A raiva contida é mais perigosa - A Mente é Maravilhosa

A raiva contida é mais perigosa

julho 30, 2015 em Psicologia 0 Compartilhados
raiva contida

Se está com raiva, por que finge que não? Sim, sim, muitas vezes você finge e não diga que não. Em muitas ocasiões, fingimos que não estamos aborrecidos para mantermos as aparências e isso, além de nos fazer muito mal, dá aos outros pistas sobre o que podem fazer para nos dominar.

O verdadeiro problema é que você não sabe canalizar a sua raiva e prefere escondê-la. Mas isso vira à tona, mais cedo ou mais tarde.

Se não nos preocupamos em aprender a dominar a raiva, é porque se trata de uma emoção na qual não pensamos, porque acreditamos que ela não está conosco ou porque pensamos que podemos dominá-la. E mais: somos ensinados com frequência que devemos evitá-la para não dar espaço a danos colaterais a nossa volta.

Isso evita situações muito tóxicas, mas reprimir completamente o aborrecimento pode ter consequências negativas. Encorajo-lhe a analisarmos juntos os momentos em a raiva não deveria ser reprimida.

A raiva reprimida está lhe causando problemas de saúde

Tendemos a pensar nas emoções como se fossem abstratas em relação a nosso corpo físico, como se o corpo fosse um recipiente para contê-las e um meio para expressá-las fisicamente. Acontece que as emoções se manifestam fisicamente, assim como em nossos pensamentos.

A raiva contida pode causar graves problemas de saúde, os quais, ainda que aparentemente não estejam relacionados, na verdade estão. Alguns desses problemas são dor de cabeça, problemas digestivos, insônia, aumento da ansiedade, depressão, pressão alta, problemas de pele ou problemas cardíacos (ataques do coração, taquicardia).

É preciso encontrar uma forma de liberar e expressar essa raiva ou ela acabará com você.

A raiva não processada provoca uma alteração na sua conduta

As nossas emoções são armazenadas quando não nos preocupamos com elas, e isso pode fazer com que sejam filtradas de forma incontrolável.
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É possível que nos sintamos bem no começo por termos conseguido controlar um ataque de fúria para não ferir nem ofender ninguém, mas logo – provavelmente – vamos nos voltar contra outras pessoas (inocentes ou que não têm nada a ver) porque representam uma pequena ameaça para nós. Você não tem a intenção de lhes fazer mal, mas a raiva cresce a fogo lento dentro de você e isso pode fazer com que seu autocontrole evapore.

A raiva reprimida também pode causar transtornos de ansiedade, medo irracional e ira. A emoção precisa sair, por onde quer que seja.

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Como e onde colocar os limites

Tomar consciência de que a raiva faz parte de nós é um primeiro passo importante, porque então podemos começar a estabelecer limites sadios. Estamos irritados com algo que estão fazendo com os outros? Ou é a raiva causada por uma ferida pessoal do nosso passado, que está nos rondando? Trata-se de uma insegurança da nossa parte ou a outra pessoa realmente está nos tratando mal?

As respostas para estas perguntas são descobertas quando enfrentamos a nossa raiva. Esse conhecimento nos dará a clareza para tomar boas decisões sobre as relações que temos com os demais. É possível que tenhamos que dar um passo para trás para nos dar conta de que os demais não são tão maus quanto acreditávamos que fossem.

As pessoas precisam saber se elas estão causando danos

Mesmo que algumas vezes as pessoas ajam com a intenção de causar danos, a verdade é que na maioria das vezes não é assim e não há a intenção de estimular a nossa ira. E sabemos disso. Por isso reprimimos a raiva. E se nos sentimos culpados pela nossa raiva, podemos interiorizá-la e culpar a nós mesmos, sem abordar o problema verdadeiro.

Quando nos damos a oportunidade de ficar com raiva e de analisar o motivo por trás dela, podemos nos tornar mais conscientes da causa. Assim, poderemos utilizar as ferramentas necessárias para liberar a raiva aos poucos e sem causar maiores danos, fazendo um exercício saudável de autocontrole.

Experimentar a raiva pode ser agradável

Assim como a raiva reprimida fará com que você se sinta mal, soltá-la será reconfortante. É como tirar um peso enorme das costas. Experimentar a raiva de uma forma consciente é uma experiência totalmente diferente da negação.

Isso poderá nos ajudar a conhecer a nós mesmos e a compreender por que certos elementos nos deixam irritados.

Não se trata de viver em um estado de ira constante, mas de não fingir que ela não existe. A raiva é uma emoção humana natural e temos que nos dar permissão para experimentá-la. Só assim aprenderemos a expressá-la de forma sadia e a evitar, não só que não sejamos dominados, mas que isso não apareça.

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