O maravilhoso poder das palavras

· setembro 19, 2017

No ano 2004 um cientista japonês chamado Masaru Emoto conduziu uma pesquisa para demonstrar o poder das palavras. A pesquisa consistiu em ferver arroz e distribui-lo em três recipientes iguais. Um deles com uma etiqueta positiva, outro com uma etiqueta negativa e o último com uma neutra, para usá-las como controle.

Durante um mês dele disse ao arroz com etiqueta positiva palavras agradáveis e doces todos os dias, e fez o contrário com o pote que tinha a etiqueta negativa, por meio de insultos, menosprezos, indiferença e ódio.

Passado esse mês, o arroz que havia recebido as mensagens agradáveis estava melhor conservado e não tinha cheiro ruim. Por outro lado, o pote que havia recebido palavras desagradáveis e insultos se encheu de fungos, fazendo com que o arroz adquirisse uma cor escura e tivesse um cheiro podre.

Esta experiência mostra o poder que temos com as mensagens que transmitimos. Se isso acontece com um simples pote de arroz, imagine o que acontece com as pessoas que nos rodeiam e com quem nos comunicamos de forma cotidiana?

Talvez esta experiência seja apenas pseudociência, e de forma alguma pretendemos classificá-la como algo totalmente verídico e científico, mas podemos usar a mensagem que transmite e descobrir com ela o maravilhoso poder das palavras, sejam escritas ou faladas.

“Tudo está na palavra… Uma ideia inteira muda porque uma palavra mudou de lugar, ou porque outra sentou feito uma rainha dentro de uma frase que não a esperava e que lhe obedeceu. Elas têm sombra, transparência, peso, penas, pelos, têm tudo que lhes foi adicionado de tanto rodar pelo rio, de tanto transmigrar de pátria, de tanto ser raiz… São antiquíssimas e muito recentes…”
-Pablo Neruda-

O poder das palavras que usamos em nosso dia a dia

A linguagem que usamos nos leva a ver a realidade de um jeito ou de outro. Não é a mesma coisa dizer “isso é impossível de conseguir” e dizer “talvez seja difícil, mas eu vou pelo menos tentar”. Quando conseguimos usar ou dar outra forma às nossas mensagens, a ideia que temos e o que passamos a respeito pode mudar completamente.

O poder da gratidão

É importante perceber que muitas vezes não é o que dizemos, e sim como dizemos. As palavras têm o poder de mudar o que pensamos, guardam a vontade de dar uma nova visão ao que temos diante de nós, e têm a maravilhosa capacidade de aliviar e dar paz.

Não se trata de fazer uso irreal da linguagem para mudar o que pensamos e passar de “não vou conseguir” a “vou conseguir”, mas está em nossas mãos deixar de usar os termos que só trazem dificuldades como “sempre”, “nunca”, “tenho que”, “preciso…” e passar a usar palavras que nos ajudem como “talvez eu não tenha conseguido antes, mas hoje é outro dia, vou tentar”.

“A ciência moderna ainda não produziu um remédio tranquilizante tão eficaz quanto algumas poucas palavras carinhosas”.
-Sigmund Freud-

Sejamos os roteiristas da nossa própria história

A linguagem está a nosso serviço para ajudar e dar forma à nossa mente e nossas ideias. Sejamos escritores de nossas próprias vidas e façamos o roteiro cheio de força e mensagens que impulsionem e não nos limitem. Fazer isto pode ser muito simples e a diferença entre colocá-lo em prática e não fazê-lo é enorme.

“Se você não é feliz com a sua vida, pode ser uma boa ideia fazer um inventário das palavras que você diz”.
-Joyce Meyer-

Os livros são exemplos do poder das palavras

Experimente mudar as palavras que você dirige aos outros e a si mesmo, encontre as que são adequadas, positivas e funcionais, talvez mudando apenas o jeito de falar, e você mudará o conteúdo. Se elas ajudarem, impulsionarem você e fizerem você se sentir bem, são as adequadas. Do contrário, se você perceber que tiram suas forças, que só o limitam, não o ajudam ou até estão prejudicando outras pessoas, talvez você deva se perguntar a respeito da possibilidade de mudar a linguagem com a qual se dirige a si mesmo.

Se é possível ver o efeito da linguagem sobre o arroz, imagine o que acontece quando o dirigimos às pessoas. Porque pensando bem, temos nos nossos lábios a possibilidade de cuidar ou maltratar os outros e a nós mesmos. Nesse sentido, podemos fazer muitas escolhas, e uma delas certamente é decidir como usar da melhor maneira o poder das palavras.