Reconhecer os próprios erros nos ajuda a perdoar os demais

Reconhecer os próprios erros nos ajuda a perdoar os demais

21, março 2017 em Psicologia 1948 Compartilhados
Reconhecer os próprios erros nos ajuda a perdoar os demais

Todo as pessoas cometem erros. Durante nossa vida teremos que perdoar mais de uma vez, e mais cedo ou mais tarde, nós também vamos precisar que alguém nos perdoe. Diz-se que o verdadeiro amor é demonstrado em três momentos-chave: no fracasso, na doença e no perdão. Se você não é capaz de perdoar, pode ser que essa pessoa seja menos importante para você do que seu orgulho.

As atribuições que realizamos sobre o que nós fazemos para os outros envolvem uma certa minimização do dano. Ao vê-lo desde a nossa perspectiva pessoal, tendemos a nos justificar ou a dar desculpas para agir como agimos. Por outro lado, quando os outros nos prejudicam, nós atribuímos este mesmo fato a sua personalidade, e não é surpreendente que vejamos intencionalidade no que foi fortuito, o que nos leva a uma perturbação emocional que nos afasta do perdão.

Reconhecer que nós também cometemos erros nos afasta de ser pequenos tiranos que justificam tudo o que fazem, mas que são verdadeiros juízes quando fazem com eles. Perdoar não é apenas um gesto para o outro, é o gesto mais nobre consigo mesmo.

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Perdoar os outros também é benéfico para nós mesmos

Todos nós, em algum momento, já nos vimos na posição de ter que perdoar ou ser perdoado, nos fazem e fazemos coisas que machucam, consciente ou inconscientemente. O conceito que temos de perdão está um tanto distorcido.

Pode ser que pensemos que se perdoarmos alguém estamos dando-lhe a razão ou estamos justificando à pessoa que nos machucou que perdoar é esquecer, dar menos importância ao que aconteceu, renunciar a si mesmo, dar algo para o outro. Mas nada mais longe da realidade; o perdão é para nós e para ninguém mais.

Perdoar não significa que já não nos importa o dano sofrido, ou que tanto faz, muito menos que tenhamos de nos comportar como se nada tivesse acontecido. Significa que nós aceitamos o que aconteceu como parte da nossa vida e que deixamos de lado os sentimentos e pensamentos negativos para seguir adiante.

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Se não perdoarmos, seguiremos presos a essa pessoa, ainda que seja de uma maneira nociva e tóxica. Liberar-nos dessas ataduras emocionais negativas nos abre espaço para novas emoções e experiências que nos restam para viver.

Perdoe a quem você tem de perdoar

Existem diferentes posições a respeito do perdão e quem deve ou não deve ser perdoado. A primeira e mais comum é a que percebe o perdão como essencial para a cicatrização das feridas emocionais e ressalta quão benéfica é a prática para a saúde física e mental.

A segunda tem uma visão diferente do perdão com respeito a primeira. Considera que em alguns casos não perdoar também pode ser benéfico, já que fazê-lo pode ser prejudicial para quem perdoa e pode colocar em risco grupos que estão em situação de vulnerabilidade, como é o caso dos abusos ou maus-tratos.

A terceira posição acontece quando você percebe que, na verdade, não há ninguém a quem perdoar. Em um momento você percebe que, por vezes, as situações que acontecem conosco não são culpa de ninguém, que simplesmente é assim que a vida funciona.

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Segundo o doutor Schlatter, o perdão beneficia mais a quem perdoa do que aquele que recebe, e não requer necessariamente o arrependimento daquele que faz o mal. Reconhecer-nos nos outros ajudará a nos libertarmos desse fardo tão pesado do rancor, onde só encontraremos sentimentos de hostilidade e ressentimento que mais cedo ou mais tarde se rebelarão contra nós.

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