Os 5 piores conselhos que os pais dão aos filhos

Infelizmente, a voz da experiência nem sempre é precisa. Queremos falar aqui de algumas dicas que a maioria dos pais costuma dar e que, em muitos casos, não ajudam muito.
Os 5 piores conselhos que os pais dão aos filhos

Última atualização: 27 Dezembro, 2021

A maioria dos pais busca e deseja o melhor para seus filhos. Querem que sejam felizes, tenham sucesso, que alcancem seus objetivos… Mas, em relação a atingir metas e obter “sucesso”, quais são os piores conselhos que os pais dão aos filhos?

Vamos descobri-lo das mãos de Emma Seppälä, professora da Yale School of Management e diretora do programa de liderança para mulheres. Emma, pesquisando para escrever um livro, descobriu que muitos dos esquemas ou premissas popularmente aceitos sobre o que é necessário para ter sucesso podem ser contraproducentes, pois têm o efeito oposto.

São teorias ou idéias que podem produzir bons resultados a curto prazo, e maus resultados a longo prazo, ou nenhum resultado a longo prazo.

O pior conselho que os pais dão aos filhos

A intenção deste artigo não é julgar ou criticar certos comentários que os pais fazem aos filhos, mas sim estimular a reflexão. Portanto, analisamos alguns dos piores conselhos que os pais dão aos filhos quando se trata de “sucesso”, de acordo com a estudante de doutorado Emma Seppälä.

Pai falando com seu filho

1. Concentre-se no futuro

Talvez um dos piores conselhos que os pais dão aos filhos seja este: ” concentre-se no futuro “. Por trás dessa estratégia está o conceito de sucesso como uma meta, como um marco a ser alcançado, e não como um caminho.

Ao fazer isso, pressionamos nossos filhos a ver apenas o presente como um meio de tentar estar em um determinado lugar amanhã. Talvez seja melhor dizer-lhes: viva o presente, trabalhe para ser feliz nele.

2. O estresse é inevitável, não pare de se esforçar

Neste ponto, seria bom refletir sobre a diferença entre eustress e distress. Para superar alguns obstáculos, um certo nível de tensão parece inevitável: um nível de ativação muito baixo prejudica nosso desempenho.

Por outro lado, saber parar também é uma arte. Encerrar ou adiar uma iniciativa pode agregar muito bem-estar a nossas vidas. Trata-se de uma tomada de decisão inteligente e de uma boa autorregulação emocional.

É bom promover valores como o esforço, mas sem esquecer de acrescentar que, sem a presença de outros elementos, o seu único efeito é o desgaste.

3. Mantenha-se ocupado

É normal se manter ocupado, ter aspirações, motivações, ilusões… Mas é mesmo necessário estar sempre ocupado?

Isso não cria estresse e mais pressão? Por que não tentamos dizer a eles que eles também têm o direito de descansar, de “não fazer nada” ou de ficar entediados?

4. Utilize seus pontos fortes

Em um nível geral, normalmente gostamos daquelas atividades que nos permitem desenvolver aquelas facetas nas quais somos mais qualificados. Agora, não tem que ser assim sempre.

É longa a lista de pais que conseguiram fazer com que os filhos deixassem de gostar de uma atividade por tentarem transformá-la em treinamento.

Pelo contrário, uma atividade em que não somos muito bons conduz a aprender com os erros. Também sentir que somos capazes de evoluir e progredir. Além disso, um mundo multidisciplinar precisa de pessoas multidisciplinares, capazes de viver na fronteira entre vários campos.

5. O mundo é uma selva, então tome cuidado com certas pessoas

Finalmente, de acordo com Emma, outro dos piores conselhos que os pais dão aos filhos é o seguinte: ” o mundo é uma selva, por isso tome cuidado com certas pessoas “.

Em vez disso, podemos incentivá-los a aumentar sua compaixão pelos outros. Todos nós merecemos uma chance, embora, por outro lado, também seja normal encorajar o pensamento crítico e o respeito próprio.

Mãe conversando com a filha dela

Em vez de aconselhar… é melhor ser o exemplo

E uma reflexão que fazemos em torno desta questão é a seguinte: será que realmente “devemos” aconselhar os nossos filhos? Ou, pelo contrário, mostrar, ensinar…

É claro que não existe um manual mágico na educação que nos diga como devemos educar nossos filhos. Também não há ações positivas ou negativas; só a vontade de educar da melhor maneira possível, através de aprendizados, erros, vivências…

Talvez a chave seja encontrar os nossos próprios critérios de educação, a partir do amor e do respeito e tendo em conta as necessidades dos nossos filhos.

Educar para a felicidade, não para o sucesso

Vimos alguns dos piores conselhos que os pais dão aos filhos sobre como alcançar o sucesso. O paradoxo é que muitos deles podem se tornar positivos, desde que não se tornem mantras ou absolutos.

Talvez não se trate tanto de criar filhos para ter sucesso, mas sim de que sejam felizes. Por outro lado, todos os exemplos citados podem ser aplicados na educação em geral, não apenas em aquela voltada para o alcance de objetivos.

Assim, é importante estimular as crianças a aproveitar o presente, a conhecer suas potencialidades, mas também a aprender a se relacionar com a frustração ou a resignação. Deixe-os sentir que têm o direito de cometer erros, duvidar e ficar entediados!

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  • Von Hildebrand, D. (2004). La importancia del respeto en la educación. Educación y educadores, 7.