos fingirmos de fortes. Como se esconder a realidade atrás de um sorriso matasse todos os monstros que atormentam a nossa vida. Ao nos comportarmos dessa forma, tentando fugir daquilo que tememos ao invés de tentar enfrentar e superar o medo, estamos justamente alimentando todos os nossos problemas.

Esses medos, quando deixados na sombra, se tornam um nó na garganta que faz tremer a nossa voz, que faz brotar lágrimas que não podem ser mais guardadas. Ainda que às vezes não saibamos o motivo dos tremores involuntários, pequenos mas perceptíveis, de nossas mãos quando estamos lidando com as coisas que importam. Porque é na escuridão que nossos monstros se alimentam e crescem, e acabam num lugar de controle da nossa própria vida.

Sei que eu não sou perfeito e que não posso fazer tudo certo, mas ainda assim dia após dia exijo a perfeição de mim mesmo. Talvez seja eu mesmo quem faz meus monstros crescerem por não diferençar o ser humano de um ser perfeito.
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Por isso, ao olhar para meus monstros e encará-los nos olhos conheci a mim mesmo e vi todas as minhas dúvidas. Foi assim que descobri que todos temos mais ou menos os mesmos monstros, e que o medo da incerteza, de não pode controlar nossa vida, é o capitão de todos eles. Então, ao invés de alimentar a insegurança pensando em tudo aquilo que eu poderia falhar ou poderia me fazer cair, decidi ressurgir das cinzas e voar tendo em conta que dentro das minhas possibilidades está a de fazer algo realmente bom, desejado e prazeroso.

O renascer da fênix

Ressurgi das cinzas para superar o medo

Assim consegui olhar para meus monstros nos olhos e ressurgir das cinzas. Agora sou eu que controlo tudo o que sinto, mas assumo também que não posso controlar tudo o que acontece fora de mim. Aprendi que a vida é uma sucessão de acontecimentos incontroláveis, e que muitas vezes são tristes. Mas muitas vezes também são felizes e nos fazem sorrir. Tanto um quanto outro podem ser impossíveis de prever.

Assim, vemos que o medo muitas vezes não é nada mais, nada menos, que a interpretação que fazemos daquilo que vivemos mas que não podemos controlar. Uma vez que aprendemos isso, deixamos essa parte nossa de lado, aquela parte que quer controlar tudo. E a parte que se deixa levar ganha espaço. Comece a viver aquilo que te atrai, aproveite o que é bom, sem deixar que as experiências ruins que acontecem (e sempre acontecem!) alimentem os nossos monstros interiores.

Agora eu já sei que não tenho que ser perfeito e viver uma vida de contos de fadas. Também sei que não devo me render ou me deixar controlar por meus medos e por tudo aquilo em que falhei ou ainda vou falhar. Simplesmente entendi que sem ser perfeito, posso ser feliz, e só por isso eu decido ser feliz em todos os momentos.

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