As pessoas que se acham muito importantes raramente chegam ao topo

As pessoas que se acham muito importantes raramente chegam ao topo

junho 18, 2017 em Psicologia 1100 Compartilhados
As pessoas que se acham muito importantes raramente chegam ao topo

Quando falamos de chegar ao topo não estamos nos referindo ao fato de se destacar devido a características superficiais, como ser fisicamente atraente ou ter sucesso profissional. Chegar ao topo envolve muito mais do que isso: é sentir um profundo e autêntico bem-estar. É ser feliz e desfrutar a vida.

O conceito de darmos importância a nós mesmos depende da aceitação incondicional. Quando deixamos o nosso ego de lado e nos vemos como realmente somos, esquecemos as pressões de tentar fingir o que não somos ou aparentar ser uma pessoa excepcional.

O ser humano é precioso por ser e agir como ele é, mas principalmente pela sua capacidade de amar. É inútil ter muitos títulos, um belo físico ou uma grande fortuna se não soubermos exercitar o amor, tanto com a vida quanto com os outros seres humanos.
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Na verdade, as pessoas que mais valorizamos são aquelas que se mostram autênticas, que se aceitam e estão seguras de quem elas são. Estão sempre tentando melhorar, mas não dizem a si mesmas que devem seguir um padrão imposto pela sociedade, porque não acreditam que isso seja positivo. Quando nos mostramos exatamente como somos perante o mundo, baixamos o nosso ego e nos aceitamos. Este é o “chegar ao topo” do qual estamos falando neste artigo.

Chegar ao topo não depende do exterior

Quando valorizamos as pessoas pelo que elas possuem ou o pelo que conseguiram alcançar estamos cometendo um erro. Cometemos um erro maior ainda quando valorizamos a nós mesmos em função do que temos, e não baseados em determinadas características. Se não aceitarmos a forma como somos, estaremos fadados ao sofrimento.

Mulher voando com olhos vendados

As coisas externas não podem agregar valor a uma pessoa. Assim como uma fruteira que, mesmo contendo algumas frutas com imperfeições, continua tendo o mesmo valor, não podemos basear a nosso valor em qualquer comportamento ou aspecto específico.

Felizmente, a capacidade de amar é inata a todo ser humano. Não importa se é um político, um varredor de rua, técnico de informática ou modelo de passarela: todo ser humano carrega em sua bagagem o amor pela vida e por todos os outros seres.
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Mesmo que você acredite que existem pessoas más, você está errado. O que existem são pessoas equivocadas ou doentes que ainda não aprenderam a agir de outra forma. Se você refletir um pouco mais, vai perceber que dentro dessas pessoas existe uma criança que só quer viver, correr, rir e ser feliz.

Portanto, como todo ser humano tem essa valiosa capacidade de amar, todos temos o mesmo valor, independentemente de raça, sexo, inteligência ou dinheiro.

Visualize-se desprovido de importância

Para nos libertamos das pressões que surgem quando acreditamos que devemos ser de uma determinada maneira ou possuir determinadas coisas, precisamos começar a nos visualizarmos desprovidos de tudo o que supostamente nos valorizará. Estes aspectos são apenas capas que cobrem o seu corpo, mas desaparecem com a sua nudez.

Por exemplo, se eu acredito que um bom físico determina se alguém é mais ou menos importante, preciso imaginar minha vida sem esse físico. É preciso me visualizar como alguém sem atrativos, mas extremamente feliz, porque a aparência física não será necessária para aproveitar a vida.

Tal como acontece com o físico, podemos fazer o mesmo com muitas outras características externas, como a inteligência ou o sucesso. Se formos capazes de ver a nós mesmos como seres menos inteligentes, e mesmo assim bem-sucedidos e felizes, seremos capazes de ser um pouco mais independentes dessas capas que vestimos, e menos rigorosos com essas formas imperfeitas que estão presentes em qualquer corpo e em qualquer alma.

E assim, quando estivermos livres, teremos alcançado o lugar mais alto: a aceitação de nós mesmos e, portanto, a liberação das falsas necessidades ou dependências externas.
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Mulher meditando

Dessa forma, seremos felizes, não importa o que possuímos. Estaremos em paz com nós mesmos e com o nosso ambiente, porque não seremos obrigados a criar uma imagem determinada para que nos aceitem. Paradoxalmente, os outros nos aceitarão de uma forma mais real.

Portanto, a chave do bem-estar é tirar a nossa importância e saber dizer a nós mesmos que, embora pareça contraditório, somos seres valiosos e também sem importância, geniais mas dispensáveis. Isso cria muita tranquilidade e paz mental: não temos que provar nada, apenas amar a nós mesmos pelo que somos.

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