Por que sentimos vertigem? - A Mente é Maravilhosa

Por que sentimos vertigem?

dezembro 24, 2016 em Curiosidades 317 Compartilhados
Por que às vezes sentimos vertigem?

Milan Kundera afirmou que “a vertigem é algo diferente do medo de cair. A vertigem significa que a profundidade que se abre diante de nós nos atrai, nos seduz, desperta em nós o desejo de cair, do qual nos defendemos, espantados”.

Começar o texto com uma frase de Milan Kundera sobre a vertigem pode parecer ousado. No entanto, hoje desejo focar o artigo em um ponto de vista psicológico. Embora esta seja uma condição fisiológica, ela pode ter consequências graves na nossa psique. E este será o foco do que você vai ler abaixo.

O que é a vertigem?

A vertigem é uma condição que causa sensação de movimento ou rotação. Muitos a descrevem como uma tontura, mas essa não é uma descrição muito exata. As pessoas que sofrem desta doença realmente sentem que o mundo está se movendo ao seu redor.

olho-com-tontura

As causas são variadas. No caso da vertigem periférica, em que o problema é enraizado no ouvido interno, a condição pode ser motivada por inflamações nervosas, lesões com traumatismo craniano, consumo de medicamentos, etc. Por outro lado, se você sofre do tipo central, cujo problema reside no cérebro, as razões podem ser acidente vascular cerebral, drogas, doenças vasculares ou tumores.

De qualquer forma, ambos têm sintomas semelhantes. Os mais típicos são tonturas, perda da audição, zumbido nos ouvidos, visão dupla, paralisia facial… outros problemas seriam a fala arrastada, fraqueza ou problemas com o movimento dos olhos.

Fatores psicológicos da vertigem

A vertigem provoca outra série de problemas no indivíduo além do meramente fisiológico. A pessoa também pode ser afetada a nível psicológico. É o que consideram médicos como MR Clark, L. McKenna, M. Dieterich ou RG Jacob, em cujos estudos nos baseamos para fazer esta lista de possíveis consequências.

Tontura psicogênica

A insegurança, ansiedade e depressão são sintomas de tonturas psicogênicas. Estas tonturas podem provocar ou serem provocadas por estas situações. No entanto, embora não seja uma parte importante desta condição, elas podem estar associadas, ainda que os estudos na área ainda não sejam conclusivos.

Pânico

Nem sempre é fácil diferenciar o pânico de vertigem. Embora um ataque de pânico possa ser provocado por diferentes situações sociais ou pessoais, ele também pode ocorrer em condições relacionadas com a vertigem.

Neste caso, a pessoa experimenta tonturas, sensação de desmaio e ansiedade. Podem estar associados à dificuldade de respirar, palpitações e transpiração excessiva. Em muitas ocasiões, pensava-se que esta poderia ser uma situação temporária, quando na verdade o paciente sofre de vertigem.

Ansiedade

Ansiedade, tanto crônica como aguda, pode acabar fazendo parte da condição de vertigem. Neste sentido, ter que tomar decisões de grande importância quando se sofre com esta doença pode agravar bastante os sintomas.

Somatização

Neste caso, não falamos de um problema psicológico causado pela vertigem, mas de uma síndrome de somatização. Isto é, pode-se encontrar diferentes sintomas da doença no paciente. No entanto, apesar de os sintomas serem somatizados, a pessoa não sofre realmente da doença, mas tem tonturas, dores de cabeça, fadiga, etc.

Depressão

Qualquer doença crônica pode causar a depressão. Neste caso, infelizmente a vertigem faz parte desta família. Assim, as tonturas e outros sintomas poderiam indicar que há um problema maior em forma de vertigem.

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Vertigem postural fóbica

Outra condição de vertigem pode ser a vertigem postural fóbica. Ela recebeu esta designação pelo Dr. Brandt, que mostrou que esta condição poderia desencadear medos de cair por parte dos pacientes quando estão em pé, andando ou executando qualquer tarefa.

Os episódios deste problema podem aparecer de forma espontânea. Também poderiam geram atitudes de evitação que levam a medos, agorafobia, hipocondria e outros sintomas com grande componente psicológico.

Podemos observar que a vertigem é muito mais do que uma simples doença. Sem a preparação psicológica adequada, ela afeta não só o nosso movimento, como também o nosso cérebro. No entanto, com uma atitude positiva, podemos superar as condições mentais que podem resultar em casos específicos.

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