Dentro de cada adulto sempre existe uma criança interior

Dentro de cada adulto existe uma criança interior

dezembro 5, 2016 em Emoções 2087 Compartilhados
Dentro de cada adulto existe uma criança interior

Para muitos, a infância é um símbolo de pureza, inocência, vitalidade e alegria: quem não gostaria de voltar no tempo onde tudo era alegria e amor, e a nossa maior preocupação era saber o que a mamãe tinha preparado de sobremesa?

Mas, e se continuarmos seguindo o reflexo dessa criança interior escondida dentro de nós? Talvez o nosso desejo de renovação, de felicidade e de apreciarmos os pequenos detalhes da vida não sejam mais do que a necessidade de dar voz a esse pequeno sábio que de vez em quando ouvimos.

A nossa vitalidade é uma criança interior que fala conosco

A velhice é mais do que o reflexo físico da idade, é uma questão de atitude. Quando perdemos a curiosidade, como diria Saramago, deixamos de ser crianças. Talvez por isso todos nós sintamos saudades da infância a cada vez que vemos uma criança sorrir, porque ela não tem preocupações, não tem responsabilidades.

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Uma das exigências da vida adulta é se preocupar com o futuro: o que fizermos hoje terá um resultado positivo ou não ao longo do tempo. Consequentemente, ser adulto significa ser responsável pelas suas próprias ações e por aqueles que estão sob os seus cuidados.

Tenha sempre isso em mente, mas não se esqueça da sua criança interior, que o leva a ser mais criativo, a se renovar e continuar sendo jovem. Graças a ela, não deixamos de acreditar na vida.

Quando foi a última vez que você refletiu sobre o que o faz feliz de verdade?

Talvez “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry, seja uma excelente lição sobre quem somos: adultos que se esqueceram de si mesmos. Graças a livros como este, percebemos que todos nós temos uma criança interior que nos faz apreciar os pequenos detalhes, que aceita quem realmente somos, e percebe que “o que é essencial é invisível aos olhos”.

Se formos mais liberais com essa parte de nós que nos pede para nos afastarmos de tudo que é negativo no mundo adulto, perceberemos que, por vezes, o que nos faz mais feliz está muito distante daquilo que nos parece óbvio. Dessa forma, um olhar inocente e jovem consegue perceber tudo isso muito antes do adulto que está imerso na mesmice do cotidiano.

Aceite a criança que existe dentro de você: olhe o mundo como se fosse a primeira vez

A idade adulta nada mais é do que uma mudança de perspectiva: quando somos crianças admiramos tudo o que existe ao nosso redor, e quando nos tornamos adultos nos assustamos quando algo sai fora do normal. E não é verdade que o normal também pode admirado? Talvez essa seja a chave: maravilhe-se com o mundo como se a cada dia o estivéssemos vendo pela primeira vez, como quem está prestes a fazer a melhor descoberta da sua vida. Aproveite a vida, aprenda a valorizar tudo ao seu redor.

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Não há nada de errado em deixar aflorar o nosso lado infantil. Isso não significa renunciar ao lado adulto, mas encontrar um equilíbrio entre os dois que nos permita tanto lidar com nossa vida cotidiana, quanto aceitar o extraordinário que existe nela. Observar o mundo com os olhos de um adulto é necessário, mas pintar os seus detalhes com a nossa criança interior é incrível.

“Nós estamos olhando para o abismo da velhice, e as crianças vêm por trás e nos empurram.”
-Gómez De la Serna, de Greguerias-

Vamos ser razoáveis: escutemos a nossa criança interior porque ela tem mais lições para nos dar do que imaginamos, e todas elas nos levam a nossa própria felicidade. Não percamos a curiosidade, o desejo de desfrutar e até mesmo a inocência: vamos olhar para o mundo como o pequeno príncipe e chegar até onde os nossos olhos não nos permitem ver.

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