Sedentarismo, o grande mal do século XXI - A Mente é Maravilhosa

Sedentarismo: o mal do século XXI

janeiro 27, 2018 em Curiosidades 269 Compartilhados
Sedentarismo

O sedentarismo é um estilo de vida perigoso que passou a ser moda no século XXI. Dele sofrem as pessoas que fazem muito pouco ou nenhum tipo de exercício físico, o que aumenta o risco de que sofram diferentes problemas de saúde. Muito vinculado à obesidade e a doenças cardiovasculares, tais como a diabetes, é considerado a praga da idade contemporânea.

Em muitos casos as pessoas sedentárias, além de não se considerarem como tais, usam seus problemas de saúde para continuarem inativas. Ou seja, acreditam que sua condição física é o que as impede de fazer qualquer tipo de esforço físico, quando provavelmente é o contrário: a origem do seu mal-estar é justamente essa falta de atividade e cronificação de sua condição sedentária.

O que é ser sedentário?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as pessoas sedentárias são aquelas que fazem menos de 90 minutos de atividade física na semana. E segundo indicam seus informes, o sedentarismo é um mal que afeta pelo menos 60% da população mundial adulta. Calcula-se que todo ano morrem cerca de 2 milhões de pessoas devido à prática insuficiente de exercício físico.

Mulher comendo batata chips

Para entender o sedentarismo e tudo o que ele implica, temos que deixar de lado a ideia de que as pessoas sedentárias são apenas aquelas que passam muitas horas no sofá. Além dessas, há aquelas que, por seu trabalho ou circunstâncias pessoais, permanecem todo o dia sentadas e imóveis. Seja em um escritório, preenchendo formulários, lendo livros… Qualquer tarefa que implique manter a mesma posição durante horas é prejudicial para a saúde.

Portanto, ir fazer as compras uma vez na semana ou levar o lixo não podem ser considerados tipos de atividade física. A atividade física é entendida como a prática de uma atividade que coloca em movimento todos os órgãos do corpo. Ou seja, que requer o uso dos músculos, o fortalecimento dos ossos e o bom funcionamento do sistema circulatório.

Consequências do sedentarismo

Embora sua prevalência seja alta, ainda existe uma certa tendência a olhar para o outro lado quando se trata de conhecer o impacto do sedentarismo na saúde. O certo é que é um fator de risco e pode ser causa de muitas doenças crônicas. Suas consequências são tão graves que podem levar inclusive à morte. Alguns de seus efeitos prejudiciais mais comuns são:

  • Franqueza óssea e muscular: se você não pratica um idioma, acaba esquecendo-o. No caso dos músculos e dos ossos, ocorre o mesmo. Se você não os exercita, eles se enfraquecem, perdem elasticidade e força. A longo prazo, podem desencadear osteoporose ou atrofia, distensões, contrações ou contraturas.
  • Cansaço crônico: o sedentarismo faz com que as pessoas se esgotem quase que instantaneamente ao realizar qualquer tipo de tarefa. Subir escadas, levantar objetos, agachar-se…
  • Obesidade: quase todas as pessoas com sobrepeso são sedentárias. Ao não gastarem as calorias que consomem, as gorduras que ingerem vão sendo armazenadas no seu corpo. Isso faz com que aumentem de volume e peso.
  • A obesidade aumenta o risco de sofrer de diversos problemas circulatórios e cardiovasculares, como a hipertensão. Além disso, o acúmulo de colesterol nas artérias e veias diminui o fluxo sanguíneo até o coração. Assim, o músculo cardíaco tem que fazer um esforço muito maior para que o sangue chegue a todas as partes do corpo de forma adequada. Isso pode causar doenças coronárias e infartos.
  • A síndrome metabólica está muito vinculada ao sedentarismo. Abrange um conjunto de fatores de risco e transtornos precursores de doenças crônicas, como a cardiopatia isquêmica e diabetes tipo 2.

Obesidade infantil

Como modo de vida, o sedentarismo é outro hábito que aprendemos desde pequenos. Por pura imitação, as crianças tomam como referência o comportamento de seus pais e o copiam. Se a conduta habitual deles é passar os dias sentados na frente da televisão e do sofá para a cama, não é de se estranhar que as crianças também tomem essa prática como costume.

Além disso, as novas tecnologias têm aumentado o tempo que as crianças permanecem sentadas de olho em uma tela. Passam cada vez menos tempo ao ar livre brincando no parque e mais tempo na frente da televisão ou dos videogames. Educar as crianças em um ócio ativo é primordial para que elas se transformem em adultos saudáveis.

O melhor tratamento: a atividade física

Não se trata de transformar-se do dia para a noite em atletas profissionais. Se você é sedentário, entenda que sua forma física é frágil e que se você quer melhorar, vai ter que começar de maneira gradual. De outra forma, seu corpo vai se queixar e muito, de maneira que você não vai tardar em voltar à vida sedentária. Se você pratica esportes na companhia de outra pessoa, sua motivação intrínseca para fazer exercício aumenta.

Pode ser que no dia seguinte você tenha cãibras e inclusive que elas continuem durante uma semana, mas você também vai notar que seu sistema responde adequadamente. Você vai se sentir mais leve, enérgico, com um humor melhor… E o que é mais importante: estará ganhando qualidade e tempo de vida.

Mulher correndo

Evite ficar parado

Fazer as tarefas domésticas habituais, como limpar ou passar ou realizar alguma tarefa de jardinagem, são formas de estar ativo sem sair de casa. Você também pode aproveitar enquanto assiste televisão para fazer alongamentos suaves ou pedalar em uma bicicleta ergométrica. Pode caminhar pelas ruas, acompanhar seus filhos à escola, ir caminhando fazer as compras ou levar o cachorro para passear.

Para evitar o sedentarismo no trabalho, faça pausas depois de cada hora e realize tarefas que exijam que você fique de pé. Por exemplo, encher a garrafa de água, fazer alongamentos ou passear alguns minutos depois de comer. Você pode usar a escada ao invés do elevador ou caminhar pelo escritório enquanto fala no telefone.

É curioso como, sem fazer nenhum tipo de atividade física, o sedentarismo por si só leva o corpo ao limite e o esgota! Normalmente não somos conscientes de que temos um problema de saúde até que sofremos as consequências. Por isso é tão importante educar-se na adoção de hábitos saudáveis desde pequenos.

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