Ser consciente envolve dor e um despertar libertador

· maio 28, 2016

A consciência é como um movimento do pensamento onde se produz a vontade, o desejo, as emoções e os sentimentos. Ser consciente envolve dor, por isso é algo que evitamos, significa ver-nos cara a cara com nós mesmo. Com aquilo que não queremos ver, que rejeitamos, e que faz com que nos irritemos com os outros.

Os problemas que vamos experimentando não estão separados de nós; somos de fato o problema em si. Os problemas existem quando cada pessoa não conhece a si mesmo. Surgem da nossa falta de compreensão com nosso consciente e inconsciente.

O despertar da consciência

Despertar a nossa consciência significa iniciar um processo no qual vamos nos sentir desconfortáveis, já que teremos que nos distanciar das nossas ideias e crenças preconcebidas, realizando uma reaprendizagem para expandir nossa mentalidade, nossas perspectivas e crenças.

Nosso ego, formado pelo orgulho e todos os nossos comportamentos infantis já na idade adulta, representa uma prisão da qual é muito difícil sair. Acreditamos que somos livres e pensamos que decidimos em todos momentos o que queremos fazer, no entanto, somos escravos da nossa falta de consciência e clareza para conhecermos a nós mesmos.

A consciência e a clareza, inicialmente, envolvem dor, uma vez que removemos tudo o que estivemos evitando ver. Vemos o dano que fizemos a nós mesmo e aos outros, e nossa falta de responsabilidade para lidar com tudo que tem sido consequência das nossas atitudes e dos nossos pensamentos.

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Assumir a responsabilidade por quem somos

É muito mais simples, sem dúvidas, permanecer na ignorância de quem somos. É o que nos acostumamos a fazer e, dessa forma, agimos colocando a culpa nos demais e nas circunstâncias por tudo o que acontece em nossas vidas. Nem sequer questionamos nossas atitudes ou nossos pensamentos diante do que vivemos.

Quando estamos realmente dispostos a nos responsabilizar por nossas vidas, o processo de conscientização começa. Confrontando o fato de reconhecer os nossos medos, nossas dificuldades, emoções, nossos limites, como nos relacionamos, os preconceitos, as crenças e os padrões de comportamento.

Compreendemos todo o repertório do qual somos parte, de como nos relacionamos com nós mesmos e com os demais, identificando assim tudo o que fazemos como algo nosso, especialmente o que nos afeta e é doloroso.

Esse processo não é algo teórico, mas sim algo vivencial no qual nos instalamos em nosso presente, aceitando e integrando todo nosso repertório de comportamentos atual. Saímos assim da nossa zona de conforto, e da atitude infantil que nos torna incoerentes e irresponsáveis diante das circunstâncias que enfrentamos.

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Ser consciente nos torna livres

Nesse despertar da consciência que envolve dor, sobretudo no início do processo, nos aproximamos de todos os nossos aspectos, considerando nossas luzes e nossas sombras. Integrando todo o nosso repertório para nos permitir ser realmente quem somos, e nos compreendermos melhor.

Muitas vezes são as próprias situações da vida que nos colocam frente a circunstâncias e fases nas quais nos vemos incapazes de avançar e resolver nossos conflitos. As fases difíceis que enfrentamos em nossas vidas são aquelas que vão nos levar a iniciar o processo de conscientização.

Devemos nos tornar conscientes de nós mesmos nos libertamos de nossas repressões, da culpa que nos persegue e dos conflitos tóxicos em nossos relacionamentos com os outros e com nós mesmos. É preciso aprender a diferenciar o que depende de nós e é nossa responsabilidade, comprometendo-nos com nosso cuidado e bem-estar.