O poder do autoengano – A mente é maravilhosa

O poder do autoengano

julho 3, 2015 em Psicologia 0 Compartilhados
autoengano

Como pode uma pessoa saber e ao mesmo tempo não saber? Como é que evitamos perceber as coisas? Às vezes, parece que temos a capacidade de anestesiar alguns aspectos ou situações de nossas vidas para não sofrer e seguir em frente.

O autoengano

Teoricamente, uma pessoa não pode mentir para si mesma, mas basta olhar ao nosso redor para perceber que a mentira e o autoengano são muito comuns hoje em dia.

Os seres humanos têm muitas maneiras de enganar a si mesmos, que afetam todos os aspectos de suas vidas. Esse tipo de engano não se restringe apenas aos seres humanos, mas a outros seres vivos como os vírus e as bactérias, que alteram sua estrutura física para iludir o sistema imunológico e sobreviver. Nos seres humanos, essas estratégias são mais sofisticadas.

A definição de autoengano

Robert Trivers define autoengano como o ato de mentir para si mesmo. Ele argumenta que a principal chave para explicar isso é considerar que a informação verdadeira é excluída da nossa consciência.

Ele escreveu em muitos dos seus textos que “Todo engano é destinado a autopromoção”. É um mecanismo que sobreviveu à evolução do ser humano e faz com que ele aceite uma informação falsa como verdadeira. As mentiras se tornam inconscientes e, de alguma forma, se transformam em verdades confiáveis.

Quando a verdade é relegada ao subconsciente, a mentira se torna verdade para a pessoa e para todos os seus conhecidos. Acreditamos tanto que a ideia passa a ser verdadeira.

A atenção e o autoengano

As pessoas olham em volta em busca de sinais que devem ser aceitos ou rejeitados. É a atenção, juntamente com a memória, que nos permite resgatar aquela informação necessária para nossa vida e rejeitar aquela que não nos interessa.

Quando uma informação é considerada uma ameaça, sentimos angústia e mal-estar em maior ou menor grau. É nessa situação que o autoengano pode aparecer. É como se trocássemos nossa atenção por uma sensação de segurança. O processo de fragmentação da nossa consciência tira o foco da nossa atenção e cria uma espécie de “apagão”; ou seja, utilizamos a atenção para negar essa ameaça com a finalidade de poupar a pessoa de alguma situação dolorosa. Embora este autoengano possa ser benéfico em alguns casos, pode ser inadequado em outros.

Encarar a realidade, mesmo que esta seja dolorosa, nos dá uma base firme para seguir em direção a uma vida afetiva e social mais saudável e feliz.

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