5 traços de pessoas que não se sentem dignas de amor

Se você tem dificuldade em pedir favores, se sente bem ao receber a atenção de outras pessoas e não se lembra da última vez que desfrutou de uma recompensa, sentindo que a merece, este artigo é para você.
5 traços de pessoas que não se sentem dignas de amor

Última atualização: 18 Agosto, 2021

Pessoas que não se sentem dignas de amor frequentemente estruturam suas vidas de uma maneira que limita severamente a sua realização. A falta de autoestima é um grande obstáculo para o desenvolvimento pessoal.

Por outro lado, é comum que pessoas que não se sentem dignas de amor também tenham dificuldade em estabelecer relacionamentos saudáveis com outras pessoas. Isso aumenta o risco de formar vínculos tóxicos ou abusivos.

Para evoluir, é muito importante ter aquela sensação de estar em paz consigo mesmo. Se isso não acontecer, é muito difícil continuarmos crescendo acima de pontos de equilíbrio que garantam estabilidade.

Existem alguns traços comuns em pessoas que não se sentem dignas de amor. A seguir, listamos cinco deles.

Um homem não pode estar confortável sem a sua própria aprovação.”
-Mark Twain-

1. A motivação para agradar aos outros é muito alta

As pessoas que não se sentem dignas de amor vivem com a convicção de que precisam ir além para receber a aceitação dos outros. Elas se pressionam para investir muitos recursos nesse objetivo. Isso se manifesta em um desejo constante de agradar aos outros.

Para eles, o reforço social é muito importante. Ter alguém reconhecendo seu trabalho ou seu valor é um indicador de que seu investimento está dando certo. Eles sentem um verdadeiro pavor de críticas, e tendem a levá-las para o lado pessoal. No fundo, o que existe é um medo muito intenso da rejeição.

Mulher triste porque não se sente digna de amor

2. A dúvida os paralisa

Outra característica das pessoas que não se sentem dignas de amor é uma dúvida constante sobre o que pensam, sentem e são. Seu medo de estarem erradas é tão recorrente quanto intenso. Elas veem as oportunidades ou desafios como armadilhas nas quais podem errar, mostrando aos outros seu pouco valor. É por isso que hesitam antes de dar qualquer passo que possa envolver algum risco.

Nesses casos, a pessoa parte da ideia de que suas opiniões não têm muito valor e prefere mantê-las. Na verdade, eles evitam elaborá-las e, antes, procuram juntar as opiniões dos outros. Quando trabalham em equipe, a tarefa de tomar decisões costuma ser deixada para outras pessoas, sentindo-se muito mais confortáveis quando são direcionados para tarefas de dificuldade média-baixa.

3. Eles não pedem, e muito menos exigem

Para eles, é muito difícil fazer pedidos, o que por vezes os leva a fazer exigências muito urgentes por terem comunicado o pedido na última hora, deixando muito pouca margem para quem os quer ajudar.

Esse tipo de pessoa trabalha com a ideia de que não merece a possível ajuda que outros possam lhes dar. Ao mesmo tempo, tendem a pensar que os pedidos projetam uma imagem de fraqueza.

Por outro lado, temem o conflito que pode surgir se fizerem um pedido e este não for considerado. Nesse sentido, procuram ter a menor influência possível na vida dos outros. “Se você ficar longe, será mais fácil me disfarçar e não mostrar a minha fraqueza”

Mulher preocupada olhando pela janela

4. As pessoas que não se sentem dignas de amor escondem seus sentimentos

Algo semelhante acontece com os sentimentos das pessoas que não se sentem dignas de amor. Eles dão pouco valor ao que sentem, a ponto de muitas vezes ignorarem seus sentimentos. Nesses casos, há a sensação de estar sempre fora do contexto, no lugar errado, sendo um estorvo.

É muito difícil para eles expressar o que sentem, porque lhes parece que isso não importa muito. Frequentemente dizem “sinto muito” quando não conseguem manter esse alto nível de inibição em relação à comunicação emocional. Este ponto se aplica de maneira especial às emoções associadas à reafirmação individual, como a raiva.

5. Eles supervalorizam pessoas que lhes oferecem alguma atenção

Embora de alguma forma seja uma contradição, as pessoas que não se sentem dignas de amor estabelecem fortes laços emocionais com os demais. Não é incomum que desrespeitos sejam negligenciados – eles entendem isso como mais uma ferida em seu corpo emocional maltratado – mesmo que venham de estranhos. Ao mesmo tempo, supervalorizam alguém que lhes oferece atenção e afeto.

Nessas condições, é como se o outro tivesse o que lhe falta: afeto por si mesmo. Frequentemente, isso não leva a uma maior apreciação de quem eles são, mas à tentativa de construir uma relação simbiótica. É fácil para eles acabar idealizando essa pessoa e estabelecendo laços de dependência com ela.

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